Milarepa - filme

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Milarepa é um filme que conta a estória de um dos maiores iluminados do Budismo. Essa é apenas a 1ª metade do filme, a 2ª parte não foi lançada.

Milarepa (tib. Mi la ras pa, 1040-1123), o principal discípulo de Marpa (1012-1097), é renomado por toda a área cultural tibetana como uma das maiores figuras do buddhismo Vajrayana.

Milarepa nasceu em uma rica família de camponeses. Quando ele ainda era criança, seu pai morreu e as propriedades de sua família foram roubadas por seu tio. Milarepa, sua mãe e sua irmã ficaram sem nada.

Para se vingar, Milarepa começou a aprender magia negra. Depois de aprender muitos feitiços destrutivos, ele conjurou um temporal de granizo sobre a casa de seu tio, resultando na morte de dezenas de pessoas. Refletindo sobre as suas ações, Milarepa compreendeu que seus atos criaram um grande débito de karma negativo e então ele procurou um mestre que pudesse ajudá-lo a evitar as conseqüências de seu ato de vingança. O mestre Yungtön aconselhou-o a procurar Rongtön Lhaga, professor dos ensinamentos da Grande Perfeição (tib. Dzogchen / rDzogs chen) da escola Nyingma.

Milarepa não conseguiu progredir e Rongtön lhe disse, "Você deve ir ao eremitério Trowolung em Lhodrak, no sul, onde há um discípulo direto do mahasiddha indiano Naropa. Ele é o mais excelente dos mestres, o rei dos tradutores, conhecido como Marpa. Ele é um siddha da nova tradição e não tem rivais pelos três mundos. Já que, durante suas vidas passadas, você criou uma ligação kármica com Marpa, vá até ele!"

Só ouvir o nome de Marpa foi suficiente para despertar em Milarepa um fé extraordinária, das profundezas de seu ser. Ele pensou, "Devo encontrar este mestre e me tornar seu discípulo, mesmo ao custo de minha vida."

Naquele momento, Marpa e sua esposa, Damema, tiveram sonhos auspiciosos e sabiam da vinda de Milarepa. Marpa desceu o vale para esperar a chegada de seu futuro discípulo.

Milarepa primeiro encontrou o filho de Marpa, Darma Dode, que estava cuidando do rebanho. Continuando um pouco mais, ele viu Marpa, que estava arando o campo. Ele não sabia que aquele homem era o mestre, mas no momento em que o viu, Milarepa sentiu uma imensa alegria e felicidade; por um instante, todos os seus pensamentos comuns pararam. Milarepa esperava que Marpa fosse um grande santo e erudito, vestido como um yogi, usando muitos rosários, recitando mantras e meditando. Entretanto, encontrou-o trabalhando na fazendo, dirigindo os trabalhaodores e arando sua terra.

Mais tarde, quando Darma Dode levou-o à presença de Marpa, Milarepa se prostrou aos pés dele e implorou para que lhe ensinasse o Dharma. Marpa respondeu que a iluminação de Milarepa dependeria unicamente de sua própria perseverança e determinou uma série de tarefas difíceis e desencorajadoras a seu novo discípulo, que foram designadas para purificar o seu karma negativo.

Marpa fez Milarepa construir uma série de torres, uma após a outra, e após a completa edificação de cada uma delas, ela ordenava a Milarepa que a derrubasse e colocasse todas as pedras de volta no lugar onde vieram, para não estragar a paisagem. Cada vez que Marpa mandava Milarepa desmanchar uma torre, apresentava alguma desculpa absurda, como alegar que estava bêbado quando ordenara a construção ou afirmar que absolutamente nunca as encomendara. E Milarepa, cada vez mais ansioso pelos ensinamentos, colocava a casa abaixo e recomeçava.

Por fim, Marpa planejou uma torre de nove andares. Milarepa passou por um tremendo sofrimento para carregar as pedras e construir a casa, e quando terminou, dirigiu-se a Marpa, e mais uma vez rogou-lhe que o ensinasse. Porém, Marpa respondeu-lhe, "Você quer que eu lhe ensine, assim, sem mais nem menos, só porque construiu esta torre para mim? Pois receio que ainda tenha que me dar um presente como taxa de iniciação."

A essa altura, Milarepa não possuía coisa alguma, pois gastou todo o seu tempo e trabalho construindo torres. Mas Damema, esposa de Marpa, teve pena dele e lhe disse: "Estas torres que você construiu são um gesto maravilhoso de devoção e fé. Meu marido certamente não se incomodará se eu lhe der alguns sacos de cevada e um rolo de tecido para a sua taxa de iniciação." Então, Milarepa levou a cevada e o tecido para o círculo de iniciação em que Marpa estava ensinando e os ofereceu como gratificação, junto com os presentes dos outros estudantes. Marpa, porém, ao reconhecer o presente, enfureceu-se e gritou para Milarepa, "Essas coisas são minhas, seu hipócrita! Você está tentando me enganar!" E o chutou literalmente, a pontapés, do círculo de iniciação.

Nesse ponto, Milarepa perdeu toda e qualquer esperança de conseguir que Marpa lhe ensinasse. Desesperado, decidiu suicidar-se e já estava prestes a acabar com sua vida quando Marpa o procurou e declarou que ele, finalmente, estava pronto para receber os ensinamentos e iniciações.

Milarepa entrou em retiro, e após meditar em uma caverna por vários anos, tornou-se iluminado e alcançou todas as realizações comuns e sublimes do Mahamudra, o Grande Selo. Ele começou a escrever poemas sobre o Dharma e ensinar discípulos famosos, incluindo Rechungpa Dorje Dragpa (tib. Ras chung pa rDo rje Grags pa, 1088-1158) e Gampopa (tib. sGam po pa, 1079-1153). Vários sinais auspiciosos surgiram ao final de sua vida, quando Milarepa obteve a liberação completa. Após seu corpo ser cremado, dakinis apareceram e levaram suas relíquias para o céu.

http://www.dharmanet.com.br/milarepa/milarepa.htm


Como evitar a maior tragédia anunciada na saúde pública do Brasil: zika vírus

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Como você pode ajudar-se e ajudar sua família e amigos a evitar a maior tragédia de saúde pública anunciada no Brasil. Aprenda com o médico Cícero Coimbra, destacado estudioso da chamada "vitamina" D, um hormônio poderoso que regula o sistema imunológico e o sistema nervoso.


Pranayama, a ciência do alento

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015


Apresento esse texto porque a prática do pranayama é fundamental para o domínio da energia para aqueles que seguem pelo caminho do guerreiro ou pela prática tântrica ou mesmo por qualquer caminho que busque um equilíbrio vital. Apesar de mestres como Gurdjieff a criticarem só tirei dela excelentes resultados. Boas práticas!


A ciência do alento

Habitualmente, não temos o costume de observar a nossa respiração. Em verdade, como os nossos olhos só vêem o que está à frente, não criamos o hábito de perceber o que se passa no nosso corpo. Esta percepção precisa ser desenvolvida. Observe a sua respiração da forma como ela está sendo realizada neste momento. O fluxo respiratório é muito forte. Se você quiser pará-lo, experimente trancar a respiração. É impossível. E, esta é a força vital pela qual você vive. Você quer viver como quer intensamente respirar. Quando as fossas nasais estiverem obstruídos, você limpa. E, quando estiverem fechadas? Geralmente as pessoas respiram pela boca e isso é um grande erro.

Pode-se viver respirando pela boca mas não se pode viver bem. A respiração bucal impede a formação da pressão ideal no interior dos alvéolos pulmonares para a perfeita assimilação do oxigênio; o ar inspirado nunca será tão boa quanto o inspirado pelas narinas porque não será filtrado. As fossas nasais filtram e aquecem o ar até a temperatura ideal.

É preferível respirar devagar do que rápido exceto em caso de extrema necessidade pois, o ar que entra rápido, certamente não será devidamente aquecido. A respiração lenta aquieta o bio-ritmo cardíaco e aquieta também as ondas cerebrais. Favorece a oxigenação sanguínea porque dá mais tempo aos pulmões realizar suas trocas gasosas(sangue venoso transforma-se em arterial). O sangue venoso é um sangue carregado de detritos, resultado da "digestão" celular e que será eliminado pela expiração e renovada pela inspiração quando uma quantidade suficiente de oxigênio é transferido para o sangue. É evidente, também, que outros elementos químicos presentes no ar sejam absorvidos pelo processo maravilhoso da respiração.

AS FASES DA RESPIRAÇÃO

Quase todos conhecem as duas fases da respiração: inspiração e expiração. Mas isto é a metade dos movimentos respiratórios.

A respiração tem 4 fazes. A verificar. 1) inspiração 2) pausa com ar 3) expiração e 4) pausa sem ar ou com pouco ar dependendo do caso. A inspiração é todo período no qual o ar entra nos pulmões a partir do meio ambiente. É seguido por uma pausa que pode ser curta ou longa e este é o período no qual o sangue venoso presente no interior dos pulmões tem condições de se reciclar absorvendo oxigênio do ar inspirado. Logo após é seguido por uma expiração que é o momento em que o sangue já anteriormente oxigenado é bombeado para a circulação sangüínea ao mesmo tempo em que detritos do sangue venoso são expulsos pela expiração ao mundo atmosférico. Em seguida vem a fase da pausa sem ar que é quando os pulmões se enche de sangue venoso que aguarda uma carga de oxigênio que logo chegará junto com a inspiração e este ciclo acontece do início da nossa vida junto com a natureza e vai até o fim da nossa existência.

Momentos para relaxar:

A princípio, não existem mais momentos específicos para relaxar. É bom tirar férias mas os efeitos perduram por pouco tempo. Em poucos dias, entramos no ritmo do trabalho. Sendo assim, é preciso que o nosso dia a dia incorpore os momentos para relaxar. Se o trabalho lhe der prazer, melhor ainda. Conversas agradáveis, atitudes mentais corretas, sabedoria e ponderações com bom senso são muito importantes. Mas, é sabido que nem sempre o ritmo do dia a dia permite tamanho ambiente positivo. Seres humanos em relação geram necessariamente conflitos. Estes conflitos impedirão ou diminuirão o seu potencial de descontração. Saiba, então, deixar tudo de lado, não para sempre, lógico, mas por alguns momentos. Deixe tudo de lado e vá conversar com seus amigos, mude de ambiente mental(pense em outras coisas) insista em pensar em coisas, pessoas, e assuntos contrárias às coisas que tem preocupam. Sabemos que pensar neuroticamente por muito tempo em conflitos e problemas não nos ajudam a encontrar a verdadeira solução. As melhores soluções vem quando estamos relaxados. Isto acontece porque quando estamos estressados, a inquietação é tamanha que as agitações das ondas mentais impedem de ver melhor o próprio problema e, então, as soluções encontradas não são muito boas. Profundas reflexões e ponderações feitas em silêncio interior com as ondas cerebrais aquietadas produzem melhores soluções. Dessa forma, os momentos para relaxar deixar de ser atribuídas exclusivamente às férias ou fins de semana e passam a ser possíveis àquelas pessoas possuidoras das técnicas adequadas para produzir os estados mentais desejados.

O que aumenta a sua vitalidade?

Não vou cogitar sobre as coisas que podem aumentar a sua vitalidade senão as que aumentam a vitalidade de fato.

1 - Atividades físicas adequadas: sei que muitos acham que caminhar é um grande exercício mas creio que isso é consideração de quem acha que o mínimo é o bastante. Não. Gostaria de considerar junto contigo que caminhar não é, em absoluto, um ótimo exercício físico, senão, o mínimo, porque, em condições normais, aquele que nem caminhar pode, é considerado doente. Então, quando se fala em trabalhar o corpo quer dizer outras atividades específicas além de caminhar. O corpo humano tem recursos, possibilidades e poderes que quem não toma contato com técnicas que possibilitem o desabrochar, não consegue nem acreditar. Muita gente sedentária acha que ter dores no corpo, cansaço, má digestão, etc.. sejam coisas comuns mas estes sintomas são raras nas pessoas verdadeiramente saudáveis. É preciso auto - avaliação e conhecimento dos gostos pessoais mais o conhecimento das técnicas corporais, pelo menos, para que se possa chegar a escolher o seu esporte. O Yôga, por exemplo, sem ser esporte nem arte marcial, porque é filosofia, possui inúmeras técnicas corporais excelente para fortalecer musculatura, sistema nervoso, glandular, flexibilidade e alongamento muscular.

Por onde entra a nossa vitalidade?

Basicamente, as "portas" por onde entram a vitalidade são quatro: boca(alimentos), pulmão, pele e psiquismo.

ARTE DE RESPIRAR BEM: PRÁNÁYÁMA

A palavra pránáyáma é composta de dois radicais: prana que significa bio-energia, alento primordial, energia vital e yama que significa domínio. Literalmente, pránáyáma quer dizer domínio da bio-energia.

Nos textos clássicos do Yôga, emprega-se o termo com diferentes significados mas todos eles giram em torno do que acabo de mostrar. A definição que explica melhor o significado é a seguinte: pránáyáma é a parte do Yôga que trata do domínio das energias psíquicas mediante a regulação do movimento respiratório.

Os yogis afirmam que quando o domínio do movimento respiratório é conseguido com perfeição, consegue-se a faculdade de governar à vontade todas as forças inerentes à natureza do homem, adquire-se o domínio completo do funcionamento interno do corpo, desenvolvem-se novas faculdades mentais.

PRANA é força vital do Universo. É o princípio de todo o dinamismo, força e movimento. No homem, é dessa força vital que é feito o corpo sutil, diferente do físico, mas graças ao qual se realizam todos os fenômenos energéticos do organismo. Regulam as relações que se desenvolvem dentro do indivíduo e as que se realizam entre este e o mundo. É o substrato vital, energético, de todas as funções orgânicas e psíquicas. É o elemento dinamizante de toda a espécie de substâncias. Prana é o princípio sutil da energia atuante no mundo fenomênico. Está mais além da percepção normal do homem, mas como tantas outras coisas que ele não pode perceber, segundo seu funcionamento habitual, faz parte integrante da imensa riqueza e variedade da criação.

O homem extrai PRANA de diversas fontes: do Sol, do Ar, dos Alimentos, etc..., embora não seja nenhum dos elementos físicos ou químicos que os compõem. Circula através dos milhares de nadis ou canais sutis que constitum substancialmente o corpo sutil e se armazena nos ou centros que, por sua vez, são as estações especializadas diversos chakras encarregadas da distribuição prânica por todo o organismo psíquico.

O que se veio a chamar "força nervosa" não é senão uma das manifestações do Prana. A vitalidade de uma pessoa, sua irradiação sua irradiação magnética, sua "personalidade", são expressões de prana. A quantidade de Prana que maneja um divíduo constitui seu verdadeiro capital energético. A sutil fisiologia indiana assinala a existência de cinco "ares vitais" ou vayús principais que, também recebem o nome genérico dos cinco pranas vitais. São: prana, apana, vyana, samana e udana. Os mais significativos de todos eles são prana e apana.

Prana, em seu verdadeiro sentido, como primeiro vayú, é a energia da função absorvente, atrativa, integradora: tira do ambiente a energia que o indivíduo necessita, principalmente , através do ar inalado.

Apana é a força vital de ação propulsora, expulsiva, desintegradora: expele os elementos que não necessita, que o estorvam. Sua função no aspecto fisiológico manifesta-se, principalmente nas excreções: urina, matérias fecais e emissão de sêmen.

Vyana é o ar vital que penetra todo o corpo e faz circular a energia derivada do alimento e da respiraçºao em todo o corpo.

Samana é o prana situado na região gástrica. Sua função é a digestão.

Udana é o prana situado na garganta e sua função é a deglutição. Um dos ares vitais que penetra o corpo humano suprindo-o de energia vital. Também situado na cavidade toráxica, controla a entrada do ar e dos alimentos.

A finalidade imediata do Yôga através do pránáyáma é a união, harmonia ou equilíbrio destas duas energias: prana e apana. O ponto que une ou separa ambas as energias ou movimentos é precisamente o kumbhaka (retenção) ou ponto neutro, tanto o interno como o externo. Daí, sua importância no Yôga.

Cada estado de consciência tem seu quadro completo de ritmo de todas as funções. Daí que, no mudar, por exemplo, o ritmo respiratório, produz-se automaticamente a correspondente mudança das demais funções. O tipo da respiração de uma pessoa alegre caminha sempre junto com a mesma euforia afetiva e a mesma produtividade mental(salvo, é claro, diferenças individuais); a pessoa ativa, criadora mas serena e equilibrada tem um ritmo respiratório que é próprio dessas qualidades e qualquer pessoa que respire do mesmo modo(basicamente), sentir-se-á igual. Claro está que falamos de uma respiração estável, contínua, convertida em automática e não de uma determinada instância em que se respire de um ou de outro modo.

OS EFEITOS DA RESPIRAÇÃO

Nos alvéolos pulmonares ocorrem o intercâmbio gasoso. Aumenta a pressão interna no tórax e no abdomen que produz maior afluência do sangue numa e noutra região, com o consequente estímulo do trabalho cardíaco. A respiração promove o transporte do oxigênio e do anídrido carbônico no interior do corpo, realiza constante massageamento do coração e dos órgãos e vísceras abdominais por causa dos movimentos rítmicos da respiração. Promove a transformação dos sangue venoso em arterial, regulariza o equilíbrio ácido-base no organismo, torna possível a combustão orgânica, altera o humor e o estado emocional, influencia os atos do pensar, fornece ao organismo grande parte da energia vital de que necessita estimulando os intercâmbios nutritivos das células, tecidos e órgãos de todo o corpo.

SIGNIFICADO PSICOLÓGICO DA RESPIRAÇÃO

A inspiração é o primeiro ato do homem ao nascer. A respiração é um ato vital que a pessoa executa como um todo. Com a respiração, estabelece sua primeira relação com o exterior. O primeiro ato do homem é, pois, um ato de natureza social. Pela respiração, o homem mantém contato permanente e ininterrupto com o mundo que o rodeia, num intercâmbio vital de primeira necessidade.

A respiração vem a ser a atividade vital que mantém o homem no mundo através de seu aparelho respiratório. A respiração se realiza através de dois níveis diferentes: o nível consciente ou voluntário e o nível inconsciente, automático ou involuntário.

Existe uma estreita relação entre a personalidade profunda ou nível inconsciente e a respiração profunda, assim como entre a respiração superficial e a personalidade consciente ou superficial.

Respiração profunda refere-se a uma autêntica profundidade, que quer dizer, também, totalidade. Em geral, o homem não sabe o que seja respirar profundamente confundindo-o com o inspirar com muita força, com encher os pulmões sob pressão, com risco de prejudicar inclusive seu próprio organismo.

Para respirar profunda e totalmente é necessário que não haja impedimento algum na livre entrada e saída do ar, de acordo com a verdadeira capacidade e necessidade do indivíduo. Exige que os movimentos de inspiração e expiração funcionem sem inibição alguma, consciente ou inconsciente. Respirar totalmente implica em relacionar-se inteiramente com o mundo que nos rodeia, sem temores, restrições ou reservas, com todo nosso ser. Se há tensões emocionais reprimidas, existem também contrações musculares inconscientes que impossibilitam qualquer ação livre. É toda a pessoa que respira e não apenas seus pulmões e seu diafragma; é toda a pessoa que se expressa biologicamente através da respiração, como em qualquer outro aspecto vital e, se a pessoa, em seu íntimo está reprimindo algo, necessariamente se expressará reprimindo também a sua respiração.

O homem, geralmente, não sabe e não pode respirar totalmente. Perdeu ou distorceu o profundo e sadio automatismo da respiração correta. Por debaixo de sua respiração superficial, a única de que é consciente, o homem está realizando uma retenção de ar quase permanente, que não é outra coisa senão uma expressão fisiológica de sua perturbação emocional, de seu inconsciente egocêntrico. Análogo mecanismo é encontrado nas perturbações do aparelho digestivo.

Existe uma evidente relação entre os níveis superficiais e os profundos da respiração como existe também entre o inconsciente e o consciente psicológicos.

Se a respiração superficial se aprofunda, ambos os níveis põe-se em contato, estabelecendo-se uma comunicação direta entre os mesmos, produzindo-se uma verdadeira transfusão de energia do inconsciente para o consciente, com o que não somente diminui a tensão e o gasto energético que esta exige, mas também, ao mesmo tempo, aumenta o capital energético do "eu consciente". Este vai assim, ampliando-se e aprofundando-se: as energias que alimentavam a personalidade subconsciente incorporam-se, então à consciência vígil, o que se sente como uma extraordinária sensação de alívio, de descanso e ampliação da mente, dos afetos e da vontade; numa palavra: como fecunda expansão de consciência.

A respiração é, portanto, o único processo que, sendo profundamente vegetativo, automático e inconsciente, pode, ao mesmo tempo fazer-se regular e dirigir-se conscientemente com a vontade. Neste fato particular que a natureza coloca à nossa disposição, os yogis viram, há vários séculos, um meio para poder penetrar, diretamente com a mente, nesses níveis profundos e manejar, libertando-as da inconsciência, as energias psíquicas do mundo vegetativo e do inconsciente.

TIPOS E FASES DA RESPIRAÇÃO

Segundo a região mais trabalhada pode ser superior, média, diafragmática ou completa. Segundo o volume do dar inspirado pode ser superficial ou profunda. A respiração pode ter frequência rápida, lenta, irregular ou rítmica. As fases da respiração são: inspiração, expiração e suspensão(pausa). A polaridade pode ser positiva ou negativa.

RESPIRAÇÃO EM GERAL

A prática dos exercícios de ásanas(posições) e de pránáyáma(controle do alento) produz uma mudança definida na respiração habitual. A maior elasticidade dos pulmões e do aparelho muscular respiratório conseguida com os exercícios traduz-se por uma respiração muito mais profunda. Entra maior quantidade de oxigênio no fim do dia o que aumenta a purificação do sangue e, por conseguinte, revitaliza-se todo o organismo. Acentua-se a ação da massagem mecânica produzida pelos movimentos da inspiração e da expiração sobre o coração, estômago, pâncreas, fígado, rins e intestinos, graças a que as funções desses órgãos ficam eficazmente estimulados. A saúde melhora rapidamente. Transtornos funcionais de vários tipos são prontamente corrigidos e eleva-se o tônus vital de todo o organismo em geral.

ALGUMAS TÉCNICAS RESPIRATÓRIAS BÁSICAS

a)ARDHA PRANA KRIYA - (Respiração abdominal)

Inspire projetando o abdomem para fora. Retenha o ar por alguns segundos. Expire projetandeo o abdomem para dentro. Mantenha a coluna ereta e com as mãos em jnãna mudrá.

É o melhor exercício de ação sedativa sobre o sistema nervoso. Nele predomina, de modo natural, a expiração, de ação eminentemente vagotônica. Elimina todas as tensões e contrações abdominais, facilitando o trabalho a todo aparelho digestivo. Proporciona o estado de repouso e do relaxamento da musculatura dando descanso ao aparelho locomotor e ao sistema nervoso central. É a respiração ideal como exercício especial das pessoas super excitadas, tensas, preocupadas, hiperativas.

b) RESPIRAÇÃO EMBRIONÁRIA

O objetivo principal deste exercício respiratório é procurar obter uma longa vida.

A respiração embrionária é auto-suficiente. Realiza um processo preparatório para concentração mental e contemplação. Sentado em qualquer posição de meditação, manter a respiração encerrada no diafragma de maneira a que um pêlo colocado entre o nariz e a boca não se mova.

c)CHANDRA PRÁNÁYÁMA

Sente-se em qualquer ásana confortável. Conserve cabeça, o pescoço e o tronco numa linha reta. Feche a narina direita com o polegar direito. Inspire lentamente através da narina esquerda, durante o máximo de tempo que puder. Faça-o confortavelmente. Expire depois muito lentamente pela mesma narina.

d)SURYA PRÁNÁYÁMA

Feche a narina esquerda com os dedos minguinho e anular da mão direita e inspire e expire através da narina direita. Faça-a lentamente.

e) PRANA KRIYA

devem estar em jñana mudrá. Inspire projetando o abdomem para fora. Continue inspirando e expandindo o tórax lateralmente e elevando os ombros e tombando a cabeça para trás, inspire o máximo. Permaneça o máximo de tempo sem forçar nada e comece a expirar lentamente. Abaixa a cabeça, os ombros e recolhe o abdomem esvaziando os pulmões por completo. Repetir sem chegar ao cansaço físico.

A respiração completa ou integral exercita todos os músculos, cartilagens e articulações do aparelho respiratório, assim como é evidente alcançarem os pulmões sua máxima elasticidade, atua eficazmente sobre o sistema circulatório, aparelho digestivo, sistema nervoso e glandular; desenvolve a capacidade e o hábito de respirar de modo profundo, completo e espontâneo e, por fim, produz os efeitos psicológicos que descrevemos antes. Maneja-se assim, maior quantidade de oxigênio sem outras consequências senão a de elevar o tônus vital, que repercute favoravelmente em todas as funções físicas e psíquicas em geral.

Observações:

A prática abusiva e incorreta dos exercícios de pránáyáma pode produzir graves transtornos físicos e psíquicos principalmente do tipo nervoso, cardíaco e pulmonar.

Os exercícios de pránáyáma produzem efeitos muito intensos e reais e é preciso usar de grande prudência e sentido comum para sua prática adequada.

Boa saúde, clara percepção do assunto, vida moral elevada, discernimento, capacidade de auto-observação, prudência e decisão são os requisitos básicos que é necessário reunir quem queira praticar os exercícios de pránáyáma sem qualquer risco.

f) VAMAH KRAMA(respiração alternada)

Inspire pela narina esquerda e exale pela narina direita. Não retenha a respiração. Depois, inspire pela narina direita e expire pela narina esquerda. Isso completa um ciclo. Repita de seis a dez vezes no início.

Após um mês de práticas respiratórias, retenha a respiração o máximo de tempo que puder fazê-lo sem desconforto. Isso se chama kumbhaka (retenção).

g)SUKHA PURVAKA (respiração alternada com bioritmo)

Inspire profundamente pela narina esquerda, depois retenha a respiração sem fazer força e a seguir expire lentamente pela narina direita. Agora, inspire pela narina direita, retenha a respiração e máximo que puder fazê-lo confortavelmente e depois expire pela narina esquerda. Utilize o bioritmo 1:4:2 podendo aumentar gradativamente para 16:64:32.

h) SHAVÁSANA PRÁNÁYÁMA

Deite-se de costas. Relaxe o corpo e a mente. Inspire profundamente e retenha a respiração sem fazer força e expire lentamente. Repita OM mentalmente enquanto estiver inspirando, retendo a respiração e expirando. Você se sentirá como novo.

i) BHÁSTRIKA

Sente-se numa posição firme e agradável com as mãos em jñana mudrá. Inspire e expire muito rapidamente, com ruido, durante dez segundos. Depois, inspire profundamente e expire lentamente. Isto perfaz um ciclo. Faça seis ciclos. O bhástrika gera calor e é especialmente indicado no inverno. A prática prolongada deste pránáyáma pode curar asma e a tuberculose.

j) KAPALABHATI

O kapalabhati é semelhante à bhástrika mas neste, a expiração é feita com uma súbita e vigorosa expulsão de ar. A inspiração deve ser mais lenta e sem ruido. Este respiratório consta como um exercício de kriya nas obras de Hatha Yôga. É um exercício que desobstrui as vias respiratórias. Tem o mesmo efeito curativo que o bhástrika.

k) UJJAYI

Inspire lentamente pelas duas narinas de maneira suave e uniforme, prenda a respiração o máximo de tempo que puder e expire por ambas as narinas. Ao inspirar e expirar, feche parcialmente a glote. Um som suave e uniforme se produzirá. Este exercício tira o calor da cabeça, aumenta o fogo gástrico e pode curar doenças da garganta e dos pulmões.

l) SITKARI

Coloque a ponta da língua na parte superior da boca, no palato, com a boca levemente aberta, aspirar com suavidade. Pode ser feita também com a ponta da língua entre os dentes e aspirando suavemente o ar produzindo um som sibilante. Exale pelas narinas.

Este exercício aumenta a beleza física do praticante e dá vigor ao corpo. Dissipa a fome, sêde, indolência e o sono.

m) SITALI

Colocando a língua em forma de calha entre os dentes semi-serrados e adiantando um pouco além dos lábios. Aspire o ar pela boca com um ruido sibilante igual a "si". Retenha o ar tanto quanto seja possível com comodidade. Expire lentamente pelas narinas.

Este pránáyáma purifica o sangue, elimina a sede e a fome, esfria o organismo. É indicado para dispepsia, inflamação do fígado, febre, má digestão e desordens biliares.

n) BHRAMARI

Sente-se em padmásana ou siddhásana. Inspire rapidamente pelas fossas nasais imitando o som de um zangão. Expire rapidamente por ambas fossas nasais imitando o zumbido de uma abelha.

A descrição do bhramari pránáyáma de acordo com o Gheranda Samhita é a seguinte: Feche os ouvidos com os polegares. Inspire pelas fossas nasais retendo o ar nos pulmões tanto quanto possível e exale por ambas fossas nasais. Este exercício deverá ser praticado num lugar calmo e livre de ruídos pela noite.

o) MURCHA

Sente-se em padmásana. Inspire profundamente e retenha o ar realizando o Jalandhara Bandha(pressão do queixo contra o peito). Permaneça o máximo de tempo. Expire lentamente. Este pránáyáma insensibiliza a mente e dá felicidade.

p) PLAVINI

Fechar a glótis e absorva o ar, pouco a pouco até encher o estômago. O ar pode ser expulso do estômago através da prática do Uddiyana Bandha.

q) RAJAS PRÁNÁYÁMA

Variante no. 1 - Inspirar elevando os braços até a altura dos ombros e após suave retenção, expirar lentamente baixando os braços.

Variante no. 2 - Inspirar elevando os braços até acima da cabeça. Tombe a cabeça para trás. Permaneça pelo menos 10 segundos. Expire lentamente baixando os braços sincronizando o movimento dos braços com a expiração.

Promove uma oxigenação perfeita e desperta a consciência do corpo e da respiração.

r) KUMBHAKA(retenção)

Existem dois tipos de kumbhakas: sahita e kevala.

Sahita é aquela que se relaciona com a inspiração e expiração. Kevala é exclusivamente retenção sem importar-se com o ritmo. No Kevala Kumbhaka não se regula nem a inspiração nem a expiração. Durante a prática do Kumbhaka, a mente deverá concentrar-se no Purusha ou no Ájña Chakra, o ponto entre sobrancelhas.

s) SOPRO "HÁ"

De pé, com as pernas ligeiramente afastadas, relaxe o corpo. Inspire profundamente pelas narinas elevando os braços, simultaneamente, até acima da cabeça. Sem dobrar os joelhos, abaixe vigorosamente e rapidamente os braços e o tronco emitindo a sílaba "há" bem alto. Permaneça alguns segundos assim e depois retorne a posição inicial. Durante o sopro, solte a garganta e o diafragma. Repetir 3 a 10 vezes.

Elimina impurezas e resíduos pulmonares. Promove a descontração interior.

t) RESPIRAÇÃO PARA FORTALECER OS NERVOS

De pé, com as pernas afastadas na largura de um ombro, expire. Agora, inspire elevando os braços a frente até a altura dos ombros. Cerre os punhos com força. Mantendo os pulmões pleno de ar, contraia os braços com vigor, trazendo os punhos de encontnro aos ombros três vezes. Quando levar os braços para frente para depois contrair, leve os braços resistindo como se estivesse que vencer uma grande resistência contrária ao movimento. Fazer devagar e com grande esforço até a ponto de tremer. Ao expirar, baixe os braços afrouxando-os e deixando cair suavemente.

Aumenta a resistência do sistema nervoso. Dá segurança interior e aumenta as faculdades mentais.

extraído de um site chamado Arquivos de Nuit


Algumas evidências da manipulação do homem por predadores(reeditando)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Tenho me deparado com algumas reações típicas quando ao veicular certas informações quebro os paradigmas das pessoas:

1 - ira, frustração, negação, agressividade ou "fanatismo terrorista logorréico ou verborrágico".

2 - ceticismo irônico ou "fanatismo racionalista".

3 - medo, omissão, postura avestruz ou "fanatismo covarde".

Todas são formas de fanatismo. O fanatismo não é só religioso, ele também é científico e também é filosófico. Certas informações causam esse tipo de reação porque ameaçam um determinado sistema de crença ao qual se está apegado. Einstein dizia que é mais fácil quebrar um átomo do que romper um preconceito. Ele próprio tornou-se um exemplo vivo de sua frase ao não aceitar as implicações da mecânica quântica ao dizer que "deus não joga dados". Se o próprio Eisntein que possuía uma mente mais aberta podia reagir assim imagine o medíocre ser humano. Medíocre na acepção da palavra é mediano.

As informações a seguir seguem essa mesma linha e elas servem para avaliar até que ponto você está aferrado a um conjunto de conhecimentos a priori ou de crenças porque elas revelam que o ser humano, nós, fomos em algum momento de nossa história geneticamente manipulados para nos tornarmos cobaias na mão de uma raça alienígena superior. Por mais que isso possa parecer ofensivo não é, se isso nos golpeia ou nos incomoda de alguma forma é apenas a nossa vaidade reagindo no seu fanatismo a si mesma e na identificação com uma sintaxe específica - F. A.

obs: postagem original de 0702/2009










O X da questão

terça-feira, 1 de dezembro de 2015


Salvem isto, salvem aquilo e mais aquilo outro...são as campanhas virtuais ou não que nunca vão no X da questão. Mais qual é o X da questão de toda a tragédia humana?

GUERRA.

SEM A GUERRA OS EUA NÃO TEM COMO REFINANCIAR A PRÓPRIA DÍVIDA, ELE PRECISA DA GUERRA E  O PRÓPRIO SISTEMA MONETÁRIO DEPENDE DA GUERRA.

Vocês sabem qual a grana gasta só pelos milicos gringos? Esta grana devidamente investida acaba com a fome no mundo e reverte a destruição sistemática do planeta, além de permitir um maciço investimento em pesquisa interessada no bem-comum. Parem de gastar em armamentos, pois homens, mulheres, bichos, plantas e a Mãe Terra agradecem.

"A grande máquina de guerra dos EUA custa 1,5 trilhão de dólares (equivalente ao PIB brasileiro) ao ano, valor que significa 43% dos gastos militares em todo o mundo".

http://pibloktok.blogspot.com.br/2010/05/obama-o-maior-orcamento-militar-da.html

"OS EUA mantêm 560 bases militares fora de seu território, muitas delas herança que se mantém desde o final da Segunda Grande Guerra, há 65 anos. Eles ainda temem serem invadidos pelos nazistas, ou pelos russos?"

Isto revela na realidade uma verdade oculta. Um dos fundamentos das guerras é ocupar zonas estratégicas a partir das quais se pode controlar o tráfico de armas, drogas, ou recursos como o petróleo.

METADE DOS GASTOS MILITARES ESTÁ OCULTA

O anunciado orçamento militar de 2010 de US$680 mil milhões é realmente apenas cerca da metade dos custos anuais dos EUA com despesas militares.

Estas despesas são tão grandes que há um esforço concentrado para ocultar muitas despesas militares em outras rubricas orçamentais. A análise anual da War Resister League calculou as despesas militares reais de 2009 dos EUA em US$1.449 mil milhões, não o orçamento oficial de US$651 mil milhões. A Wikipedia, citando várias fontes, sugeriu um orçamento militar total de US$1.144 mil milhões. Sem considerar de quem é a estimativa, está para além de discussão que o orçamento militar realmente excede US$1000 milhões por ano.

O National Priorities Project, o Center for Defense Information e o Center for Arms Control and Non-Proliferation analisam e revelam muitas despesas militares ocultas enfiadas em outras partes do orçamento total dos EUA.

Os benefícios dos veteranos, por exemplo, que totalizam US$91 mil milhões, não estão incluídos no orçamento do Pentágono. As pensões militares que totalizam US$48 mil milhões estão cravadas no orçamento do Departamento do Tesouro. O Departamento da Energia esconde no seu orçamento US$18 mil milhões dos programas de armas nucleares. Os US$38 mil milhões que financiam vendas de armas ao estrangeiro estão incluídos no orçamento do Departamento de Estado. Uma das maiores rubricas ocultas é a dos juros sobre a dívida incorrida com guerras passadas, os quais totalizam entre US$237 mil milhões de US$390 mil milhões. Isto é realmente um subsídio sem fim para os bancos, os quais estão intimamente ligados às indústrias militares.

Espera-se que todas as partes destes orçamentos inchados cresçam entre 5 e 10 por cento ao ano, enquanto o financiamento federal para estados e cidades está a encolher de 10 a 15 por cento ao ano, levando às crises de défices.

Segundo o Office of Management and Budget, 55 por cento do orçamento total do Orçamento dos EUA em 2010 irá para os militares. Mais da metade!

http://resistir.info/eua/pentagon_budget_p.html



Agir conscientemente

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Creio por prática que incidir nos mundos virtuais é um ato profundamente mágico, do qual nossa consciência ordinária só capta uma pequena fração.

Conexões desconhecidas são estabelecidas entre os organismos da Terra quando as pessoas passam a trocar informações virtualmente.

Estamos vivendo num momento mítico, num transpor de Eras que cria oscilações fantásticas no tecido da Realidade.

É por isto que nunca tivemos um mundo tão em crise, tão deprimente, desestimulador e amedrontador se ficarmos presos a visão que o Sistema Dominante impõe, basta assistir o "Jornal" que tem a pretensão de ser o "retrato da verdade".

A visão que temos da realidade é uma resultante de nosso estado de consciência.

Este fator determina toda uma outra abordagem da realidade por parte de certas linhas praticante do que se convencionou chamar Xamanismo, que eu pessoalmente chamo de ARTE.

A ARTE veio sendo desenvolvida e reinterpretada pelos (as) seus (as) praticantes através dos Tempos.

Mas cada tempo sem seu modo próprio de fluir.

Cada momentun do tempo-espaço surge como resultante da maneira pela qual interagimos com as emanações a nossa volta, com as "supercordas" como as chama uma das teorias físicas hoje elocubradas.

Obviamente com seu pragmatismo característico os (as) adeptos (as) da ARTE se puseram a interagir de forma criativa com estas constatações.

Constatação: Existem várias realidades interpenetradas, se vivemos em uma cebola, mas nesta quadridimensional cebola as camadas são dinâmicas, em arranjos combinatórios inconcebíveis a nossa tacanha habilidade geométrica em conceber arranjos da realidade.

Bem se existem outras realidades como podemos nelas atuar?

Este primeiro caminho de observação leva bem longe quando os Xamãs descobrem que o Sonho é uma condição alterada de consciência que algumas vezes leva a consciência a incidir nestas outras realidades, chegando mesmo a estabelecer contato com entes conscientes destes mundos outros que não esse.

Obviamente a questão passou a ser: Como ir de forma controlada e sistemática à estas outras realidades?

O Sonhar era muitas vezes errático e possuía compensações naturais que dificultavam ainda mais o "estar consciente em sonho". Técnicas bizarras foram desenvolvidas para promover estes "sonhos conscientes".

Foi bem mais tarde que os (as) xamãs perceberam que havia uma força por detrás disso, que as formas ritualísticas e complicadas que usavam para evocar e provocar estes estados "xamanísticos" de consciência serviam apenas como alavanca.

O que estava em jogo era outra abordagem da realidade.

Percebendo que a realidade era composta de duas retas paralelas.

Numa está esse mundo, tal e qual o conhecemos.

Indo nele, lidando com ele se vai por uma "trilha" de energia.

Tudo que vamos perceber como realidade está condicionado aos "acordos" feitos entre as (os) percebedores.

Nós entramos nesse acordo perceptivo, mas não percebemos que o fizemos e, ainda pior, não sabemos que podemos romper com estes acordos perceptivos e entrar em outros acordos perceptivos mais amplos e efetivamente ligados a autonomia e plenitude existencial.

O primeiro acordo perceptivo que os (as) xamãs rompem é a superstição que os sonhos são apenas cenas produzidas por neuroquímica mental, evocações de associações realizadas pelas funções psíquicas humanas durante o descanso do cérebro.

Isso existe também, mas não é apenas isso o sonho.

No estado de soltura do sonhar a essência perceptiva ao invés de ficar regurgitando suas próprias prisões existenciais, pode se lançar a um nível mais amplo de percepção e se tornar ciente de si.

Assim como o estar no aqui e agora é um trabalhar sobre o despertar de nós mesmos, nesta condição usual da realidade, o despertar no nível do sonho encontra barreiras diversas.

Quem tem a experiência de procurar se observar e se sentir presente no Aqui e Agora percebe bem como nos perdemos, como “esquecemos" dessa proposta, como vivemos hipnotizados no dia a dia.

O mitote do mundo nos prendeu.

Nos faz sonâmbulos e nos desvia da plena consciência de nós mesmos.

O mesmo ocorre no plano dos sonhos.

Mas ali, como aqui, podemos "acordar".

Quando nos tornamos conscientes de nós mesmos na freqüência do sonhar algo mais acontece.

Uma condição excepcional de energia chamado: "corpo de sonho", o "sósia", o "outro", "corpo astral", "corpo de energia", "corpo radiante" e outros tantos nomes, aparece.

Quando acordamos a cada manhã temos uma noção de continuidade. Essa noção foi construída pelas vivências e para os (as) xamãs estas memórias estão acumuladas pelas células do corpo inteiro.

Assim é o corpo físico que garante nossa continuidade, aquilo que chamamos de “memórias acumuladas", os vetores que juntos geram o vetor resultante que chamamos de "eu", aglomerado, não singular como pretende ser, mas multiciplicidade disfarçada de "um".

Pois bem, sem o corpo de energia não há como ter continuidade nos sonhos, assim quando nos "lembramos de nós" dentro de um sonho geramos uma curvatura nas fibras da Eternidade e tal curvatura começa a gerar algo novo, algo que se convencionou chamar de "Corpo de Energia".

As confusões que tal caminho gerou são enormes e o que vou relatar a seguir é a forma da linhagem com a qual aprendi avaliar os fatos citados, respeitando as outras versões sobre os mesmos temas.

Para o xamanismo que estudo raros seres já possuem "ligado e maturado" o corpo de energia.

Nas viagens que fazem pelos outros mundos os seres se projetam enquanto entidade perceptiva, mas pouco ou nenhum controle tem sobre o que está a sua volta, são folhas ao sabor do vento.

Mas existe uma possibilidade de mudar essa condição de ausentes de nós mesmos.

Neste mundo cotidiano no qual estamos o trabalho com a ARTE do agir no mundo é um caminho xamanístico de transformar nossos atos nesse mundo em magia e realização.

O equivalente a esta ARTE de estar focado no aqui e agora, transformando cada momento da vida numa manifestação da ARTE, se manifesta nesse nível que precariamente chamamos de " Sonhar Consciente".

Sonhando consciente as (os) xamãs estão desenvolvendo o corpo de energia, o "sósia", a contraparte de energia do corpo físico.

Por necessidades da Eternidade o "mundo" gera e cria o corpo físico.

O corpo físico em seu processo de gestação e desenvolvimento passa por fases que podem ser repetidas na criação de um outro corpo, agora de energia, agora com habilidade de incidir em muitos outros mundos que não apenas esta condição que chamamos de realidade.

Estar aqui e agora implica em estar focado no momento presente.

Isso curva o espaço tempo a nossa volta, pois teremos mais energia presente, mais energia concentrada numa porção da Eternidade causa oscilações significativas.


Assim ao criarmos um corpo de energia, pela atitude de lembrarmos-nos de nós mesmos nos sonhos, causamos perturbações no tecido da Realidade mais ampla que são percebidas por seres mais maduros nesse processo de explorar conscientemente outros mundos.

Entrar pois nestas outras realidades exige preparo de quem o faz, pois ao encontrar com outros entes conscientes da Eternidade poderá estabelecer relações questionáveis onde perderá sua autonomia existencial e sua liberdade.

Para os que trilham caminhos servis creio que isto é sem problema, mas para quem tem a LIBERDADE como meta fica questionável tal proceder.

Houve um tempo que os antigos lidavam com os poderes diretos, com as expressões singulares dos poderes da natureza e da Eternidade.

Mas então veio outro tempo onde entes de grande poder se apresentaram para ensinar e auxiliar muitos(as) xamãs e outro estilo de ação começou em alguns lugares.

Servir a entes, tidos por deuses e deusas.

Como se uma vela frente à imensidão de uma estrela escolhesse negar sua condição de vela, para ser uma serva da estrela.

Existe uma infinidade de ritos destinados a evocar e criar "pactos" entre seres humanos e estes entes, que se apresentam das mais diversas formas de acordo com a maturidade psíquica de quem os evoca.

Uma das confusões que alguns estudiosos apontam para o corpo energético está no contato com estes entes.

Alguns iniciados em lugares diferentes do mundo sabiam como "mudar" para o outro, entrar em consciência de corpo energético.

Nesse estado tinham seu poder incrivelmente transformado.

O "outro" trabalhava para os de sua tribo.

Para os que vinham o mistério do "outro" não era compreensível.

Passou a ser algo fora. Algo diferente.

Mais tarde o outro e esses ritos foram repetidos, mas ao invés de ser o "'sósia" do (a) xamã que "trabalhava", já eram (quando eram) entes que haviam estabelecido estranhas relações de energia com alguns seres humanos, grande parte das vezes parasitária.

O conceito de "anjo da guarda" passa por leituras equivocadas do papel do "outro".

Energia é um guardião da totalidade.

Ele "intui".

O corpo de Tudo que chamamos de "poderes” como clarividência, "intuições”, vem da ação do corpo de energia.

Corpo de energia quando está desperto abre os canais da percepção interior.

A meta dos (as) xamãs que conheço e de várias outras linhagens é fundir ambos os corpos, criar uma unidade estrutural composta do corpo de energia e do corpo que chamamos físico.

Mas tal fundir deve acontecer no momento adequado, por isso antes, se trabalha os dois corpos separadamente.

A ARTE do Comportamento, junto com o preparo do corpo físico através de trabalhos físicos específicos, no Taoísmo e em outras escolas, como os Toltecas, tem movimentos muito específicos para trabalhar aspectos específicos da energia.

Tai Chi Chuan e Kung Fu são nomes genéricos, com variados estilos de execução de movimentos que visam desobstruir o fluxo de Tsing pelo organismo e também entre o organismo e seu meio circundante.

Esta relação com a energia circundante que temos é deixada de lado por muitos e isto é bem equivocado.

A energia precisa fluir não só em nós, como de nós para o meio, do meio para nós, entre nós e as pessoas que convivemos.

Isso ocorre, sempre, o que os(as) xamãs buscam é tomar consciência disso e estar de tal forma no mundo que nunca deixem sua energia nos lugares e pessoas nem levem as das pessoas e lugares consigo.

Há exercícios específicos no Taoísmo, no Budhismo e no Xamanismo que visam declaradamente trazer de volta as energias nossas deixadas nos lugares e pessoas e desgrudar de nós as energias deixadas pelos lugares e pessoas.

Tais práticas permitem uma maior força no estar aqui e agora, primeiro porque estaremos com nossa "integralidade" assegurada, segundo porque não teremos energias não nossas nos pretendo a situações e pessoas.

Este aspecto tem que ser muito bem trabalhado para evitar leituras tendenciosas, separatistas e egóticas do tema.

Quando entramos em outros mundos alinhamos condições de energia das mais diversas.

Cada mundo tem sua própria característica e estaremos recebendo estas energias com sua própria freqüência e decodificando de acordo com nosso sistema base de interpretação.

Assim os mundos vistos, quando avaliados com os referenciais deste contexto de realidade parecerão incrivelmente parecidos com estes, mas bastará despertar a percepção do corpo de energia, que percebe as coisas como energia, que tal "moldura" se desfará e a percepção enquanto energia se sobreporá a visão anterior.

É óbvio que é mais seguro ver os outros mundos em forma de energia que decodificá-los com nossos limitados referenciais.

Assim sonhar é todo um campo complexo dentro dessa trilha de despertar no sonho, lembrar de si mesmo no sonho, perceber que está no sonho, isto é num nível diferente não só de realidade mas de poder de realização.

Tão importante quanto perceber a condição diferente de "mundo" onde se está é perceber sua habilidade de realização nestes mundos.

Estaremos nos expondo como um habitante de uma toca que se aventurasse a explorar a floresta a sua volta.

A realidade predadora da Eternidade é um fato para o Xamanismo, ao menos para alguns de seus ramos.

Portanto, antes de se aventurar em outros mundos os (as) xamãs aprenderam a usar esse como seu campo de aprendizado.

Partindo da premissa que aqui a Eternidade já nos deu um corpo, uma condição de existir singular, a primeira coisa que nos ocupamos é em "sentir" esse corpo e aprender a "agir". Elaborar o sentir, perceber, elaborar o resultado dos atos é o pensar, que é bem mais que o mero raciocinar, que lida com combinar informações prontas e pré concebidas.

Realmente pensando, sentindo e agindo os (as) xamãs se consideram então prontos para se aventurar em outras realidades, desafiantes como essa.

Assim como o corpo físico pode ficar aqui nesta realidade, iludido com tolices e se crer em estados que não está, como livre por exemplo, o corpo de energia pode igualmente se prender.

Frente a tacanha vida desta realidade, para alguns é demais quando descobrem as possibilidades do corpo de energia.

Se para alguns os outros mundos acessíveis pelo corpo de energia, se tornam um campo de trabalho e testes, um campo de treinamento onde aprendemos a usar, onde maturamos nosso corpo energético, tanto quando maturamos nosso corpo físico neste mundo, para outros os mundos viram uma nova fonte de entrega, de inconsciência, de diluição e identificação.

A leitura das outras realidades como planos "espirituais" mais "evoluídos" e menos "evoluídos" e todo o neodarwinismo social que vem por aí é apenas uma pálida amostra de como este conhecimento foi deturpado.

Pior ainda quando colocam este mundo no qual vivemos como o "fundo do poço" , o "vale de lágrimas" de onde devemos "sair" para a "pureza" dos planos "superiores".

Reconhecendo este mundo como apenas mais um entre tantos e os tantos como apenas outros distintos desse, os (as) xamãs usam ambos, cada qual de forma específica e pragmática, no trabalho de expandir ao máximo sua consciência perceptiva.

E a realidade e amplitude de seu trabalho no aqui e agora é o mesmo que a realidade e amplitude de seu trabalho no corpo de energia.

Nuvem que passa