Willhem Reich: Mistérios do Organismo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Recomendo baixar logo antes que retirem este documentário sobre o grande cientista Willhem Reich, que nos anos 50 e 60 teve seus livros queimados por determinação da justiça estadunidense (!) - F.A.

O filme do polêmico diretor iugoslavo Dusan Makavejev, inspirado na vida e obra do Dr. Wilhelm Reich, é uma fantástica viagem sexual, política e anarquista. São mostradas as teorias do Dr. Reich em relação ao que ele chamava de energia vital, ou Teoria do Orgone, focando o orgasmo como a maior forma de energia humana e necessário para a vida livre e plena. Trata-se de um formato diferente, misturando imagens e gravações reais com ficção, retratando a vida de duas jovens iugoslavas, uma comunista e outra viciada em sexo, que conhecem um importante patinador russo em uma apresentação na cidade de Belgrado. Tudo se mistura, como metáforas da relação entre Rússia e Iugoslávia, bem como analogias ao Stalinismo como uma forma de repressão sexual freudiana.

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Documentário Imperdível! O Sonho Americano

quarta-feira, 28 de setembro de 2011



(EUA, 2011, 30 min. - Direção:Tad Lumpkin e Harold Uhl)
Apesar de ser uma animação que utiliza-se da piada e irreverência, aborda um dos assuntos mais sérios da Economia Global: Os donos do dinheiro. Fatos que foram escondidos da população mundial durante gerações e gerações, e que agora, com o advento da Internet estão sendo pouco a pouco revelados. Descubra quem são os Rothschilds, como eles conseguiram enganar toda a Inglaterra, obrigando-a posteriormente a adotar o sistema monetário do débito; surpreenda-se em saber que o FED americano (semelhante à Casa da Moeda) não é uma instituição pública, mas sim um banco privado e o que ele custa aos contribuintes norte-americanos. (docverdade)

Para mais profundidade no assunto, veja também os documentários "The Money Masters" e "Money as Debt".

Site Oficial

A campanha do medo

A campanha do medo tem como objetivo alienar você do problema real.

"Eles", o Estado assaltado por grupos corporativos, precisam manipular sua percepção para que você aceite o sistema tal como ele é, e ao temer o que não existe, ocorre um golpe de falsa bandeira aplicado diretamente em sua mente, um golpe fantasma.

É criado um falso inimigo, uma falsa ameaça para que você não identifique os inimigos reais.

Exemplo de falso inimigo criado pela campanha do medo: Bin Laden

Exemplo de falsa ameaça criada pela campanha do medo: cometa Elenin

São criadas falsas teorias para sustentar estas falsas ameaças e estas são verdadeiras teorias da conspiração. Exemplo: versão oficial do 11 de setembro e teoria do alinhamento planetário como causador de terremotos.

São criados também falsos salvadores para combater os falsos inimigos.

No caso de Bin Laden invocou-se o discurso nacionalista para aglutinar o povo americano em torno do Estado que acabou por aprovar leis de restrição à liberdade como o Patrioct Act.

No caso de Elenin os salvadores, em algumas interpretações do fenômeno, seriam os ETs, já que Elenin seria uma espécie de nave alienígena (!!!). Assim Elenin seria para alguns uma ameaça devido ao seu campo de energia ou efeito de alinhamento e, para outros, salvação, pois seria uma nave tripulada por aliens que marcariam a transição da Terra para um novo mundo.

Qual o objetivo de se criar falsas ameaças?

Segundo Carol Rosin* que trabalhou com o cientista alemão Von Braun na Fairchild Industries e, por 3 anos e meio, Von Braun informou-a sobre a importância de se alertar a população para os planos de militarização do espaço com a finalidade de controle da Terra a partir do espaço e controle do próprio espaço.



Na época, anos 70, enconcontravam-se em meio à guerra fria, sob a dita "ameaça comunista", e Von Braun alertou a Carol Rosin, por diversas vezes, que a essa ameaça seguiriam-se outras.

Alertou que após a ameaça comunista, a próxima seria o terrorismo,

depois a ameaça seguinte seriam as nações “malignas” do 3º mundo,

em seguida, seriam os asteróides

e, por fim, a última carta seria a AMEAÇA ALIENÍGENA!

Exceto que ele repetiu várias e várias vezes para a Dra. Carol Rosin que todas as ameaças seriam falsas, não seriam reais. Recomendou a ela que viajasse pelo mundo para se certificar do que ele estava falando, o que ela fez após sua morte.

Ela viajou a mais de 100 países, como consultora em assuntos ligados à área aeroespacial, inclusive China e Rússia, onde constatou que, apesar das alegações de que estariam desenvolvendo projetos de construção de Bases Espaciais Armadas, tal não era verdade, exatamente como Von Braun havia alertado. Von Braun explicou-lhe, igualmente, que essas mentiras eram uma fórmula, uma estratégia empregada com o fim de justificar a militarização do espaço, para obter o controle da Terra e do próprio espaço dessa forma. Todavia Von Braun pedia-lhe que impedisse essa vitimização do espaço, já que esses armamentos espaciais em nada iriam contribuir para solucionar os problemas da Terra, nada resolveriam contra ameaças climáticas, ameaças virais, fome e outros e que tínhamos tecnologia e condições de resolver todos esses problemas sem guerras, sem essas mentiras. Afirmou, ainda, que podemos conviver pacificamente, inclusive com os aliens e reverter essa intenção gananciosa de militarizar o espaço em algo cooperativo, que beneficie toda a humanidade.

Na transcrição de seu depoimento, no link citado abaixo, Carol Rosin deixou bem claro que Von Braun, por estar doente e morrendo de câncer na época em que trabalharam juntos, praticamente implorou para que ela assumisse sua pretensão de alertar a população e impedir a militarização do espaço. Na transcrição ela também deixou claro de que ele sabia algo sobre a questão envolvendo a ameaça alienígena de que tinha muito medo, tanto que nunca chegou a contar a ela tudo o que sabia. Mas enfatizou diversas e diversas vezes, "Carol, a última carta será a ameaça alienígena, "essa será a cartada final".

*CAROL ROSIN, trabalhou nas Indústrias Fairchild, nos anos 70, na pesquisa aeroespacial, com o cientista do programa espacial americano, Dr Wernher Von Braun.

A questão alienígena e o secretismo





¿Acaso estamos en el umbral del cambio paradigmático más impactante de todos los tiempos? ¿El "asunto más importante de la historia de la humanidad" está a punto de ser revelado? El aclamado "The Day Before Disclosure" (La Víspera de la Desclasificación) es uno de los documentales más completos que se hayan hecho acerca de la presencia OVNI, el fenómeno de abducción extraterrestre, y el secretismo que le rodea.

El documental narra parte de la historia de la presencia OVNI y algunos de los mejores casos documentados tanto en el continente europeo como americano. Testigos y muchos de los investigadores más renombrados del fenómeno OVNI, presentan sus testimonios y perspectivas, además de discutir las implicaciones de la Desclasificación y su anticipado impacto en la sociedad.

Entre otros, el documental cuenta con nombres tales como:

Steve Basset
Robert Dean
Richard Dolan
Stanton Friedman
Paola Harris
Robert Hastings
Budd Hopkins
David Jacobs
Roger Leir
Jim Marrs
Edgar Mitchell
Nick Pope
Michael Salla
Wendelle Stevens
Milton Torres
y muchos más.


Producido por New Paradigm Films - http://www.newparadigm.no

Escrito, dirigido, grabado y editado por Terje Toftenes, Troll, Ragnhild Løken

Original soundtrack por Rover - http://www.myspace.com/rovermusic

Traducción y subtítulos:
Zeta y Bala (youtube.com/excretandote)
sersignificaser.blogspot.com
Categoria: Educação

Morte

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tive um sonho, muito real, diga-se de passagem, onde encontrava a mim mesmo, surpreso e sorridente, abraçei-me, mas quem era aquele que abraçava o outro eu? A morte deve ser assim, um reencontro consigo mesmo.

Diferença

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Há uma diferença entre a ilusão do fim e o fim da ilusão.

No primeiro a alma, surpresa, se descobre;

no segundo o ego, atônito, se desmonta.

A transição é tão somente o espaço da diferença:

Esta vida.

Se conheceres a ilusão isto vos libertará.

F.A.

Jah-Hovah, o Deus Hermafrodita dos Judeus

Ídolo de cobre do ano 1.200 antes de Cristo. Trata-se, evidentemente de uma divindade fálica encontrada no santuário de Timna. Supõe-se que seja uma representação de Yahweh [Jeovah], encontrado em Kuntillet el Ajrud, Israel, em 800 d.C.. Yahweh, é famoso por seu falo indicativo de sua prodigiosa capacidade de reprodução. — [Beno Rothenberg, et al. The Egyptian Mining Temple at Timna. Institute for Archeo-Metallurgical Studies Institute of Archaeology, University College London. 1988]

Jeová era hermafrodita. Para muitos, a informação pode parecer estranha ou mesmo chocante mas é a verdade que emerge do estudo da mitologia do "Deus de Israel". É um título justo porque Jeová, foi, realmente, o Deus específico daquela antiga nação. De fato, o monoteísmo dos primeiros judeus, recém saídos da Mesopotâmia, não era um monoteísmo [nunca foi e ainda não é] fundamentado na crença em um Deus universal, Deus criador de todas as Coisas, de todos os seres, Deus de todos os Homens.

Jeová foi [e é] o Deus dos seguidores de Abraão, um patriarca [chefe de tribo, clã] originário, até onde se sabe, da cidade de Ur, na Caldéia, ou seja, na Mesopotâmia, região que abrigou a famosa Babilônia, atual Iraque. O próprio nome do povo - JUDEU - deriva da antiga denominação, Yah-oudi, a eles aplicada e por eles considerada ofensiva! Yah-oudi pode ser entendido como "Jeovitas", "Jhaevoadianos", "Jodhadious"ou, simplesmente, seguidores de Jah-Hovah.

O nome Jeová é a simplificação do original hebraico Jah-Hovah, palavra composta: JAH ou JOD ou, ainda YOD significa phallus, falo, pênis, macho: "A letra hebraica Jod representava o membrum virile
" [BLAVATSKY, 2003]. Hovah significa vaso, cavidade, arca, concha. fêmea (e, mais tarde, vagina, do latim, metáfora relacionada ao estojo onde os guerreiros guardavam sua espada; bainha de espada).

A ilustração é reconhecida por muitos estudiosos como Yahweh Alado sobre um Querubim acompanhado de uma deusa, também alada, Asherah, pairando sobre "a árvore sagrada". Note-se o falo, bem definido de Jeovah. FONTE: University Fribourg, Switzerland. Vandenhoeck & Ruprecht, Gottingen. 1999.

Portanto, Jeová significa "macho-fêmea", "pênis-vagina", um ser que reúne atributos genitais de ambos os sexos; um hermafrodita. Por isso, o judaísmo ainda primitivo e popular, o judaísmo do rei Davi, é considerado como uma religião fálica, porque os traços distintivos de sua divindade, Jeová, são signos da sexualidade, do ato da geração. A Arca da Aliança judaica [porque outros povos também têm suas "Arcas"] possui um simbolismo sexual notado por vários estudiosos: "Os dois querubins colocados frente a frente sobre o cofre [a Arca], têm as asas abertas de tal maneira que foram um perfeito Yoni [genitália feminina]". Hargrave Jennings, em sua obra Phallicism, escreve: "Sabemos pelos anais judeus que a Arca continha uma tábua de pedra e que se pode demonstrar que esta pedra era fálica".

Aos invocadores contemporâneos de Jah! é bom informar que essa palavra jamais foi sinônima de "Deus", Alá, Altíssimo, Criador do Universo ou qualquer outra expressão com a qual é designado o Deus do monoteísmo contemporâneo, cristão ou não. "Para o esoterismo hebreu... a principal função de Jeová era dar filhos... Ele era a medida do ano Lunar... ciclo de tempo que foi tomado como a causa da ação geradora sendo, por isso, objeto de culto e invocação. Entretanto, re-significações são um fenômeno próprio das línguas vivas e, assim, Jah poderá ser palavra pronunciada para se referir ao Supremo Arquiteto do Cosmos se o povo, supremo monarca da gramática real, assim o desejar.

por: Ligia Cabüs - http://jahmusic.vilabol.uol.com.br/rascultura/22062007jahheva.htm

Asherah: A Deusa Proibida

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ASHERAH:
THE FORBIDDEN GODDESS
Ana Luisa Alves Cordeiro

Graduanda do Bacharelado em Teologia pela Universidade Católica de Goiás. Assessora do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI). Correio eletrônico: analuisatri@yahoo.com.br

Resumo: Este artigo tem por objetivo realizar uma reconstrução da imagem da Deusa Asherah no Antigo Israel, como possibilidade de representação feminina no sagrado. Após a contextualização do processo de elaboração do monoteísmo em Israel, voltamos a um processo anterior, o politeísmo, onde vislumbramos a presença das Deusas e Deuses no contexto cananeu, em especial Asherah, para posteriormente identificarmos a relação conflituosa que se estabelece entre os escritos bíblicos e Asherah.

Palavras-chave: Deusa Asherah, Deus Yahweh, politeísmo, monoteísmo, Antigo Israel.

Para a maioria das pessoas que lêem a Bíblia, a idéia de um único Deus de Israel, Yahweh, parece ser clara. No entanto, descobertas arqueológicas das últimas décadas vem demonstrando que nem sempre foi assim. Nem sempre Yahweh esteve solitário. Antes da ascensão do monoteísmo em Israel, o Deus Yahweh fazia parte de um contexto politeísta onde havia um panteão de Deuses e Deusas, sendo que provavelmente foi adorado ao lado de sua consorte, Asherah.

Reconstruir a presença da Deusa Asherah na vida de mulheres e homens no antigo Israel é um esforço de, a partir de uma perspectiva feminista e de gênero, trazer elementos que nos ajudem numa maior aproximação do que foram os espaços religiosos e vitais deste povo. Esta reconstrução é algo necessário, uma vez que estamos diante de textos sagrados marcados pelo sistema patriarcal, onde há o domínio do pai e quiriarcal, onde há o domínio do senhor (Gossmann, 1997: 371-374). Sistemas que projetaram historicamente um Deus masculino, legitimando práticas e funções masculinas, com isso silenciando mulheres, suas representações sagradas, tudo aquilo que pudesse lhes garantir espaço e voz. Por isso, faz-se necessário a nossa reflexão voltar a um ponto anterior ao monoteísmo patriarcal, até religiões nas quais uma Deusa era a imagem divina dominante ou então era emparelhada com a imagem masculina de uma forma que tornava a ambas modos equivalentes de aprender o divino (Ruether, 1993: 46).

Carol Christ (2005: 17) ressalta que “re-imaginar o poder divino como Deusa tem importantes conseqüências psicológicas e políticas”, como caminho de desconstrução do pensamento que naturaliza a dominação masculina. Segundo Schroer (1995: 40), o culto à Deusa era exercido tanto por homens como por mulheres, mas veio sobretudo ao encontro das necessidades das mulheres, pois lhes oferecia mais espaço no âmbito religioso.

Através de uma “hermenêutica feminista de suspeita”, método proposto por Elisabeth Schüssler Fiorenza (1992: 89), queremos “re-imaginar” Asherah a partir de uma análise exegética crítica ao patriarcado/quiriarcado presente nos textos bíblicos, reconstruindo a memória da Deusa a partir dos dados arqueológicos e identificando na literatura bíblica a relação conflituosa que se estabelece com ela.

As Origens do Monoteísmo no Antigo Israel

Antes de qualquer reflexão em torno da Deusa Asherah, é necessário primeiramente fazermos uma breve alusão sobre o que foi a constituição do monoteísmo no Antigo Israel, para então entendermos como este monoteísmo afetou a cultura politeísta da época, mais especificamente o culto e a imagem da Deusa Asherah.

Há uma grande problemática em torno do início do monoteísmo, são vários os apontamentos e as pesquisas. Frank Crüsemann (2001: 780) aponta a época do profeta Elias (cf. 1Rs 18,19-40) como o momento histórico em que se começa a falar da exclusividade do Deus de Israel, principalmente no embate com o Deus Baal e no processo de sincretismo onde Yahweh incorpora as características de Baal. Os escritos bíblicos do Primeiro Testamento teriam em si a tendência de mostrar, do início ao fim, a realidade do monoteísmo, “a proibição de se adorar outras divindades já é pressuposta em Gênesis e formulada claramente no Sinai (Ex 20,2)” (Crüsemann, 2001: 781).

Haroldo Reimer (2006: 115) aponta, sobretudo o século V a.E.C como o momento histórico marcante, em que Yahweh vai se constituindo como Deus único de Israel, desencadeando um “processo de diabolização de outras divindades”.

Num primeiro momento, a divindade Yahweh teria sido um elemento religioso que veio de fora do contexto cananeu. Nesta época, possivelmente era o Deus El que ocupava a cabeça do panteão divino. Yahweh passa a integrar o contexto israelita sem contudo negar a existência e diversidade de outras divindades.

No entanto, os conflitos religiosos começam a acontecer, sobretudo no Reino do Norte, no período que vai dos séculos IX a VIII a.E.C, com o Deus Baal, ocorrendo a transferência dos atributos da fertilidade de Baal para Yahweh, o que Crüsemann também aponta. Já no Reino do Sul, do final do século VIII até o final do século VII a.E.C, a fé monoteísta javista é afirmada em um contexto nacionalista, na medida em que se pode retrojetar a idéia de nação para aqueles tempos. A diversidade religiosa passa a ser objeto de ações perseguidoras oficiais, buscando-se sempre a cumplicidade dos homens de Israel que devem denunciar quem se desvia do credo oficial afirmado desde Jerusalém (Reimer, 2006: 117).

Neste sentido, a afirmação da exclusividade de Yahweh acarreta um processo de “diabolização” da própria Deusa Asherah, onde textos bíblicos serão instrumentos de justificação deste processo monoteísta.

Frente a essa exclusividade de Yahweh, será impossível a sobrevivência de qualquer outra divindade, além de que a ênfase em Yahweh será critério de afirmação do sacerdócio masculino perpetuando uma sociedade patriarcal (Reimer, 2006: 117).

Neste contexto, a existência de outras divindades masculinas e femininas foi sempre uma ameaça ao monoteísmo estabelecido, sendo que as reformas religiosas em Judá, de Josafá (870-848 a.E.C), de Ezequias (716-687 a.E.C), de Josias (640-609 a.E.C) e as legislações do Código da Aliança (Ex 20,22-23,19) e do Código Deuteronômico (Dt 12-26) agiram como instrumentos que visavam assegurar a fé monoteísta (Reimer, 2003: 968).

O desenvolvimento do Monoteísmo e suas fases

O pesquisador Haroldo Reimer (2003) aponta cinco fases do desenvolvimento do monoteísmo no Antigo Israel.

A primeira fase seria marcada pelo sincretismo entre El e Yahweh, no qual El é uma divindade cananéia cujas características é criador da terra e pai dos deuses.

A segunda fase, por volta do século IX a.E.C, seria marcada pelos conflitos com o Deus Baal.

Baal era filho de El, cuja característica principal era a fertilidade.

A terceira fase estaria na ênfase da adoração exclusiva a Yahweh. O profeta Oséias, no século VIII a.E.C, equipara a idolatria à adoração de outras divindades. Neste período acontece a reforma de Ezequias (2Rs 18,4), que mostra a remoção dos lugares altos e a destruição da serpente de bronze, Neustã, reforma legitimada legalmente através do Código da Aliança (Ex 20,22-23,29).

A quarta fase remete à época de dominação assíria, com a reforma de Josias (2Rs 22-23), justificada legalmente pelo Código Deuteronômico, englobando uma série de medidas visando a exclusividade de Yahweh e sua centralidade em Jerusalém, do templo de Jerusalém teriam sido retirados utensílios feitos para Baal, Aserá e o Exército do céu; sacerdotes dos 'altos' foram depostos, a estaca sagrada (hebraico: asherah) foi destruída, cabanas onde as mulheres teciam véus para Aserá foram demolidas etc. Também os santuários do interior foram desautorizados e desmantelados. Houve, assim, claramente, uma concentração do culto a Yahveh em Jerusalém, com a conseqüente exigência da adoração exclusiva dessa divindade (Reimer, 2003: 982).

Cada vez mais, as reformas religiosas vêm carregadas de intolerância religiosa proibindo qualquer tipo de imagens de divindades, mesmo que de Yahweh. Esta fase teria repercutido imensamente no culto à Deusa Asherah, consorte de Yahweh.

A quinta fase seria marcada pelo monoteísmo absoluto e estaria relacionada com o período do exílio. Esta realidade estaria clara em Is 45,5 “Eu sou Yahweh e fora de mim não existe outro Deus”. Gn 1 seria a afirmação do poder criacional de Yahweh diante do domínio babilônico ancorado na fidelidade à divindade Marduc. No entanto, o pós-exílio, época do domínio Persa e do retorno das elites sacerdotais exiladas na Babilônia, seria o momento de maior afirmação do monoteísmo absoluto em Yahweh, bem como, da supressão de qualquer referência a outras divindades, sobretudo femininas. Toda a literatura bíblica produzida e finalizada neste período terá essa tendência exclusivista em Yahweh.

Enfim, o monoteísmo em Israel traz em si um longo processo de elaboração e afirmação, que se absolutiza sobretudo em torno dos séculos VI e V a.E.C.

A presença da Deusa em Israel (Do Bronze ao Ferro)

Conforme a pesquisadora Monika Ottermann (2004), que traça o panorama da presença da Deusa em Israel, da Idade do Bronze à Idade do Ferro, no Oriente Médio, datando a Idade do Bronze Médio (1800-1500 a.E.C), a representação da Deusa é caracterizada como “Deusa-Nua”, destacando o triângulo púbico, emergindo também representações em forma de ramos ou pequenas árvores estilizadas, combinação que vem a ser denominada “Deusa-Árvore”.

Na Idade do Bronze Tardio (1550-1250/1150 a.E.C), a Deusa-Árvore apresenta duas mudanças, aparecendo em forma de uma árvore sagrada flanqueada por cabritos ou como um triângulo púbico, que substitui a árvore. Neste período, já se nota a tendência de substituição do corpo da Deusa pelos seus atributos, em especial a árvore. Aparece, na passagem do BM para o BT uma mudança decisiva no campo das figuras de material mais precioso: as Deusas Nuas foram substituídas em grande parte por deuses guerreiros como Baal e Reshef (...) o encontro dos sexos fica claramente relegado ao segundo plano e é substituído por representações de legitimação, luta, dominação e lealdade político-imperial (Ottermann, 2004: 5).

A Deusa continua perdendo representatividade na religião oficial, onde divindades masculinas ganham cada vez mais força, principalmente a partir de características dominadoras e guerreiras. Na Idade do Ferro I (1250/1150-1000), a forma corporal da Deusa-Árvore vai desaparecendo enquanto que formas de animais que amamentam filhotes, às vezes com a presença de uma árvore estilizada, ganham cada vez mais espaços na glíptica, significando a prosperidade e a fertilidade. A presença da Deusa fica relegada aos espaços de religiosidade das mulheres.

Na Idade do Ferro IIA (1000-900 a.E.C), início da formação do javismo as Deusas passam a ser simbolizadas por seus atributos. A forma vegetal da Deusa confunde-se com seu símbolo, a árvore estilizada, sendo que muitas vezes é substituída por ele. Entendemos essas imagens como representações da Deusa Asherah.

Na Idade do Ferro IIB (925-720/700 a.E.C), Israel e Judá apresentam diferenças no âmbito simbólico. Os documentos epigráficos de Kuntillet Adjrud e de Khirbet el-Qom destacam um vínculo estreito entre Asherah e Yahweh, o que acima de tudo demonstra um contexto politeísta, onde se adoravam a várias divindades femininas e masculinas.

Na Idade do Ferro IIC (720/700-600 a.E.C), a Babilônia derruba a Assíria e passa a dominar Israel e Judá. Neste período encontramos o símbolo tradicional da Deusa, a árvore e o ramo. Vários selos ou impressões de selos que associam símbolos astrais com árvores estilizadas foram encontrados na Palestina e na Transjordânia, o que reforça interpretações sobre a existência de um culto a Deusa Asherah ao lado do Deus Yahweh. É principalmente na forma de árvore estilizada que, ao longo de séculos, Asherah esteve presente em Israel.

Mas é sobretudo na época pós-exílica que as vertentes políticas e religiosas dominantes vão excluir e proibir a presença de uma divindade feminina dentro do javismo (Ottermann, 2005:.52).

Evidências arqueológicas da Deusa Asherah

As primeiras evidências de Asherah aparecem em textos cuneiformes babilônicos (1830-1531 a.E.C) e nas cartas de El Armana (século XIV a.E.C) (Neuenfeldt, 1999:.5).

Para o pesquisador Ruth Hestrin (1991: 52-53), informações importantes sobre Asherah vêm dos textos ugaríticos de Ras Shamra (Costa Mediterrânea da Síria). Nestes textos, Asherah é chamada de Atirat, consorte de El, principal Deus do panteão cananeu no II milênio a.E.C, sendo mencionada também como ‘Elat, forma feminina de El. Nos textos ugaríticos, Asherah (ou seja, Atirat ou ‘Elat) é a mãe dos Deuses, simbolizando a Deusa do amor, do sexo e da fertilidade.

Também foram escavados vários pingentes ugaríticos que retratam uma Deusa, provavelmente Atirat/ ‘Elat. A figura humana estilizada nestes pingentes contém o rosto, os seios e a região púbica e uma pequena árvore estilizada gravada acima do triângulo púbico.

Em 1934, o arqueólogo britânico James L. Starkey encontrou o jarro de Lachish, datado aproximadamente no 13º século a.E.C, provavelmente ano 1220.

O jarro é decorado e contém inscrições raras do antigo alfabeto semítico. Na decoração há o desenho de uma árvore flanqueada por duas cabras com longos chifres para trás, que, segundo Ruth Hestrin, representa Asherah. Uma inscrição que segue pela borda do jarro tem sido reconstruída e traduzida por Frank M. Cross, como: “Mattan. Um oferecimento para minha senhora "Elat”.

Não se sabe quem é Mattan, mas está claro que ele faz uma oferenda para 'Elat, que é o feminino para El, chefe do panteão cananeu no II milênio a.E.C, equivalente ao pré-bíblico Asherah. Nota-se um dado importante, o nome 'Elat está escrito logo acima da árvore, representação de 'Elat/ Asherah. Há uma possibilidade deste jarro e seu conteúdo terem sido uma oferenda à Deusa (Hestrin, 1991: 54).

No entanto, foi no templo de Arad, no Neguev, ao sul de Jerusalém, que se encontrou fortes evidências de Asherah. No santuário interno foram encontrados dois altares diante de um par de pedras verticais, possivelmente lugar de culto a Yahweh e Asherah. Um outro altar foi encontrado no pátio externo do templo com tigelas dos sacerdotes e cinzas de ossos de animais queimados, no canto uma irmandade local e altares com pedras duplas (Discovery, 1993). Segundo Elaine Neuenfeldt (1999:.6), o templo é datado aproximadamente da época do Bronze Recente, entre o 10º e 8º séculos a.E.C., quando possivelmente a reforma de Ezequias o extinguiu (2Rs 18).

Em Khirbet el-Qom, ao oeste de Hebron, em 1967, outro arqueólogo encontrou um túmulo judaico da segunda metade do século VIII (Discovery, 1993), com uma inscrição na parede interior que Severino Croatto (2001:.36) traduz como:

1. Urijahu (...) sua inscrição.
2. Abençoado seja Urijahu por Javé (lyhwh)
3. sua luz por Asherah, a que mantém sua mão sobre ele
4. por sua rpy, que...

Segundo Hestrin, em 1975-1976, o arqueólogo israelita Ze’ev Meshel, em Kuntillet Adjrud, 50km ao sul de Qadesh-Barnea, na antiga estrada de Gaza a Elat, escavou uma pousada no deserto que continha várias inscrições. Controlado por Israel, este posto estatal encontrava-se em território de Judá, funcionando aproximadamente entre 800-775 a.E.C. No prédio principal, em sua entrada, duas jarras de armazenagem com desenhos e inscrições foram encontradas e identificadas como pithos A e pithos B. Na inscrição do pithos A se lê:
Diz... Diga a Jehallel... Josafa e...”:

Abençoo-vos em YHWH de Samaria e sua Asherah.

No pithos B se lê:

Diz Amarjahu: Diga ao meu Senhor: Estás bem?”.

Abençoo-te em YHWH de Teman e sua Asherah.

Ele te abençoa e te guarde e com meu senhor.

Neste pithos aparecem três figuras, duas masculinas retratos do Deus egípcio Bes e uma claramente feminina (seios em destaque) tocando uma lira.

Ruth Hestrin (1991: 55–56), aponta ainda que em outra pintura egípcia, do túmulo do Faraó Tuthmosis III, está retratada uma Deusa na forma humana no tronco de uma árvore, apresentando alimento para o rei através do seio que é sustentado pelo braço, ambos saindo da árvore.

Willian Dever (Discovery: 1993) também aponta a dama-leão como uma forte evidência de que Asherah existiu como Deusa no início de Israel. No mundo antigo, o leão quase sempre acompanhou o Deus chefe. Em uma estela egípcia a Deusa despida em cima de um leão é chamada de Qudshu, que para William F. Albright e Frank Cross é o equivalente egípcio do ugarítico ‘Atirat/ ‘Elat e do bíblico Asherah. Em outra figura a árvore sagrada que representa Asherah é colocada em cima de um leão (Hestrin, 1991: 55-57).

Em 1968, o arqueólogo americano Paul Lapp escavou um outro artefato muito famoso em Taanach, datando ao final do 10º século a.E.C (Hestrin, 1991: 57). Num dos quartos da instalação cúltica foram encontrados prensa de óleo, forma para fazer figuras de Asherah, sessenta pesos de tear e 140 ossos de articulações de ovelhas e cabras (Neuenfeldt, 1999: 7).

Um quadrado oco de terracota, aberto na base, composto de quatro níveis ou róis também foi encontrado. Conforme Ruth Hestrin (1991: 57-58), no rol inferior, uma mulher nua flanqueada por dois leões é mais uma representação de Asherah, Deusa-mãe, o que é similar á estela egípcia com Qudshu. No segundo rol temos uma abertura vazia no meio (provavelmente a entrada do templo) flanqueada por duas esfinges (corpo de leão, asas de pássaros e cabeça de mulher). O terceiro rol traz uma árvore sagrada da qual saem três pares de galhos, simbolizando a Deusa principal, Asherah, consorte de Baal e fonte da fertilidade, sendo flanqueada possivelmente por duas leoas. No rol superior temos um touro sem chifres, com um disco de sol em cima, o que simboliza o Deus supremo não só na Mesopotâmia e no panteão hitita, como também no panteão cananeu. O jovem touro representa Baal, principal Deus do panteão cananeu, que no II milênio substituiu El, cabeça do panteão.

Em 1960, a arqueóloga inglesa Kathyn Kenyon descobriu centenas de estatuetas femininas quebradas em uma caverna perto do templo de Salomão em Jerusalém, para vários estudiosos esta descoberta sinalizou a existência do templo, para outros determinou o fim dos cultos pagãos pelo rei Josias, o qual ordenou a destruição de todos os vasos feitos para Baal e Asherah (Discovery, 1993).

Todas essas descobertas são fortes evidências da existência da Deusa Asherah. Parece claro que por determinado tempo essa Deusa teve mais espaço e representatividade na vida do povo em Canaã/ Israel, até ser taxada como a causa de todos os males que o povo estava sofrendo nas mãos de seus dominadores, em especial na época da dominação Babilônica, com toda experiência de destruição e exílio, Aserá, na maioria do tempo venerada sob o corpo de uma árvore, era, inicialmente, a parceira de YHWH, mas com o crescente desenvolvimento do javismo como religião de um deus masculino, transcendente e único, ela foi taxada como sua maior rival e inimiga (Ottermann, 2005: 48).

A existência da Deusa Asherah remonta uma época de adoração a vários Deuses e Deusas, antes da ascensão do Javismo, o culto da Deusa Árvore Asherah realizava-se, principalmente, em torno de uma árvore natural ou estilizada, ou seja, de um poste sagrado que podia estar ao lado de um altar seu ou de uma outra divindade, inclusive YHWH. Porém, seu culto foi realizado, de preferência, debaixo de uma árvore natural, nos chamados 'lugares altos', santuários ao ar vivo no topo das colinas e montanhas. Na maioria do tempo, uma imagem ou símbolo de Asherah estava também presente dentro do próprio templo de Jerusalém (Ottermann, 2005:.49).

É fato que a nova religião, centrada em Yahweh, vai se construindo e se impondo a partir da proibição a qualquer tipo de representação religiosa que não fosse Yahweh.

De politeísta Israel passa a se constituir monoteísta, pelo menos na religião oficial.

Provavelmente, adorações a Deuses e Deusas dentro das casas continuaram por longo tempo, como forma de resistência. A centralização no Deus único, Yahweh, que neste processo também se apropriou das funções de Asherah, custou caro aos outros Deuses e Deusas que compartilhavam da mesma cultura. Esta proibição atingiu a vida de homens e mulheres, que ali encontravam uma significação religiosa.

Seria ingênuo querer defender, neste contexto, uma sociedade no antigo Israel onde havia reciprocidade entre os sexos, pelo simples fato de existirem as Deusas. Pelo contrário, como reflete Simone de Beauvoir (2002:.91), o culto a Deusa se dá dentro de um contexto patriarcal, onde a perda de representação da Deusa atinge profundamente e principalmente ao universo religioso das mulheres, sendo que, o culto a Asherah vai sobrevivendo, até ser definitivamente extinguido e proibido, dos espaços, das mentes e dos corpos, de homens e mulheres que tinham em Asherah uma fonte de significação para a vida.

É nesse contexto patriarcal, que Yahweh se torna uma forte representação do masculino no sagrado, justificando a dominação masculina, tanto no âmbito social, econômico, político, como religioso. A religião oficial israelita absorve então uma identidade somente masculina, onde o feminino passa a ser relegado ao espaço particular das mulheres.

Por isso, é extremamente importante uma memória da Deusa, em especial Asherah, consorte de Yahweh, não só numa tentativa de reconstruir a história do antigo Israel, mas principalmente dar espaço e voz às divindades femininas, que são uma possibilidade de identificação sagrada das mulheres, em busca de relações mais recíprocas e humanizadas entre os gêneros.

Deusa Asherah: Uma imagem a partir dos Escritos Bíblicos

Conforme Ruth Hestrin (1991:.50), Asherah é mencionada cerca de 40 vezes na Bíblia Hebraica, de três formas diferentes, ora como uma imagem que representa a própria Deusa, ora como uma árvore ou como um tronco de árvore, que a simbolizam.

Asherah, a Deusa Cananéia, na mitologia ugarítica era conhecida como “Senhora do Mar”, a esposa de El, chefe do panteão dos Deuses. No Primeiro Testamento ela aparece muitas vezes como esposa de Baal, sendo que na épica de Baal, Asherah cria os monstros que o devoram, se opondo à construção de um templo para Baal (Mackenzie, 1984:.82).

O culto a Asherah foi muito popular em Israel e Judá. O rei Asa (912-871 a.E.C), que ficou no poder durante 41 anos em Judá, empreendeu uma restauração no culto a Yahweh e “chegou a retirar de sua mãe a dignidade de Grande Dama, porque ela fizera um ídolo para Aserá; Asa quebrou o ídolo e queimou-o no vale do Cedron” (1Rs 15,13; cf. 2Cr 15,16). O ídolo remete na palavra hebraica mifleset, a algum objeto de culto, provavelmente de madeira. É interessante perceber que o culto se dá no palácio, em ambiente oficial (Croatto, 2001: 40-41). Já na passagem de 1Rs 16,33 “Acab erigiu também um poste sagrado...” demonstrando que Asherah também foi adorada em Israel.

Em 2Cr 14,1-2, onde o rei Asa é lembrado como o rei que fez o que é “bom e justo aos olhos de Yahweh, seu Deus”, exatamente porque “eliminou os altares do estrangeiro e os lugares altos, despedaçou as estelas, destruiu as aserás...” ordenando o povo a praticar a lei e os mandamentos de Yahweh (cf. Jz 3,7).

Refletindo sobre os textos bíblicos que mencionam a Deusa Asherah teremos como pano de fundo o contexto que Silvia Schroer tão bem elucida, os/as repatriados/as da Babilônia tinham integrado a questão da culpa de tal maneira que consideravam sobretudo o culto às deusas como motivo da ruína de Israel. Os expoentes deste grupo conseguiram banir de Judá quase completamente o culto às deusas dentro de um século e de apagar, o máximo possível, as memórias dele. Não é por acaso que o culto clandestino à deusa acontece no contexto de proibições misóginas e xenófobas de casamentos mistos. Todas as tentativas que seguem, de integrar a deusa pelo menos na linguagem teológica, são tentativas assentadas dentro do sistema monoteísta (Schroer, 1995:.40).

A partir desta perspectiva, de demonização da Deusa ou das Deusas, tentaremos constatar, nos escritos bíblicos, os impactos e as conseqüências que tal visão e atitude trouxe para a imagem da Deusa Asherah, que aos poucos passa a se tornar a Deusa proibida, a causa dos males e da ruína de Israel.

A marginalização do feminino, das mulheres é um processo que também se dá e se sustenta por meio de escritos bíblicos justificadores de uma sociedade patriarcal, atuando assim no que podemos chamar de “desempoderamento” das mulheres a partir do sagrado, o que trouxe e traz fortes impactos nas dimensões culturais, religiosas, sociais, econômicas e políticas.

A seguir, em dois momentos, analisaremos citações bíblicas sobre Asherah. Primeiramente as que mencionam Asherah como Deusa, depois as que aparecem com o nome “poste sagrado”, símbolo da Deusa.

A Deusa Asherah:

Há uma preocupação dos redatores bíblicos de excluir qualquer suspeita da Deusa Asherah ao lado de Yahweh, como sua consorte, de tal forma que os escritos bíblicos possivelmente foram redigidos com a intenção de apagar e demonizar a presença da Deusa.

As inúmeras citações sobre Asherah demonstram seu peso no contexto religioso, o que faz dela uma grande ameaça ao monoteísmo javista em ascensão.

Em 1Rs 18,19, “pois bem, manda que se reúna junto de mim no monte Carmelo, todo o Israel com os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem à mesa de Jerusalém”, a referência a Asherah geralmente é considerada uma glosa. Quem incluiu esta referência tinha claro que Asherah era uma Deusa e a coloca em paralelo com Baal (Croatto, 2001:.41).

O rei Josafá (871-848 a.E.C), filho e sucessor do rei Asa, deu continuidade à política de seu pai, “Yahweh manteve o reino em suas mãos” (2Cr 17,5), pois “seu coração caminhou nas sendas de Yahweh e ele suprimiu de novo em Judá os lugares altos e as aserás” (2Cr 17,6). Em outra passagem, Josafá após combater contra Aram, apesar de ferido, volta com vida para Jerusalém sendo aclamado por Jeú, o vidente, deve-se levar auxílio ao ímpio? Amarias aqueles que odeiam Yahweh, para assim atrair sobre ti sua cólera? Todavia, foi encontrado em ti algo de bom, pois eliminaste da terra as aserás e aplicaste teu coração à procura de Deus (2Cr 19,3).

Ezequias (727-698 a.E.C), filho e sucessor de Acaz, é lembrado como o rei que “fez o que é agradável aos olhos de Yahweh”. Durante o seu reinado, após a celebração da Páscoa e da festa dos Ázimos é empreendida uma reforma do culto, terminadas todas essas festas, todo o Israel que lá se achava saiu pelas cidades de Judá quebrando as estelas, despedaçando as aserás, demolindo os lugares altos e os altares, para eliminá-los por completo de todo o Judá, Benjamim, Efraim e Manassés. A seguir, todos os israelitas voltaram para suas cidades, cada um para seu patrimônio (2Cr 31,1).

Nesta época o Reino do Norte, Israel, já havia sido destruído, sendo assim, Judá, Reino do Sul, tornou-se o único espaço onde a identidade religiosa do povo de Yahweh poderia ser mantida. Foi nesse contexto que Ezequias promoveu uma extensa reforma religiosa e política, com intenções de reunir o povo em torno de um só Deus e um só rei. Por isso, Ezequias é exaltado pelos redatores deuteronomistas como o rei que “fez o que agrada aos olhos de Yahweh” (2Rs 18,3). A reforma religiosa de Ezequias era baseada nas seguintes medidas: no combate a idolatria, na centralização do culto a Yahweh em Jerusalém e no cumprimento dos mandamentos. Tais medidas podem ter sido fundamentadas no documento trazido do Norte (Dt 12-26), que foi adaptado à reforma em Judá. Josias retoma 100 anos mais tarde este documento para empreender sua reforma religiosa e política (Gass, 2005: 78-83).

O rei Manassés (698-643 a.E.C), filho e sucessor de Ezequias, é lembrado pelos redatores como um rei que “fez mal aos olhos de Yahweh”, justamente porque reconstruiu os lugares altos que seu pai havia destruído, ergueu altares para os baais e fabricou postes sagrados, prestando-lhes culto. No entanto, foi construir altares dentro do Templo de Yahweh (2Rs 21,7) a maior abominação para os redatores, que ao final dos escritos sobre Manassés relatam sua conversão a Yahweh. “Sua oração e como foi ouvido, todos os seus pecados e sua impiedade, os sítios onde havia construído os lugares altos e erguido aserás e ídolos antes de se ter humilhado, tudo está consignado na história de Hozai” (2Cr 33,19).

O rei Josias (640-609 a.E.C) empreendeu uma reforma a partir de 622 a.E.C fazendo de Jerusalém o centro político e religioso de seu estado, destruindo os santuários de Yahweh que havia no interior e acabando com os cultos cananeus e assírios, que aconteciam no templo de Jerusalém e nos lugares altos. A reforma de Josias atingiu a liberdade religiosa popular, pois ordenou a Helcias, o sumo sacerdote, aos sacerdotes que ocupavam o segundo lugar e aos guardas das portas que retirassem do santuário de Yahweh todos os objetos de culto que tinham sido feitos para Baal, para Aserá e para todo o exército do céu, queimou-os fora de Jerusalém, nos campos do Cedron e levou suas cinzas para Betel (2Rs 23,4).

Com isso, o culto exclusivo a Yahweh é reafirmado pela corte e pela classe sacerdotal de Jerusalém, exclusividade que custou caro à religiosidade popular (Gass, 2003:.134-138).
Josias ainda “demoliu as casas dos prostitutos sagrados, que estavam no templo de Yahweh, onde as mulheres teciam véus para Aserá” (2Rs 23,7). Aqui provavelmente se trata de vestidos feitos para a estátua de Asherah (Croatto, 2001:.41).

As intenções daqueles que redigiram tais textos parecem claras, ou seja, querem demonstrar que o “bom e justo” rei e povo é aquele que elimina qualquer resquício da presença de outros Deuses e Deusas em Israel, que o rei ou povo que “faz mal aos olhos de Yahweh” seria justamente aquele que aceita a realidade politeísta.

Na citação a seguir além de derrubar, despedaçar e reduzir a pó os altares, Josias manda espalhar este pó sobre o túmulo dos que ofereciam sacrifício a Baal e Asherah, ou seja, está explicíto que pessoas foram assassinadas. Aqui o nome Asherah também aparece no plural,
no oitavo ano de seu reinado, quando ainda não era mais que um adolescente, começou a buscar ao Deus de Davi, seu antepassado. No décimo segundo ano de seu reinado, começou a purificar Judá e Jerusalém dos lugares altos, das aserás, dos ídolos de madeira ou de metal fundido. Derrubaram diante dele os altares dos baais, ele próprio demoliu os altares de incensos que estavam sobre eles, despedaçou as aserás, os ídolos de madeira ou de metal fundido, e tendo-os reduzido a pó, espalhou o pó sobre os túmulos dos que lhes ofereceram sacrifícios (...) Nas cidades de Manassés, de Efraim, de Simeão e também de Neftali e nos territórios devastados que os rodeavam, ele demoliu os altares, as aserás, quebrou e pulverizou os ídolos, derrubou os altares de incenso em toda a terra de Israel e depois voltou para Jerusalém (2Cr 34,3-4.6-7).

Em Is 27,9 a Deusa Asherah é taxada de forma explícita como o pecado de Israel, a causa de sua iniqüidade e ruína, devendo ser banida por completo, porque, com isto, será expiada a iniqüidade de Jacó. Este será o fruto que ele há de recolher da renúncia ao seu pecado, quando reduzir todas as pedras do altar a pedaços, como pedras de calcário, quando as Aserás e os altares de incenso já não permanecerem de pé.

Está claro que a ascensão do culto exclusivo a Yahweh não se faz de forma tranqüila, mas de forma violenta, a partir da intolerância religiosa, da destruição e da eliminação por completo do outro, que se torna uma ameaça.

Asherah como objeto cúltico:

A proibição “não plantarás um poste sagrado ou qualquer árvore ao lado de um altar de Yahweh teu Deus que hajas feito para ti, nem levantarás uma estela, porque Yahweh teu Deus a odeia” (Dt 16-21-22), conforme Croatto (2001:.42), revela que o objeto que simboliza Asherah é feito de madeira, que está plantado, ou seja, é um poste ou uma estaca e não uma estátua, que sua colocação “ao lado de um altar de Yahweh” transparece o caráter cultual do símbolo e principalmente a associação da Deusa simbolizada junto com o próprio Yahweh.

Em Jz 6,25 o pai de Gedeão possuía um altar de Baal que tinha uma Asherah ao lado, “aconteceu que, naquela mesma noite, Yahweh disse a Gedeão: Toma o touro de teu pai, o touro de sete anos, de uma segunda cria destrói o altar de Baal que pertence a teu pai e quebra o poste sagrado que está ao lado”. Conforme Jz 6,26.28, o 'poste sagrado' é queimado. Tal atitude provocou revolta, “os habitantes da cidade disseram então a Joás: Traze para fora o teu filho, para que morra, porquanto destruiu o altar de Baal e cortou o poste sagrado que estava ao lado” (Jz 6,30).

Acab (874-853 a.E.C) construiu um templo de Baal para sua esposa fenícia, “erigiu também um poste sagrado e cometeu ainda outros pecados, irritando Yahweh, Deus de Israel, mais que todos os reis de Israel que o precederam” (1Rs 16,33).

Os redatores deuteronomistas se queixam que na época do rei Joacaz (813-797 a.E.C) o culto a Asherah esteve presente “todavia, não se apartaram do pecado ao qual a casa de Jeroboão havia arrastado Israel; obstinaram-se nele e até mesmo o poste sagrado permaneceu de pé em Samaria” (2Rs 13,6). A ruína da Samaria é então explicada em 2Rs 17,16 porque “rejeitaram os mandamentos de Yahweh seu Deus, fabricaram para si estátuas de metal fundido, os dois bezerros de ouro, fizeram um poste sagrado, adoraram todo o exército do céu e prestaram culto a Baal”.

Manassés desfaz a reforma de seu pai Ezequias “reconstruiu os lugares altos que Ezequias, seu pai, havia destruído, ergueu altares a Baal, fabricou um poste sagrado, como havia feito Acab, rei de Israel...” (2Rs 21,3).

Em 2Rs 23,6 o rei Josias tira Asherah de dentro do Templo de Jerusalém, transportou do Templo de Yahweh para fora de Jerusalém, para o vale do Cedron, o poste sagrado e queimou-o no vale do Cedron, reduziu-o a cinzas e lançou suas cinzas na vala comum.

Na citação de 2Rs 23,15b supõe-se que havia uma Asherah em Betel, muito antes de Josias, mas que este a “queimou”, demoliu também o altar que estava em Betel, o lugar alto edificado por Jeroboão, filho de Nabat, que havia arrastado Israel ao pecado, demoliu também esse altar e esse lugar alto, queimou o lugar alto e o reduziu ao pó, queimou o poste sagrado.

Conforme Croatto (2003:.43) o termo aserot (“os postes”) que designa o símbolo específico da Deusa Asherah é encontrado em poucos lugares. No plural, aparece geralmente no masculino (aserim). Nestas citações o termo já perdeu seu sentido original de símbolo da Deusa Asherah, num processo de “masculinização” que tenta apagar qualquer memória da Deusa.

Estes textos bíblicos nos ajudam a perceber o profundo processo de erradicação da Deusa Asherah, apagando qualquer resquício de sua memória, causando conseqüências drásticas à importância de Asherah na religiosidade do povo, bem como, no antigo culto ao lado de Yahweh. Os redatores bíblicos têm uma intenção nítida, contar a história a partir de Yahweh, único Deus, de tal forma que Asherah de consorte passe a ser sua rival, ou seja, a elite de escritores bíblicos tinham uma idéia daquilo que Deus deveria ser, único e masculino: Yahweh, negando assim toda a realidade politeísta em Israel.

Conclusões

Concluímos que Asherah possivelmente era uma Deusa e consorte de Yahweh no Antigo Israel e não um simples atributo deste. Várias descobertas arqueológicas e mencionadas nesta pesquisa nos ajudam na reflexão, destacando as de Khirbet el-Qom, em 1967 e a de Kuntillet Adjrud, em 1976, que traz a inscrição “abençoo-te em Yahweh de Teman e sua Asherah”.

A proibição da Deusa Asherah é fruto de um dado momento histórico de elaboração e ascensão do monoteísmo javista. A identidade judaica, após a drástica experiência do exílio babilônico e na tentativa de reorganização da nação, passa a se constituir em torno de três pilares: um só Deus, um só Povo e uma só Lei. A centralidade em Yahweh se torna um fator importante de credibilidade e legitimação da nova identidade nacional em formação, resultado das reformas empreendidas por Esdras e Neemias. A idolatria se torna então a culpa da ruína de Israel e neste contexto Yahweh é triunfante. Isso irá se refletir no conflito que os textos bíblicos demonstram em relação a Asherah e a outros Deuses e Deusas, bem como, em relação principalmente às mulheres estrangeiras.

Podemos claramente perceber que a elaboração e instituição do monoteísmo não se deu de forma democrática e muito menos pacífica. A partir de um contexto politeísta, a centralidade em Yahweh é um processo violento, de destruição da cultura religiosa do outro e da outra, de proibição do diferente, demonizando-o e tornando-o uma ameaça. Um processo nítido de intolerância religiosa.


A supressão do culto e da imagem da Deusa Asherah traz consigo conseqüências profundas para as relações entre os gêneros, afetando em especial aos corpos das mulheres, que tinham na Deusa uma possibilidade de representação do feminino no sagrado. A religião judaica vai se constituindo em torno de um único Deus masculino, legitimando historicamente uma sociedade patriarcal. Este poder divino imaginado somente como Deus afetou as mulheres, as crianças, a natureza, pois quase sempre partiu de um pressuposto de dominação, opressão e hierarquização das relações, tanto humanas como ecológicas.

Afirmar Asherah como Deusa é polêmico, mas necessário à religião e à pesquisa bíblica. Dar voz a uma época em que Deuses e Deusas eram adorados, em que o próprio Yahweh foi adorado ao lado de Asherah, nos impulsiona a re-pensar não só as relações pré-estabelecidas entre homens e mulheres, bem como, a própria representação do sagrado estabelecida.
Re-imaginar o sagrado como Deusa é re-imaginar as relações de poder, não numa tentativa de apagar a presença de Deus e sim de dar espaço ao feminino no sagrado, novamente o feminino não como um atributo do Deus masculino, mas como Deusa.
Esta talvez seja uma grande contribuição da reflexão feminista, que nos desloca e nos provoca a re-imaginar o sagrado, como possibilidade de re-imaginar a sociedade e as estruturas cristalizadas secularmente.

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ISSN 1981-1225
Dossiê Religião
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SCHROER, S. A Caminho para uma reconstrução feminista da História de Israel. (s.d.) 1995. Trad. Monika Ottermann.
Recebido em abril/2007.
Aprovado em junho/2007.

A toca do coelho e a singularidade: David Icke

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Excelente entrevista com David Icke, isso tinha que ser mostrado em escolas e universidades, especialmente pelo exemplo de expressar, cada um, a sua própria singularidade, a sua própria verdade, sem medo, sem desejo de reconhecimento, apenas ser o que se é.

Nova entrevista de Alex Collier

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O mais interessante de Alex é que ele é um cara como outro qualquer, um jeitão bem humano, "normal", e que passa a emoção própria de quem viveu momentos inusitados em seus contatos com seres de Andrômeda. Isto mesmo, seres de outro planeta. Alex Collier foi um dos primeiros pesquisadores a revelar sobre os reptilianos e as ligações entre estes e a elite dominante. Um homem comum, como eu e você, com suas próprias experiências incríveis, como eu e você, mas com uma tarefa particular: relatar publicamente seus encontros e vivências com seres humanos de outro planeta. Para quem acompanha o trabalho dele é notável como ele está mais relaxado, sereno e confiante no futuro - F.A.







A psicologia do medo

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Excelente postagem do blog Liberdade Mental!

"O medo é o que impede que tudo o que chega às maõs dos homens não se torne em sua propriedade. Basta produzir uma impressão que não se pode explicar, inserindo no medo o desconforto da culpa. É assim que milhões de pessoas podem ser pastoreadas nas ribeiras da paz por muito poucas. E nas trincheiras da guerra por outras tantas, senão as mesmas". Agustina Bessa-Luís, in "Antes do Degelo".


O medo é um fenômeno psicológico. Ele é criado dentro de nossas mentes a partir de uma combinação de traumas, expectativas e receios. Embora possamos tentar nos afastar dele, se a crença que o alimenta não for alterada ele continuará habitando nosso inconsciente. Não há como refugiar-se é preciso enfrentá-lo. Mas enfrentá-lo de que maneira? Primeiro aceite a idéia de que você possa realmente estar com medo e em seguida, busque toda informação possível que esclareça seus pormenores. Ou seja, COMPREENDA-O! Conhecimento é poder, lembra?!

O Medo adoece e emburrece, pois ele reprime suas emoções e sentimentos. Você se acoa e trava. A mente não funciona e você se torna um DEPENDENTE! Similar a um viciado.


Perceba no vídeo abaixo que tem uma cena do filme "Revolver" e que demonstra o Hemisfério Esquerdo do cérebro condicionado a não dar ouvidos ao Hemisfério Direito. Tudo precisa estar sob controle, ser controlável e previsível. Quando não há mais certezas, se perde o controle e a mente se desespera. O medo que nos é imputado pelo meio sistêmico em que vivemos, nos coloca nesses moldes sociais. Essa analogia com essas cenas desse filme, nos dá a dica de como fazer uma introspecção, uma reflexão e perceber que não há nada para ser controlado nem manipulado. Quem quer controle TEME! Quem manipula é com base no MEDO! A mente nos mente quando não se abre. Ela se fecha ao Hemisfério Esquerdo e nos prega peças, nos engana e nos ilude!

Ative a legenda no CC


"Há algo sobre você mesmo que você não sabe. Algo que você nega existir. Até ser tarde demais para fazer alguma coisa a respeito. É o único motivo pelo qual você levanta toda manhã. O único motivo pelo qual você aguenta o chefe intragável, o sangue, o suor e as lágrimas. É o porque você quer que as pessoas saibam o quanto você é bom, atraente, generoso, engraçado, maluco e inteligente. Tenha medo de mim ou me reverencie. Mas por favor, me considere especial. Compartilhamos um vício: a necessidade de aprovação. Todos nós queremos um tapinha nas costas e o relógio de ouro, o grito da torcida. Olha só o garoto inteligente com o brasão polindo o troféu. Continue brilhando diamante maluco! Afinal somos macacos de terno, implorando pela aprovação dos outros. Se soubéssemos disso, não faríamos isso tudo. Alguém está escondendo isto da gente e, se tivéssemos uma segunda chance, você perguntaria: por quê? O ego é o pior dos trapaceiros em que podemos pensar, em que podemos imaginar, porque você não o vê. O problema é que o ego se esconde no último lugar em que você procuraria: em si mesmo! Ele disfarça os pensamentos dele com os seus pensamentos e os sentimentos dele com os seus sentimentos. Você acha que é você. As necessidades das pessoas de proteger seus próprios egos não conhece limite. Elas mentem, roubam, enganam, matam, fazem o que for preciso para manter o que chamamos de fronteiras do ego. As pessoas não têm idéia de que estão numa prisão, não sabem que há um ego, não conhecem a diferença. Primeiro, é muito difícil para a mente aceitar que há algo além dela mesma. Algo mais valioso e mais capaz de discernir a verdade em si".

Despertar é ENTENDER que há um caminho ao meio, há um equilibrio que nos dá a chave para a verdadeira liberdade. Entender o medo nos faz capazes de transformá-lo em AMOR. Na cena do elevador, o personagem do filme percebeu e entendeu seu medo, e então em seguida "enxergou" que não havia nada a temer. Já o outro personagem pedia para ser temido, pois assim ainda permaneceria no poder e no controle. Quando não há temor, não há MEDO, e se não há medo, não há controle.

O sistema social construído e arquitetado em que baseamos nossas vidas hoje é baseado no MEDO. Somos forçados a temer perder nossos empregos, perder nossas casas, perder nosso dinheiro. Somos forçados a temer por nossa imagem preante as outras pessoas, perante a "sociedade". Somos forçados a temer sermos excluídos. Daí, sem saída, muitos buscam subterfúgios nas religiões que também são mecanismos psicológicos baseados em medo.

"Na religião, o ego se manifesta como o "demônio" e, é claro, ninguém percebe o quanto o ego é esperto porque, ele criou o demônio para que você culpe o outro. Ao criarmos este inimigo externo imaginário, criamos um inimigo de verdade para nós mesmos e isto se torna uma ameaça real para o ego, mas isso é também criação do ego. Não existe nenhum inimigo externo, não importa o que a voz na sua cabeça diga. Toda a percepção do inimigo é a projeção do ego como inimigo. O seu maior inimigo, é a sua própria percepção, sua ignorância, o seu ego".

Em seguida temos David Icke descrevendo bem como funciona a mente "esperta" que é inteligente, mas não é sábia. A mente que não tem equilíbrio é fechada e por isso destrutiva. Perceba também nas imagens dos móveis do filme, que trazem uma simbologia egipcia e estátuas da genese, onde o homem é "tentado" pela "serpente". Um analogia bastante interesante que nos remete a pensar em nossa origem como espécie. Evidências não são provas, mas servem para que você compreenda o contexto de forma geral sobre um determinado assunto ou até unir pontos que o leve a refletir sobre todos os assuntos.



"Nós não podemos mudar nada sem que primeiro a aceitemos".
Carl Jung.

Recomendo também para leitura:
http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2006/10/carl_jung_reloaded.html
http://www.assimfaloudenardi.com/2007/04/psicologia-do-medo.html

Conversas com o Diabo

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O título deste breve texto também poderia ter sido: A pura maldade, mas fiquemos com o inicial sabendo que são intercambiáveis, afinal o Diabo está sempre negociando e conspirando. Ele é o santo padroeiro dos teóricos e práticos da conspiração ;-)))

Muitos acusam o ser humano de ser, em geral, um cretino. Há amplas evidências disto.

Mas cabe a pergunta:

Quem o projetou? Sim, quem?

Independente da resposta, que dá origem à teologia, à filosofia, à mitologia e à metafísica, uma outra pergunta, que é a mais pura maldade (ou verdade?) é esta:

Será que não estamos cumprindo a finalidade do designer, do projetista?

Será que a cretinice implantada não é parte do programa, do projeto homo sapiens?

Talvez sejamos, em termos classificatórios, melhor definidos como homo cretinus, uma experiência genética que deu certo. Ou seja, nossa suposta imperfeição ou cretinice não é uma anomalia, é parte do pacote.

Não, não estranhem, tentem pensar de uma maneira diferente, abram vossas mentes para a questão. Será que não somos um projeto perfeito em nossa cretinice? Será que não fomos feitos para sermos assim como somos: cretinos.

É esta maldosa questão que vos apresento. Ela resolve todos os problemas existenciais de uma só tacada, afinal, se ela é verdadeira somos assim por que somos assim. Ponto. Sem culpas, sem medos, sem justificativas, a própria religião expressão do programa, assim como a política, faces da mesma moeda.

Vejo o Diabo empunhar a navalha de Ockham e dizer: a solução mais simples é a correta.

Agora entendo por que Gurdjieff, mestre do século passado, dizia que seu objetivo maior era

deixar de ser um idiota. Eis a verdadeira revolução.

Ah, a doce ilusão de se considerar o topo da cadeia alimentar é que faz o Diabo dizer com um sorriso maroto, à la Al Pacino:

Ah, a vaidade... é o meu pecado predileto.

F.A.

obs: a sócia Cláudia foi minha musa inspiradora para este texto devido a um papo de cozinha.

A campanha do medo, Elenin e HAARP em entrevista

Excelente entrevista de Alex Jones com o Dr. Brooks A. Agnew, que é PhD, cientista e engenheiro que atua no setor privado há mais de 17 anos em diversos campos, estudando mudanças terrestres.

Alex Jones é um jornalista multimídia independente. Norte-americano do estado do Texas, ele é um dos expoentes da mídia alternativa a denunciar os planos de dominação da Nova Ordem Mundial e de sua elite globalista (www.infowars.com).

9/11 - Depois de uma Década: Aprendemos Alguma Coisa?

domingo, 18 de setembro de 2011

"Nunca passaria por suas cabeças inventar mentiras colossais, nem acreditariam que outras pessoas fossem atrevidas a ponto de distorcer a verdade de maneira tão infame. Mesmo que os fatos demonstrem claramente tratar-se de uma grande mentira, ainda assim duvidarão, hesitarão e continuarão a pensar que deve haver outra explicação" [Adolf Hitler, Minha Luta, vol. 1, cap. X].

James Corbett entrevista Dr. Paul Craig Roberts sobre seu artigo sobre 11 de setembro, uma das maiores farsas da história moderna, tal como a queima do parlamento alemão por Hitler, em 1933, que cometeu o ato terrorista mas acusou os comunistas, do canal pauloaza3

"2012" e efeitos eletromagnéticos sobre a Consciência

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Na corrida até 2012, o conhecimento é e será a porta de entrada para a experiência positiva. Muitas pessoas percebem que algumas de suas melhores idéias e mais incomuns têm vindo a elas em dias com particularmente elevada atividade solar-geomagnética. Este fenômeno também tem sido cientificamente comprovado por cientistas da NASA. A neurociência cognitiva pesquisador Michael Persinger foi o primeiro a descobrir que cobaias expostas a campos magnéticos específicos, de repente ganharam muito discernimento espiritual. Estes resultados são ainda mais surpreendentes em que até mesmo endurecidos ateus relataram ter profundos sentimentos religiosos de serem expostos a campos magnéticos.

O texto a seguir foi extraído de Revolução 2012 por Dieter Broers ( Primeiro idioma Inglês edição de 2010 © 2010 Scorpio Verlag GmbH & Co. KG, Berlim • Tradução de Munique por Robert Nusbaum) Publicado pela primeira vez em alemão como uma edição de capa dura © 2009 Scorpio Verlag GmbH & Co. KG, Berlim.

Estou convencido de que atualmente estamos no meio de um processo que envolve a reestruturação de nossas redes neuronais, e que o catalisador deste processo é a alta atividade geomagnética solar cujas conseqüências são temidas por muitas pessoas hoje. No entanto, todos os fatos e as conclusões se somam à conclusão inegável que esta evolução será, pela primeira vez na história humana permitem-nos seres humanos a usar o enorme potencial do nosso cérebro.

David Samuels Weizmann do Israel Institute estimou que a gama básica de atividades do cérebro é dirigida entre 100.000 e 1 bilhão de reações químicas diferentes a cada minuto. O cérebro humano médio contém um mínimo de 10 bilhões de neurônios ou células nervosas individuais - um número que é ainda mais surpreendente quando você parar para pensar que cada neurônio pode interagir com muitos outros neurônios. Em 1974, neurofisiologistas descobriram que alguns 10*800 (10 elevado a 800) interconexões entram em jogo nesta matéria. A magnitude desta capacidade é comparável com os seguintes fatos cósmicos e figuras: na medida em que o átomo é a menor unidade do universo e do próprio universo maior, estima-se que o universo contém um total de 10*80 (10 ao 80) átomos. Em outras palavras, o número de interações no cérebro humano excede em muito o número de átomos no universo.

Moscou, físico da Universidade Pyotra Anokin, sente que a estimativa acima de interações possíveis no cérebro humano é demasiado baixo. Segundo seus cálculos, o número potencial de estruturas que o cérebro humano pode criar é tão grande que escrevê-los como uma figura se traduziria em uma linha de aproximadamente 6,5 milhões de quilômetros de comprimento. Então, claramente, não temos sequer começado a explorar o incrível potencial do nosso cérebro - uma situação que pode ser comparada ao uso de uma área do tamanho de uma partícula de poeira em uma mansão de 500 salas.

Surge então a questão de saber se usando nosso cérebro de forma mais eficiente nos permitirá encontrar uma resposta adequada aos acontecimentos de 2012. Primeiro de tudo, temos de perceber que o cérebro e a mente são duas coisas diferentes. A mente pode influenciar a atividade cerebral e processos vegetativos por meio de sugestões altamente incomuns, o exemplo mais notável sendo o de mestres budistas cuja capacidade de meditar lhes permite colocar os seus cérebros em estado tranqüilo que pode parar a dor e até parar o batimento do coração.

Para além disto, o que importa aqui é que nossos cérebros são sempre ativos se estamos acordados, dormindo, calmo ou agitado, e estão sempre buscando intensidade, novas experiências e conexões de longa duração. Quando o cérebro humano é exposto a novas impressões, bem como estímulos mentais e emocionais, novas sinapses (interfaces entre os neurônios) são criados.

Em outras palavras, o cérebro humano flutua em uma espécie de harmonia arrebatadora contanto que recebe o tipo certo de estímulos. Isto está de acordo com o princípio atendente eletroquímico do tudo ou nada, o que constitui a base para comunicação eletroquímica entre os neurônios - e em nosso contexto para a interação entre as regiões até então não utilizadas do cérebro. Se não fosse este o caso, não faria sentido para nós seres humanos sermos dotados de um cérebro cujo potencial nunca foi plenamente explorado. De fato, parece quase como se este órgão milagroso estava à espera de 2012 para, finalmente, provar o que é capaz de fazer.

Além de processamento eletroquímico de informação, o nosso cérebro se envolve em outros processos, bem como - processos que formam a base para o nosso subconsciente. De acordo com o físico norte-americano Evan Harris Walker, a mente humana e a consciência humana não são quantidades mensuráveis ​​empiricamente. Walker acredita que a consciência não é um processo químico ou coisa parecida, mas em vez disso é atribuível a um processo de túnel da mecânica quântica - uma teoria que seja consistente com as opiniões de um número crescente de físicos quânticos e os cientistas do cérebro. Walker também persuasiva mostrou que as sinapses do cérebro apresentam fenômenos quânticos mecânicos, para os quais modelos têm sido postulados por David Bohm e Basil Hilely. Estes autores relatam semelhanças surpreendentes entre conexões quantum potencial e neurológicos no cérebro.

Essas conexões estão longe de ser bem ordenadas para, de fato, o caos é o esteio dos processos do cérebro. Este caos, que compreende um redemoinho verdadeiro de difusa atividades de processamento de estímulos, é o precursor de um equilíbrio coerente a níveis mais elevados. Pesquisadores têm observado um fenômeno de criatividade semelhante em que a mente criativa inicia processos totalmente caóticos e até mesmo conceitos contraditórios que, em última análise traduz-se em inícios de ordem e estabilidade nas últimas fases do processo criativo. Portanto, contrário à lei da entropia (desordem), a evolução está se movendo em direção a neguentropia (ordem), um processo que é ao mesmo tempo viável, útil e lógico, uma vez que permite a evolução para desdobrar-se em um "sistema aberto", de modo a permitir que o cérebro para absorver novas informações e se adaptar de forma altamente complexa.

Isso levou Ilya Prigogine a observar que cada sistema organiza de forma dinâmica as mudanças entre um estado de entropia e neguentropia, ou seja, entre a ordem e o caos. Além disso, diz Prigogine, quanto maior a instabilidade potencial do sistema, mais facilmente ele se adapta e muda. Este princípio se encaixa o cérebro como uma luva.

Mas onde, então, é a sede da mente, este lugar misterioso de auto-consciência que amalgama o sentido, a intuição, as emoções e o intelecto? Por enquanto vou deixar isso para os neurologistas para descobrirem - embora eu terei mais a dizer sobre este assunto mais tarde. Primeiro, porém, eu gostaria de discutir o processo mental e psicológico de auto-descoberta. O sistema mente-cérebro evoluiu a partir de uma série de matrizes sucessivas. A matriz de primeira ordem superior dentro do qual nos movemos é, sem dúvida, a fonte de toda vida. De acordo com Prigogine, para o cérebro infantil a transição para uma nova matriz harmônica implica a exposição constante a novos recursos que permitem o desenvolvimento da garantia, o potencial de auto e habilidades.

Estas matrizes, que são extremamente concretas no início, tornam-se cada vez mais abstratas ao longo do tempo por força de sua exposição a realidade perceptível, em última análise, evoluindo para a matriz do pensamento criativo puro. Cada transição para uma nova matriz está associada à experiência desconhecida e imprevisível que forma a base para um aumento na inteligência. De acordo com Timothy Leary, cada um de nós herda um projeto pré-codificado de organismos futuros que difere consideravelmente da atual raça humana e da maioria das formas da existência humana. E na mesma linha, Michael Hutchison profetizou que o cérebro tem aprendido mais sobre si mesmo na última década do que durante toda a sua história, e que a inteligência humana vai evoluir daqui em diante em saltos quânticos.

Embora eu já tenha feito os pontos essenciais sobre os efeitos de campos de força natural e artificial no cérebro, deve-se notar aqui que fenômenos como os ritmos do corpo que são controlados pela hipófise podem ser afetados por campos eletromagnéticos, que podem ter um impacto significativo no humor, padrões de atividade e do ritmo circadiano. Assim, ainda resta muito a ser descoberto neste domínio.

Alguns anos atrás eu fazia parte de uma equipe de pesquisadores que mediram as ondas cerebrais de assuntos de teste em intervalos regulares via EEG. Descobrimos que os campos eletromagnéticos específicos esporadicamente atuavam no cérebro das cobaias, sem terem consciência desse fenômeno. Uma de nossas descobertas mais surpreendentes foi a de que os indivíduos do teste com “ondas cerebrais” poderiam ser alterados através da exposição do cérebro às ondas eletromagnéticas, e como se isso não fosse surpreendente o suficiente, nós também descobrimos que poderíamos até mesmo controlar os assuntos de teste de ondas cerebrais com estes campos. Por exemplo, a freqüência de EEG de um indivíduo de teste com uma base predominante de 10 hertz poderia ser aumentado para 12 hertz cada vez que nós expusemos o assunto para um campo eletromagnético exógena 10 hertz que foi então aumentada para 12 hertz. Concluímos a partir disso que ritmos endógenos são regidos por suas contrapartes exógena.

Estas experiências me convenceram, sem sombra de dúvida que as células humanas e campos eletromagnéticos de fato interagem, e isso pode na verdade ser uma das principais razões pelas quais decidi escrever este livro. Estes resultados também abriu meus olhos para os processos que foram de fundamental importância para minha própria pesquisa em que agora eu tinha provas, incontestáveis ​​empírica de que campos eletromagnéticos têm um impacto direto na atividade cerebral.

Pouco tempo depois me deparei com outro fenômeno que eu não podia sair da minha mente:

campos de força específica e os níveis de força de intensidade destes campos induzem percepções que poderiam apenas ser induzida pela administração de substâncias psicoativas.
Um campo geomagnético normal nos permite manter um estado normal de consciência alerta, incluindo o nosso sentido de tempo e que uma atividade gravemente anormal no campo geomagnético ou a ausência de um campo geomagnético provoca estados mentais anormais e um desarranjo do nosso senso de tempo. Em outras palavras o efeito das perturbações geomagnéticas são muito semelhantes ao de tomar drogas alucinógenas.

Por mais estranho que isso possa soar, eu posso assegurá-lo que é verdade. O estado mental alterado é provocado por processos neuroquímicos e a produção de substâncias psicoativas, ou seja alucinógenos endógenos. As anomalias mentais experimentadas pelos sujeitos de teste nos experimentos acima mencionados foram induzidas pelo "excedente" de produção de tais substâncias secundárias devido a retirada de, ou exposição a campos geomagnéticos muito fracos. Assim, sob certas condições, o cérebro tem a capacidade de produzir as chamadas substâncias ilegais. Em outras palavras, um fenômeno que, sob circunstâncias "normais" só poderia ser induzido através da prática da meditação, ou como também pode ser catalisada por campos eletromagnéticos exógenos.

Isto levanta as seguintes questões: O que exatamente acontece durante um evento como esse? É este fenômeno benéfico, ou pode ser prejudicial ou mesmo dependência?
O fato é que o cérebro tem a capacidade de produzir um produto químico para cada emoção que experimentamos
- um fenômeno que constitui o objecto de Moléculas da Emoção: A ciência por trás da medicina mente-corpo pelo Dr. Candace Pert, professor de Bioquímica na Universidade John Hopkins cujas observações a este respeito podem ser resumidas da seguinte forma: expansões de consciência são provocadas por uma família específica de moléculas. A diferença básica entre o nosso estado diurno e noturno da consciência encontra-se no nível de consciência.

Enquanto estamos dormindo, não estamos cientes da nossa existência e não temos memória de nossa vida de vigília, enquanto a situação inversa prevalece quando estamos acordados. Em outras palavras, estar dormindo cai dentro da esfera de inconsciência enquanto que estar acordado pertence ao domínio da consciência. Para além desta dicotomia, há um outro nível de consciência conhecido como iluminação ou satori, que discuto no comprimento abaixo. Substâncias específicas conhecidas como neurotransmissores são responsáveis ​​por todas as três fases.

Um dos principais neurotransmissores é a serotonina, que nos mantém em um estado de vigília e é, portanto, também responsável por nosso senso de tempo. Quando estamos sob a influência da serotonina - um efeito que pode ser aumentado mesmo por apenas um pequeno abraço - nós nos sentimos relaxados e felizes.
A deficiência aguda de serotonina pode provocar efeitos negativos que vão desde a melancolia extrema à depressão maníaca. No entanto, um nível de serotonina substancialmente elevada induz a emoções que vão da euforia ao êxtase.

Assim serotonina controla o nosso humor. Não há praticamente qualquer diferença entre a estrutura química da serotonina e do alucinógeno "psilocibina", que ocorre em um cogumelo que os povos de algumas culturas usam para tomar durante certos rituais. Por exemplo os maias que se referem a psilocibina como o "cogumelo maia", e os dervixes chamam de "cogumelo Sufi". A planta foi descrita por alguns como sendo o fruto do conhecimento do bem e do mal - uma denominação não muito diferente da referência em Gênesis ao fruto da árvore do conhecimento.

LSD - a forma sintetizada da psilocibina - é uma substância psicoativa que foi produzida pela primeira vez pelo químico Albert Hofmann em 1938, enquanto ele estava fazendo uma pesquisa sobre o fungo ergot, que é a Sclerotium (tóxico) do mesmo nome da planta seca de centeio. Hofmann tropeçou sobre os efeitos alucinógenos do LSD quando ele inadvertidamente absorveu a substância através de sua pele. Em seguida, ele repetiu essa experiência, tendo 250 microgramas de LSD, que ele sentiu foi a menor dose eficaz possível para um alucinógeno em comparação com a mescalina, o que foi o mais forte alucinógeno então conhecido. No entanto, Hofmann descobriu que 250 microgramas de LSD era o equivalente a cinco vezes a dose normal eficaz de mescalina.

Além do estado de sono acima (que se correlaciona com perda de consciência) e o estado de vigília (que se correlaciona com a consciência), há também o estado de iluminação ou hiper-consciência.

Substâncias neuroquímicas conhecidas como triptaminas são responsáveis ​​por todos esses três estados. O cérebro humano tem a capacidade de converter qualquer um destes triptaminas em outro tipo de triptamina. Assim como as transições de serotonina nos faz entrar num estado de vigília e sono, há também um neurotransmissor conhecido como adicional de melatonina (mencionado anteriormente em conexão com a glândula pituitária) que é responsável pelo nosso estado de "consciência" durante o sono. A serotonina é convertida em melatonina em proporção direta à forma como estamos sonolentos, até adormecer. As descobertas das pesquisas do sono, consciência e neuroquímica têm mostrado que um neurotransmissor conhecido como adicional dimetiltriptamina (DMT) é produzido no cérebro durante o sono profundo e hiper-consciente (iluminado), tornando DMT uma das drogas psicoativas mais poderosas de todas.

Infelizmente, nós literalmente dormimos com uma droga inebriante embora completamente ilegal, constituída durante o estado hiper-consciente (iluminado), e estamos, portanto, completamente inconscientes de sua ocorrência. Em outras palavras, embora nós experimentamos este estado e temos consciência disso, não temos memória do que ocorreu.

Ambos psilocibina e o neurotransmissor DMT são membros da mesma família química. Se pudéssemos experimentar diretamente esse estado elevado de consciência, seríamos capazes de perceber suas propriedades reais de expansão da consciência. Mas infelizmente isso está além do reino da possibilidade para os mortais comuns, e é atingível apenas por mestres espirituais quando atingem um estado de iluminação.

Apenas um estado mental em que sentimos que estamos "em harmonia" com todas as coisas nos permitirá ascender a esse nível de ser puro. Neste estado, o alter ego indevidamente importante se retira para o reino cósmico, onde se torna um com todas as coisas. Durante o sono, onde estamos dissociados de nosso ego e não temos memória de suas manifestações diárias em nossa consciência. É também por isso, durante as fases de sono profundo, somos capazes de chegar a um estado de iluminação, que é livre do ego ou do excesso de bagagem narcisista que nos aflige durante nossas horas de vigília.

Tem sido cientificamente provado que em certos dias, enquanto nós estamos em um estado de vigília, raios geomagnéticos solares causam perturbações em nosso cérebro onde produzem substâncias psicoativas com expansão de consciência, provocando alucinações, cuja incidência é maior durante os períodos onde as condições específicas geomagnéticas prevalecem.
A definição médica de uma alucinação é uma percepção sensorial enganosa que ocorre na ausência de um estímulo externo. Isso pode envolver experiências como ver objetos que de fato não existem ou ouvir vozes, na ausência de um alto-falante.

A característica saliente de alucinações (que pode afetar qualquer um dos sentidos) é que a alucinação é totalmente real para a pessoa que a experimenta e que não consegue distinguir a alucinação da realidade - tornando a experiência completamente diferente daquela de um devaneio.

Os acontecimentos do cosmos tem reservado para nós em 2012 pode ser comparado com o efeito de ser entregue um copo de suco em que alguém deixou cair algum LSD sem o nosso conhecimento. Tais estados alterados de consciência imprevistos, certamente ocorreram em outros momentos da história humana. Por exemplo, os repentinos surtos de histeria provocada por alucinações ocorreram regularmente durante a Idade Média. As pessoas afetadas não sabiam que comiam pão contendo o fungo ergot, cujo princípio ativo Albert Hofmann usou para fazer o LSD muitos anos depois. Na medida em que os efeitos alucinógenos da levedura do pão contendo o fungo eram desconhecidos na época, as pessoas afetadas só poderiam concluir que seu estado mental alterado era uma doença grave.

A analogia com esta evolução histórica e que nos espera ou em torno de 2012 - com a chegada prevista de uma enorme tempestade solar - é claro, eu acho. No mesmo ano distúrbios no campo de força são muito prováveis que provoquem não só desconcertantes estados mentais, mas também aqueles extremamente agradáveis. Mesmo se você tiver suas dúvidas sobre o termo "iluminação", você deve começar a meditar, no entanto, logo que possível, de modo que você vai ser receptivo a esses estados. Estas mudanças dentro de nós estão aí e da qual não se pode haver nenhuma dúvida - então você vai ter uma vantagem extremamente útil se você começar a instituir essas mudanças agora.

Estes estados mentais, que podem ser considerados como intervenções cósmicas, irão impactar diretamente as nossas vidas de várias maneiras. O tempo irá parecer se mover mais lentamente. O aumento da atividade geomagnética solar será associada com um aumento da incidência de estados alterados mentais. Vamos experimentar nervosismo, agressividade, depressão e euforia, por sua vez. Parece que o processo que nos permite encontrar o caminho para o conhecimento está ocorrendo através de um tipo de correção cosmicamente induzida.

Vamos experimentar fenômenos que afetam campos geomagnéticos e afins como uma expansão de nossa consciência que está ligada à nossa história pessoal e estado mental atual.
Entre 1983 e 2002, o pesquisador de neurociência cognitiva Michael Persinger publicou os resultados de 240 investigações de quase todas as percepções que a expansão da consciência foram induzidas por campos magnéticos.

Estas investigações foram realizadas da seguinte forma: Uma série de pessoas fizeram um teste sentados em uma cadeira em um quarto escuro com isolamento acústico e foram convidados a colocar um capacete de motocicleta adaptado com campo eletromagnético emissor de solenóides que emitia campos eletromagnéticos muito fracos no cérebro do sujeito do teste que era o equivalente a cerca de 1 / 20 do campo geomagnético.

Dr. Persinger, que também realizou pesquisas para a NASA, disse em uma entrevista que essas experiências lhe permitiram usar o cérebro como o seu próprio amplificador e reproduzir padrões de ondas cerebrais previamente gravados via EEG. Estes campos exerciam um efeito extremamente incomum. De acordo com o jornal alemão Die Zeit , "muitos dos indivíduos do teste sentiram uma "presença" estranha enquanto usavam o capacete de motocicleta do Dr. Persinger, como se houvesse outra pessoa na sala com eles." Além disso, alguns indivíduos do teste estavam absolutamente convencidos de que eles tinham percebido seres como anjos ou uma presença de Deus, enquanto outros fugiram do quarto no terror e ficaram impressionados com sentimentos negativos.

Para além dos efeitos comprovados dos acima mencionados campos magnéticos, estes resultados mostram que se uma pessoa permanece presa em seus velhos hábitos de pensar ou é receptivo a novas formas de ver as coisas é determinado por suas predisposições ou campo de energia. Uma pessoa pode fugir uma presença inexplicável em seu campo de percepção, outro poderia considerar essa presença como parte de sua consciência, e ainda outro pode iniciar um diálogo com a presença misteriosa e ser inspirado por ela.

Estudos realizados pelo professor Andrew Newberg lançam luz sobre a inestimável influência da meditação na atividade cerebral, através de investigações de oito monges budistas tibetanos e oito freiras franciscanas durante a meditação. Os indivíduos do teste foram convidados a aderir às suas práticas de meditação normal, tanto quanto possível durante os experimentos. Para este efeito e no interesse de prevenir os indivíduos do teste de ser distraído de seu processo de meditação em si, quando um indivíduo do teste sentia que tinha chegado a um estado meditativo, este sinalizava puxando uma corda, quando então uma substância radioativa era injetada por via intravenosa em sua corrente sanguínea. Isso foi feito porque partículas radioativas gravitam para as células cerebrais mais fortemente perfundidos. Assim, no final de cada sessão de meditação, os indivíduos do teste foram submetidos a um exame SPECT (Single Photon Emission Computed Tomography), que permite a visualização de partículas radioativas. Os resultados da medição durante a meditação demonstraram perfusão elevados em regiões específicas do cérebro.

A região do cérebro que está diretamente ligada à meditação é o centro de orientação associados nos lobos parietal, que graças ao fluxo constante de informações dos órgãos dos sentidos cria um limite bem definido entre o corpo e seu ambiente, e também cria um noção do tempo. Experimentos conduzidos na Universidade Ludwig Maximilians, em Munique têm mostrado que esta região é suscetível aos efeitos de campos geomagnéticos.

Nos experimentos de meditação, Newberg argumentou que "desligar" esta região do cérebro pode permitir que os indivíduos do teste para obter um sentido de unidade com o mundo durante a meditação, pois os limites entre o espaço e o tempo não eram mais perceptíveis. Os budistas chamam isso de nirvana, ou seja, uma dissolução no nada. As freiras, por outro lado, referiu a ele como a experiência de tornar-se um com Deus. Assim, parece que este estado é caracterizado por uma mistura conscientemente percebida como hiperespaço, que é uma dimensão superior, cuja existência foi demonstrada por ninguém menos que Max Planck.
Em qualquer caso, quando os indivíduos do teste estavam em um estado meditativo, as fronteiras entre o eu e o mundo foram dissolvidos - um fenômeno que é muitas vezes (algo confusamente) descrito como "sendo um com tudo o que existe." Segundo o professor Newberg, quando uma pessoa vai longe o suficiente o ego desaparece completamente e a pessoa experimenta uma sensação de unidade, da imensidão infinita. Em outras palavras, ela sente que a experiência mística é uma realidade biológica que é cientificamente perceptível, e que os seres humanos são, pela sua própria natureza, seres místicos com uma capacidade inata para a auto-transcendência sem esforço.

Infelizmente Newberg usa seus resultados para reduzir a religião aos seus aspectos místicos, ou seja, meditação e oração. Mas, certamente, para a maioria das pessoas as religiões, a sua religião é mais do que apenas a promessa ou a crença de que um poder superior determina o seu destino. Este ponto de vista da parte de Newberg foi alvo de críticas consideráveis ​​- por exemplo, do filósofo e neurocientista cognitivo Detlef Linke, que em seu livro Religion als Risiko, Geist, Glaube und Gehirn ("Religião como um risco, Fé Mente e Cérebro") assumiu a tarefa dos neurotheologistas com estas palavras: "Embora neurotheologistas sejam capazes de conciliar ciência e religião, depois de muitos anos de inimizade entre estas duas entidades e nos próximos anos, sem dúvida, esclarecer ainda mais sobre os processos biológicos de crença, suas descobertas não explicam o fenômeno da religião. Mesmo que seja verdade que os homens são animais que preferem abraçar crenças religiosas do que pensar racionalmente e logicamente, uma coisa é certa.: neurotheologistas nunca serão capazes de provar a existência de Deus, pois se Deus existe, Ele está em toda parte e não apenas no cérebro". No entanto, o neurologista Vilayanur Ramachandran, diretor do Center for Brain and Cognition e Professor de Psicologia do Departamento de Neurociência da Universidade da Califórnia, San Diego, identificou uma região do cérebro que ele se refere como o módulo de Deus, que ele sente que é intimamente ligado a pensamentos espirituais.

Talvez esta digressão tenha mudado seu pensamento tanto no que diz respeito ao significado do prazo de instabilidade (???). É certamente verdade que a atividade geomagnética da energia solar pode induzir a instabilidade em sistemas biológicos, e particularmente no cérebro humano, que é altamente suscetível a campos eletromagnéticos e magnéticos. Mas isso não significa que devemos ter medo de instabilidade. Precisamos ter em mente que um elemento existente em uma situação instável deve ser usada antes que ele possa dar origem a algo novo.

Além disso, os chamados pacientes sem esperança foram tratados com sucesso usando os efeitos do campos geomagnéticos da energia solar na percepção e consciência da mente. Esta terapia megawave, como é chamada, consiste na administração de campos eletromagnéticos que são idênticos aos encontrados na natureza. Esta terapia tem alcançado taxas de cura excepcionalmente elevadas em virtude do fato de que pela primeira vez, os pacientes entenderam a causa de seu transtorno. Daí esta terapia está intimamente ligada com um processo catalisado de consciência, e não em todos envolvem um procedimento mecanicista bruto.

Tal como acontece com os experimentos do capacete da motocicleta, o estímulo com campo eletromagnético é administrado diretamente na cabeça do paciente, de modo a permitir que as ondas eletromagnéticas penetrem profundamente no cérebro. Por outro lado, tem-se observado que os campos electromagnéticos exógenos provocam sintomas psicossomáticos.

Por outro lado, indivíduos saudáveis ​​que são expostos a estas mesmas freqüências terapêuticas sempre relatam ter experimentado um estado alterado de consciência, e ao fazê-lo indicam que, de repente, inexplicavelmente e com alegria viam as "coisas deste mundo" em um contexto maior. Você pode, naturalmente, se perguntar se essas experiências podem ser atribuídas a tontura ou meras ilusões - em outras palavras, pseudo-experiências subjetivas que são provocadas por campos eletromagnéticos.

A resposta a estas perguntas podem ser encontradas na objetividade das experiências que são induzidos por fenômenos externos. Quando essas questões são consideradas à luz do sucesso terapêutico, que foi conseguido com esses pacientes extremamente doentes, é justo dizer que o fim justifica os meios, em tais casos, que são em qualquer caso, difícil de avaliar. No entanto, podemos considerar o maior campo de força de expansão da consciência como um bom treino para todos os estados mentais que nos aguardam em 2012 e para os quais não há qualquer tipo de classificações de teste disponíveis.

Essas reflexões também servem como um lembrete de que nós vamos estar se comunicando com os fenômenos cósmicos em um futuro próximo. O que isso vai implicar a partir de um ponto de vista biológico?

Por cerca de três décadas agora eu tenho vindo a estudar os efeitos dos campos electromagnéticos nos sistemas biológicos. Minhas investigações iniciais, que datam de 1980, levou-me a postular uma teoria que eu mais tarde confirmei ou seja, que nossas células se comunicam entre si através de campos eletromagnéticos endógenos que regulam esses diálogos de células absolutamente essenciais. Minha pesquisa no momento em sistemas de células simples revelou claramente que a administração de campos eletromagnéticos específicos para as células em um prato de Petri tiveram um efeito regular e controlado sobre estas células.

Minha pesquisa também demonstrou que os sistemas celulares estáveis ​​que são deliberadamente dessincronizados podem ser devolvidos ao seu estado inicial por administrar os campos eletromagnéticos relevantes. Repeti estas experiências várias vezes e os validei através de análise estatística. Deve-se notar, no entanto, que esse tipo de efeito não se insere no âmbito do "estado da arte" na época, em outras palavras, não foi incluída nos currículos universitários. O carácter verdadeiramente surpreendente destes resultados levou-me a candidatar-me a uma patente alemã para este processo terapêutico em 1982 e uma patente europeia, no ano seguinte, o que eu foi premiado em 1986.

Para mim, essas patentes validaram o fato de que a minha descoberta representou um verdadeiro avanço científico, que é atribuído principalmente a caminho de minha vida incomum como um visionário, cientista e especialista na área de pesquisa de freqüência. Essas atividades me proporcionou o acesso direto às instituições acadêmicas que foram os líderes nesse campo. Além disso, durante o meu período como gerente de um projeto de pesquisa do Ministério da Alemanha de Pesquisa e Tecnologia, tive a oportunidade de estabelecer uma equipe interdisciplinar.

Nossos resultados de pesquisa, que foram apresentados em simpósios e conferências internacionais, solidificou minha compreensão do assunto que constitui a base para o livro. Os resultados mais importantes do meu ponto de vista eram aquelas que obtivemos em nossos experimentos com cobaias completamente assintomáticos (isto é saudável). Nesses experimentos, descobriu que os campos eletromagnéticos a que foram sujeitos os indivíduos do teste eram consistentes com DNA humano e freqüências de ressonância terrestre. As freqüências específicas que entraram em jogo foram de 150 MHz de freqüência transportadora básica - que é o equivalente de uma onda de 6,5 metros longa - com uma frequência modulada 8Hz nele.

Foi descoberto em 2002 que este é também o comprimento de uma molécula desenrolada de DNA humana. Nossos testes rendeu o efeito referido somente quando este freqüência de ressonância de 150 MHz foi usado no DNA e quando outras freqüências foram modulados nesta freqüência do portador, que encontramos também ocorre na natureza. No entanto, quando os seres humanos estão expostos a campos eletromagnéticos artificiais, os resultados são terríveis. Minha busca de patentes exaustiva me levaram a pelo menos algumas invenções patenteadas que são destinadas a uma aplicação completamente diferente da exposta ou seja, envolvendo freqüências eletromagnéticas específicas que são usadas como armas. Esta pesquisa também me levou à conclusão de que certos campos de força provocam pânico e ansiedade em seres humanos.

Se você acha que eu estou avançando algum tipo de teoria da conspiração aqui, um incidente que foi relatado nos meios de comunicação pode dar-lhe alimento para o pensamento. O que aconteceu foi que as pessoas desabrigadas no distrito financeiro de Londres relataram sentir aperto no peito e ansiedade quando expostos a certos campos electromagnéticos. Estes efeitos foram tão graves que os sem-teto foram obrigados a fugir de seus abrigos usuais.
Menciono este conto triste, de modo a evitar criar a impressão de que os campos eletromagnéticos são intrinsecamente benéficos. A natureza dos efeitos de tais campos é determinada apenas pela sua frequência e intensidade.

Todas as medições de ondas cerebrais (EEG) dos indivíduos nos experimentos acima mencionados foram realizados com os sujeitos em um estado relaxado, deitado de costas, com os olhos fechados. Antenas escondido debaixo de um travesseiro que emitia campos eletromagnéticos precisamente definidos foram posicionados perto da cabeça do sujeito. Sensores de ondas cerebrais (EEG) registraram todos os testes das ondas cerebrais durante todos os experimentos nos indivíduos. Assim que as antenas começaram emitindo campos electromagnéticos, os eletrodos colocados na cabeça do sujeito transmitiram sinais para a fonte de gravação de tal forma que o cérebro do indivíduo do teste (neurônios, por exemplo) emitiam sinais induzidos por campos eletromagnéticos que não teriam sido emitidos na ausência destes campos.

Os indivíduos do nosso teste exibiram campo induzido por atividade das ondas alfa superior a norma o que surpreendeu tanto a nós e nossos indivíduos, já que as ondas alfa normalmente indicam um estado semi-sonolência. Por exemplo, as ondas alfa predominam quando, em adormecer, a transição nos a um estado de sono, e, inversamente, ao despertar do sono. Curandeiros naturais induzem um estado alfa em seus pacientes antes de iniciar o tratamento por si só - mas é claro que sem o uso de campos de força exógena. Curandeiros genuínos têm a capacidade de induzir esses campos e curar seus pacientes através da força de vontade e convicção sozinha.

Minha invenção permite que um estado alfa, que é considerado como o limiar entre a consciência e a inconsciência, a ser utilizado para fins terapêuticos. Campos eletromagnéticos na faixa alfa (bem como freqüências de ressonância DNA) são administrados ao paciente de tal forma a colocá-lo em um estado expandido de consciência do self. Este por sua vez, produz um efeito terapêutico que principalmente decorre do fato de que o paciente é capaz de reconhecer a causa de sua doença, que ele já tinha interiorizado como um trauma. Este processo de reconhecimento é, sem dúvida, reforçada pelo fato de que o paciente permanece em um estado alfa, desde que o efeito dos campos eletromagnéticos permanecem constantes.

Na conjuntura em que o trabalho da mente consciente e inconsciente, em concerto, um fenômeno conhecido como "cura espontânea" ou "cura milagrosa" ocorre. Neste estado alfa, onde o paciente está completamente livre da ansiedade e pensamentos obsessivos, ele tem à sua disposição todos os seus poderes de auto-cura que no entanto só são mobilizados uma vez que tenha reconhecido a verdadeira causa de sua doença.

Em um experimento, um paciente terminal que sofre de uma doença incurável foi exposto a um campo magnético natural simulado, quando então o paciente viu imagens extremamente traumáticas em sua mente. O paciente inicialmente recusou-se a lidar com essas imagens, mas após o tratamento ainda mais ele confrontou as imagens e percebeu como caminho de sua vida havia provocado a sua doença. Esta constatação desencadeou o processo de cura desse paciente.

Escusado será dizer que estes resultados também se aplicam à situação do mundo está enfrentando atualmente. Por sobre a atual crise global como um sintoma de uma doença e olhando profundamente dentro de nós mesmos, seremos capazes de identificar a real causa desta doença. Que esta causa está intimamente ligada com as tendências olhando nosso umbigo e egoísmo endêmico virá como nenhuma surpresa para ninguém. Enquanto os nossos esforços para salvar a nós mesmos giram em torno dos sintomas de nossa condição, uma cura duradoura não será alcançada por nós. Nós só podemos salvar o nosso planeta se primeiro reconhecermos a verdadeira causa de sua doença. Este tipo de consciência podem ser obtidas através do uso de campos eletromagnéticos induzidos.

Por exemplo, se cada ser humano na Terra fosse exposto a campos electromagnéticos, como foi feito na terapia descrito acima, uma consciência coletiva por parte de todos os seres humanos vingariam, improvável que isso possa soar. E se esses campos eletromagnéticos já estavam exercendo seu efeito sobre a raça humana? Se as pessoas não estavam cientes destes efeitos do campo, sua primeira reação seria a duvidar de sua sanidade, o que pode levá-los a verificar em um hospital psiquiátrico por conta de seu estado mental "anormal".

Tais indivíduos genuinamente acreditariam que tinham perdido sua mente e estaria cheios de ansiedade o que, infelizmente, barra todo o acesso à nossa consciência superior. Mas se, por outro lado, nós doamos a um estado de calma e tranquilidade em outras palavras, se a transição para o nosso estado alfa , nós prontamente percebermos as conexões globais e sentir-mos liberados por eles.

Muitos não irão reconhecer imediatamente as mudanças induzidas na percepção cosmicamente, e à primeira vista descartá-los como os produtos de sua própria imaginação. No entanto, eu sei da minha experiência profissional que a disposição de uma pessoa a abrir-se à percepção intuitiva - um critério referido por psicólogos como "mentalidade e configuração" - é uma condição prévia para o sucesso. A não ser que estão armados com as informações que precisamos, podemos sofrer em vez de beneficiar dos efeitos indesejáveis ​​das "anomalias"geomagnéticas.

Na corrida até 2012, o conhecimento é e será a porta de entrada para a experiência positiva. Muitas pessoas percebem que algumas de suas melhores idéias e mais incomuns têm vindo a elas em dias com particularmente elevada atividade solar-geomagnética. Este fenômeno também tem sido cientificamente comprovado por cientistas da NASA. A neurociência cognitiva pesquisador Michael Persinger foi o primeiro a descobrir que cobaias expostas a campos magnéticos específicos, de repente ganharam muito discernimento espiritual. Estes resultados são ainda mais surpreendentes em que até mesmo endurecidos ateus relataram ter profundos sentimentos religiosos de serem expostos a campos magnéticos.
Em vista do fato de que os campos eletromagnéticos podem ajudar um paciente a identificar a causa de sua doença, é bem dentro do reino da possibilidade de que campos de força cósmica poderia permitir que toda a raça humana para chegar a uma compreensão semelhante sobre o nosso planeta. Precisamos ter em mente aqui que as condições físicas já estão em vigor que permitam a cada um de nós para entrar e explorar o nosso mundo interior, para que possamos identificar a bagagem mental que vive em torno de nós e determinar o que precisamos fazer, a fim para livrar-nos dela. Em suma, as condições para uma expansão de consciência já estão em vigor.

Dieter Broers é um biofísico que estuda o uso do eletromagnetismo para a cura. Ele tem uma série de invenções patenteadas.