Dica de filme: A Profecia Celestina

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Um outro filme excelente, referência cinematográfica para todos aqueles interessados em esoterismo, auto-conhecimento e tradição mística ancestral. Baseado no livro, que se encontra em nossa biblioteca virtual.

Download via Torrent AQUI (em inglês)

ou

AQUI (em espanhol)


Legendas AQUI




Título original: The Celestine Prophecy
De: Armand Mastroiani
Com: Matthew Settle, Thomas Kretschmann, sarah Wayne Callies
Género: Aventura
Classificacao: M/12
Estúdios: Celestine Films LLC
EUA, 2006, Cores, 99 min.

SINOPSE: “… Não vejas com a cabeça mas com a alma. O caminho que procuramos está mesmo à nossa frente – escondido numa corrente de intuição e coincidência – esperando para nos levar para outro mundo. Olha mais perto… Procura os teus olhos de ver.” Depois do enorme sucesso de vendas da obra de James Redfield, o filme, preenchido por uma estimulante banda sonora, leva-nos numa intrigante aventura, através da história de John Woodson, um homem cuja vida se encontra numa encruzilhada e que está prestes a experimentar uma dramática e profunda metamorfose. Através de um conjunto de coincidências John dá consigo no Peru, à procura de uma antiga lenda conhecida como “Profecia Celestina”. Resistente de início, céptico e inseguro, ele descobre que cada passo que dá, cada pessoa que encontra, levam-no para um novo nível de conhecimento. É neste despertar para uma consciência mais elevada que ele descobre o verdadeiro sentido da vida e o seu próprio destino.

A fêmea condor

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Conta-se que vivia em alto ponto nos Andes um condor fêmea.

Por razões que existem para justificar essa história essa condor estava chocando 11 ovos.

Sim, 11 ovos no mesmo ninho, nas alturas colocado, sob a grande condor protegidos dos ventos gelados.

Do nada que eram, possibilidades erráticas, começaram os ovos a se tornar sementes, potenciais seres, os genes misturados, vindos de sua longa estrada traziam consigo o aprendizado de tantas combinações.

Num certo momento os ovos começaram a ter um contato telepático entre si.

E passaram a conversar.

Sobre o que conversavam?

Ora , falavam sobre coisas de ovos, sobre suas fantasias de estar vivendo, da "realidade" que criam viver.

Com o passar do tempo os ovos notaram que um estado de limitação, de opressão se estabelecia entre eles.

Sentiam um certo desconforto e parecia que o desconforto aumentava com o passar do tempo.

Algo os limitava, algo os prendia, mas não sabiam o quê.

Não percebiam que estando se desenvolvendo era natural que a casca os fizesse sentirem-se presos.

Então um entre eles resolveu ser o messias, o que sabia da realidade final das coisas.

- Irmãos, pregava ele, tive uma revelação. Descobri a causa de nosso desconforto, de nossa crescente ansiedade.

Silêncio! Aquilo era importante.

- O vitelo irmãos, (o alimento que o pássaro vai comendo enquanto está no ovo) é o vitelo que aumenta nossa tristeza, nossa sensação de desconforto.

- Sentimos desconforto porque estamos nos tornando mais materiais, mais pesados, temos que nos espiritualizar irmãos, só se nos espiritualizarmos vamos reencontrar a felicidade e leveza perdidas.

Ora , isso era fato, um pássaro no ovo comendo vitelo vai ficando mais pronto e é claro que sente mais os limites do ovo.

Mas não sabiam desse fato e a "revelação" do pregador parecia ter total sentido.

Aí criaram o movimento fundamentalista:

"Só comemos vitelo suficiente para não morrer".

A nova moda era espiritualizar-se para recuperar o estado anterior de maior leveza e dissolução.

Como o crescimento acabou mais lento acreditavam que o pregador lhes revelara sublime verdade e logo declararam:

- Alimentar-se é pecado!

- Ficar mais denso é pecado!

Crendo nisso viveram por um tempo numa languidez, numa indolência, desnutrida existência, onde a pasmaceira resultante era tida por paz ...

Mas um dos ovos, sempre tem esse um, revoltou-se contra aquilo.

- Ora , pensava, se sempre me alimentei por que vou deixar de fazer isso agora, me sinto fraco, frágil, vou é comer.

E voltou a comer.

E comendo plenamente sentiu que estava oprimido, é verdade, sentiu limites, mas não deixou se angustiar por isso e descobriu que sentir os limites de sua condição não era necessariamente associado a angústia e a exasperação.

Era um condicionamento responder assim.

Foi logicamente excomungado da comunidade, mal exemplo a ser negado.

Ovos não conhecem cores, senão teriam dito que ele era um mago negro! ; )

Aí se ovos tivessem listas de debates iam debater se magia negra é aquela que manda comer o vitelo e magia branca é o que , em beneficio da espiritualização , manda deixar de comer.

O fato é que ele continuou a se desenvolver enquanto os outros estavam estacionados.

Certo dia foram todos, telepaticamente, pregar para o rebelde.

Reparem que no estado de ovos eles não fazem nada, apenas imaginam que fazem.

Como ovos não há agir, só fantasia de agir, por isso podem se dedicar as doutrinas mais estapafúrdias e sem nexo e ainda as sustentar por uma vida.

E lá iam pregar, mudar o diferente, o perigoso, o que com seus atos negava o senso comum.

E quem nega com atos é sempre mais perigoso que quem nega em teoria.

Convertê-lo, salvar sua alma.

O rebelde foi perdendo a paciência com aquela conversa lamurienta, pois sem comer eles não conseguiam mais pensar e ficavam repetindo a mesma frase alegando ter sido revelada pelo grande deus "Ovão".

Não era um diálogo, era um monólogo repetitivo de frases decoradas contra a argumentação do rebelde, com suas habilidades plenas por estar bem alimentado.

O rebelde num movimento brusco , com sua parte mais densa (o bico) quebrou a casca do ovo.

Para quem viveu no interior escuro do ovo a luz do dia entrando era trevas e no susto desapareceu do contato telepático com seus irmãos.

Terror, o pregador, aproveitador como todo bom pregador já pregou:

- Estão vendo o que acontece a quem desobedece os sagrados mandamentos? Vamos rezar ao Ovão irmãos pela alma desse pecador que se perdeu.

Para eles o rebelde havia morrido.

Mas para o mundo aqui fora, para a condor mãe o primeiro dos ovos vingara e ele nascera.

Tudo era novo.

A principio sentiu terror, depois êxtase.

E quando contemplou aqueles olhos enormes , aquele ser poderoso, novo medo.

Quem seria?

O diabo a castigá-lo? Deus a puni-lo por ter contrariado o pregador e se alimentado?

Com os dias o medo deu lugar ao assombro e este ao fascínio de estar vivo.

Nem deus nem demônio, só sua mãe.

O azul do céu, o sol, os picos nevados, a Mãe Condor que agora lhe dava alimento. Dormia muito ainda, pouco notava das saídas e volta da mãe.

Noite, estrelas, lua, estava extasiado.

Então se lembrou!

Seus irmãos, suas irmãs naquele estado limitado dentro dos ovos, crendo no pregador.

Agora ele sabia que era parte do crescimento sentir desconforto, sentir limites.

Fugir disso era fugir do sair do ovo. Do vir para este mundo, este sim real.

Contou a sua mãe que queria encontrar um meio de falar com seus irmãos e explicar o que descobrira.

Ela riu.

- Mesmo que pudesse meu filho, como falaria de céu azul? De vento?

Como falaria dos picos nevados? Quer mesmo ajudar, então te aninha quando fores dormir aqui, junto aos ovos e transmite teu calor, assim podes ajudar que choquem mais rápido.

Mesmo lentamente , um a um os ovos foram sendo chocados e nasciam.

Ao final de algum tempo todos nasceram, quer dizer quase todos.

O pregador não nasceu, espiritualizou-se tanto que gorou...

Este conto me foi passado por um xamã quando cheguei na presença dele cheio das minhas certezas sobre "evoluir" e "espiritualizar".

Júlio Cesar Guerrero / Nuvem que passa

Dica de filme: O Último Samurai

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O Último Samurai é um filme excelente sobre o conflito entre duas culturas, onde a cultura samurai sucumbe diante da cultura modernizante de um Japão que se abria para o Ocidente. No filme vemos um processo parecido com o que ocorreu com a cultura nativa americana diante da colonização-globalização. Vemos também a conversão de um homem, que fez o caminho inverso, a um novo modo de vida, tornando-se de colonizador em samurai, de predador em guerreiro, de perseguidor em aliado de um modo de vida em sintonia com a Terra e com a tradição ancestral do Japão. No filme encontramos o mito do guerreiro, um mito que sobrevive, um mito eterno, recontado de forma belíssima através da sétima arte.

Download do filme via Torrent AQUI!

Download da legenda em português AQUI!

Download da trilha sonora AQUI!



seta3.gif (99 bytes) Ficha Técnica
Título Original: The Last Samurai
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 144 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2003
Site Oficial: www.lastsamurai.com
Estúdio: Warner Bros. / Cruise-Wagner Productions / Radar Pictures Inc. / The Bedford Falls Company
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Edward Zwick
Roteiro: John Logan, Marshall Herskovitz e Edward Zwick, baseado em estória de John Logan
Produção: Tom Cruise, Tom Engelman, Marshall Herskovitz, Scott Kroopf, Paula Wagner e Edward Zwick
Música: Hans Zimmer
Fotografia: John Toll
Desenho de Produção: Lilly Kilvert
Direção de Arte: Christopher Burian-Mohr, Jess Gonchor e Kim Sinclair
Figurino: Ngila Dickson
Edição: Victor Du Bois e Steven Rosenblum
Efeitos Especiais: Digital Dimension / Pixel Magic / Christov Effects and Design Inc. / Digital Filmworks Inc. / Full Scale Effects Inc. / Matte World / Flash Film Works / Modern Videofilm Inc. / Rising Sun Pictures / VCE Pyromania

seta3.gif (99 bytes) Elenco
Tom Cruise (Nathan Algren)
Ken Watanabe (Katsumoto)
Billy Connolly (Zebulon Gant)
Tony Goldwyn (Coronel Bagley)
Masato Harada (Omuta)
Masashi Odate (Acompanhante de Omuta)
John Koyoma (Guarda-costas de Omuta)
Timothy Spall (Simon Graham)
Shichinosuke Nakamura (Imperador Meiji)
Togo Igawa (General Hasegawa)
Shin Koyamada (Nobutada)
Hiroyuki Sanada (Ujio)
Shun Sugata (Nakao)
Seizo Fukumoto (Samurai silencioso)
William Atherton (Winchester Rep)


seta3.gif (99 bytes) Sinopse
Em 1870 é enviado ao Japão o capitão Nathan Algren (Tom Cruise), um conceituado militar norte-americano. A missão de Algren é treinar as tropas do imperador Meiji (Shichinosuke Nakamura), para que elas possam eliminar os últimos samurais que ainda vivem na região. Porém, após ser capturado pelo inimigo, Algren aprende com Katsumoto (Ken Watanabe) o código de honra dos samurais e passa a ficar em dúvida sobre que lado apoiar.

Espelho Enevoado

Há quatro mil anos, existia um jovem que morava perto de uma cidade rodeada de montanhas. O rapaz estudava para se tornar um xamã Tolteca, aprendia a sabedoria de seus ancestrais, mas discordava daquilo que aprendia. Algo dentro dele, dizia que existia algo mais além do que ele aprendia com seus professores.

Certo dia, enquanto descansava numa caverna, caiu num sono profundo e sonhou que via seu próprio corpo dormindo profundamente.

Abandonou a caverna numa noite em que a lua nova encontrava-se no seu ápice. A noite estava clara, e ele ao olhar o céu viu milhares de estrelas. Um arrepio percorreu todo o seu ser, e ele sentiu que algo estava transformando sua vida para sempre. Olhou para suas mãos, sentiu o seu corpo e escutou sua própria voz que sai de seus lábios dizendo: “Sou feito de luz e de estrelas.”

Visualizou novamente as estrelas no céu e percebeu que não eram estrelas que criavam a luz, mas antes a luz que criava as estrelas. “Tudo é feito de luz”, acrescentou ele, “e o espaço no meio não é vazio.” Ele soube tudo o que existe num ser vivo, e que a luz é a mensageira da vida, porque está viva e contém todas as informações.

Passou a compreender que embora fosse feito de estrelas, ele não era essas estrelas. “Sou o que existe entre as estrelas”, pensou. Chamou as estrelas de tonal e a luz entre elas, de nagual, e soube que o que criava a harmonia e o espaço entre os dois é a Vida ou Intenção. Sem a Vida, o tonal e o nagual não poderiam existir. A Vida é a força do absoluto, do supremo, do Criador que cria tudo.
Foi isso o que ele descobriu: tudo o que existe é uma manifestação do ser que denominamos Deus. Tudo é Deus. E ele chegou à conclusão de que a percepção humana é apenas a luz que percebe a luz. Também viu que a matéria é um espelho – tudo é um espelho que reflete e cria imagens dessa luz – e o mundo da ilusão, o Sonho, é apenas fumaça que não permite enxergarmos o que realmente somos. “O verdadeiro nós é puro amor, pura luz”, disse ele.

Essa compreensão mudou sua vida. Uma vez que ele soube quem realmente era, olhou ao redor para os outros seres humanos e para o restante da natureza e ficou surpreso com o que viu. Viu a ele mesmo em tudo – em cada ser humano, em cada animal, em cada árvore, na água, na chuva, nas nuvens, na terra. E viu que a Vida misturava o tonal e o nagual de formas diferentes para criar bilhões de manifestações da Vida.

Naqueles poucos momentos ele compreendeu tudo. Ficou muito excitado, e seu coração encheu-se de paz. Mal podia esperar para contar a seu povo o que descobrira. Mas não encontrava palavras para explicar. Tentou falar com os outros, mas eles não conseguiam entender. Eles haviam percebido que o rapaz havia mudado, que algo deslumbrante se irradiava da sua voz e de seus olhos. Observaram que ele não julgava mais as pessoas e as coisas. Ele não se parecia mais com os outros.

O rapaz entendia as outras pessoas muito bem, mas ninguém conseguia entende-lo. Acreditavam que ele fosse a encarnação viva do Criador, ele sorriu quando escutou estes comentários à cerca de sua pessoa, e lhes falou: “É verdade. Sou o Criador, Mas vocês também o são. Somos o mesmo, eu e vocês. Somos imagens de luz.

Somos Deus.”

Mas mesmo assim, as pessoas não o compreendiam. Havia descoberto que era um espelho para as outras pessoas, um espelho no qual podia observar a si mesmo. “Todos nós somos um espelho.” Viu a si mesmo em todos, mas ninguém o viu como eles mesmos. Compreendeu que as outras pessoas estavam sonhando, mas sem consciência, sem saber o que realmente eram. Não podiam vê-lo como eles mesmos porque havia um nevoeiro entre os espelhos. E essa parede era construída pela interpretação das imagens de luz – o Sonho dos seres humanos.

Então ele percebeu que logo iria esquecer tudo o que aprendera. Queria lembrar-se de todas as visões que tivera; portanto decidiu chamar a si mesmo de Espelho Enevoado, para que sempre soubesse que a matéria é um espelho e que a névoa do meio é o que nos impede de saber quem somos. Ele disse: “Sou Espelho Enevoado, porque estou vendo a mim mesmo em todos vocês, mas nós não reconhecemos um ao outro por causa do nevoeiro entre nós. Esse nevoeiro é um Sonho, e o espelho é você, o Sonhador.”

Extraído da obra de Don Miguel Ruiz

Saúde e Êxtase

sábado, 2 de agosto de 2008

Saúde é o silêncio dos órgãos.

Iluminação é o silêncio da mente.

A saúde do espírito é a iluminação, o êxtase.