A Realidade é a Matrix

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Documentário - The Illuminati

A macabra conexão entre políticos de países do 1º mundo, banqueiros internacionais, empresários de alto escalão com as chamadas sociedades secretas do tipo Maçonaria, formando uma elite corrupta e podre, dominada pela sede de poder, que controla ou intenta controlar o mundo através de meios diversos, inclusive controle mental via mídia e via ritual. Os membros de tais sociedades formam um poder paralelo, dominando a máquina do Estado, prestando juramento de fidelidade e segredo entre si, opondo-se ao interesse público, comum e humano. O nome disso não deveria ser sociedade secreta e sim outro: formação de quadrilha em nível mundial. Membros de tais sociedades realizam pactos com certas entidades para a manutenção do status quo. Revelar e expor tais atividades é uma arma contra esse tipo de atividade sinistra e deletéria. JFK em seu último discurso antes de ser assassinado por tais grupos fez isso claramente, como pode ser visto em Zeitgeist.


The Illuminati (2005) - LINKS ATUALIZADOS

Excelente documentario! The Illuminati tira em registros históricos, filmagens e fotos que leva o observador a uma viagem de descoberta - começa com o assassinato de JFK, pelas profundidades escuras das duas "Guerras" do Golfo, e o traz até a data de hoje com detalhes de como membros da sociedade secreta Skull & Bones projetou as eleições presidenciais de 2000 e 2004 nos EUA. Este documentário leva você a fundo nas florestas do norte da Califórnia com filmagens cortesia de Alex Jones, secretamente filmada, expondo os rituais anuais do Clube de Bohemian que ridiculariza sacrifícios - cerimônias que foram assistidas durante anos por presidentes, Vice-presidentes dos EUA e diretor geral das maiores corporações do mundo.

Os assuntos Cobertos: Aleister Crowley; 33 grau da Maçonaria • Albert Pike & The Ku Klux Klan • Tony Blair & A Loja Maçonica 1591 Studholme • Filmagens de dentro da tumba dos The Skull & Bones • Winston Churchill & A Ordem dos Druidas • Lojas Maçonicas Dentro do Parlamento Inglês • A O.T.O. & A Golden Dawn • Membros da Familia Real Britanica do Hitler’s SS • Possessão Satânica • Adoração de Demônio Entre Estrelas de Hollywood • Como a Eleição Americana de 2004 foi Arrumada.

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Download via Megaupload - 1ª parte e 2ª parte



O Apocalipse Quântico e o Universo Holográfico

domingo, 29 de agosto de 2010

O golpe do petróleo como combustível fóssil - 4ª parte

sábado, 28 de agosto de 2010

A idéia de que o petróleo tem origem fóssil é sem dúvida a noção mais estúpida que existe introduzida na mente de pessoas importantes durante um prolongado período de tempo - Sir Fred Hoyle, matemático, astrofísico e escritor.

O golpe do petróleo como combustível fóssil - 3ª parte

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Vídeo, em espanhol, que mostra que a teoria do petróleo abiótico é tão antiga quanto a teoria do petróleo fóssil, sendo que a primeira já foi provada e a segunda e mais aceita no mundo ocidental nunca foi provada, é apenas um dogma de acobertamento, como já vimos na 1ª e 2ª parte deste post.



Se você quer esconder algo dos povos introduza uma maneira de pensar que é tão afastada da realidade que se a verdade for revelada ela acabe por parecer tão ridícula e fantástica para que a maioria a aceite. Com efeito, se você fez bem o seu trabalho as pessoas irão transformar a verdade em algo irrisório. Vão dizer que é uma loucura e irão ridicularizar quem a promovê-la.

David Icke

É mais fácil fender um átomo do que um preconceito - Einstein.

O golpe do petróleo como combustível fóssil - 2ª parte

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pessoal,

antes de ler essa entrevista leiam o post de 30 de julho para poderem entender que não existe o propalado pico do petróleo, que o petróleo é um combustível renovável produzido no interior da Terra e que a chamada crise do petróleo que assistimos desde 1979 e até mesmo antes é completamente forjada pela elite mundial para concentrar renda e produzir guerras em nome de algo que é abundante na Natureza: petróleo. Agradecimentos ao "Disclosure" que deixou essa pista no comentário feito na 1ª parte sobre o golpe do petróleo.

Em entrevista sobre a origem do petróleo, publicada no site Alles Schall und Rauch, em 31/01/2010, o Prof. Vladimir Kutcherov afirma que "em todo cenário, a principal questão deveria ser a proteção ao meio ambiente."

Professor Vladimir Kutcherov

Qual é sua motivação e o que o levou a pesquisar a origem do petróleo?

Eu era estudante da universidade pública russa para petróleo e gás e redigi lá minha primeira dissertação no ano de 1987. Então escrevi minha tese de doutorado em Moscou, em 2005. Eu trabalhei na Universidade Umeå, na Suécia, por alguns anos e sou agora professor no KTH - Royal Institute of Technology, aqui na Suécia. Eu coordeno também o departamento de minha universidade natal para petróleo e gás e sou professor da academia federal para tecnologia de química fina, em Moscou. Esta é minha formação e o que me levou a estudar nos últimos 20 anos as características e mecanismos dos complexos sistemas de hidrocarbonetos. Para mim, a origem do petróleo foi a questão mais interessante já na época da graduação, na Rússia.

Desde o início da última década, eu fui iniciador do projeto "petróleo profundo" e conduzi investigações experimentais sobre esse tema. O objetivo principal é provar se existe a possibilidade de criação de hidrocarboneto sob determinadas condições sobre o manto terrestre, onde temperatura, pressão e conteúdo do manto sejam considerados. E no ano de 2002, após intensas pesquisas, nós publicamos uma série de artigos onde estas questões foram respondidas; ... sim, eles são abióticos. É uma realidade que complexas ligações de hidrocarbonetos se formam naturalmente. Estes resultados das pesquisas foram publicados nas academias de ciência nos EUA, na Rússia e na Ucrânia.

Como foi a reação aos resultados de sua pesquisa que foram publicados no ano passado?

A visão moderna sobre o conteúdo da parte superior do manto terrestre é a seguinte: não há quase mais dúvidas que a forma mais simples de hidrocarboneto, metano ou CH4, existe no manto, nas profundezas de nosso planeta. E nosso experimento foi muito simples, nós queríamos descobrir se este metano, sob as condições que predominam na parte superior do manto terrestre, a uma profundidade de cerca de 150 km, pode se transformar em hidrocarbonetos pesados.

O que é gás natural? Para responder de forma bem simples, é uma mistura de quatro hidrocarbonetos saturados, metano até 99%, então etano, alguma coisa de propano e butano. Nós enclausuramos o metano em uma câmara de pressão e reproduzimos as condições idênticas àquelas da parte superior do manto. A temperatura esteve entre 1.000 e 2.000 K (K é o símbolo da unidade de temperatura denominada "kelvin". 273K = 0ºC - NR) e pressão entre 20.000 e 70.000 atmosferas. Estas são as condições existentes a uma profundidade de 150 km.

Nós fizemos esta experiência com meus doutorandos, Anton Kolesnikov e um dos principais pesquisadores do instituto de geofísica na universidade de Carnegie em Washington DC, Alexander Goncharov. E nosso resultado foi: sim, metano pode ser transformado em hidrocarbonetos pesados. Nós encontramos uma mistura de composição semelhante ao gás natural, que se encontra por toda parte em nosso planeta. Definitivamente, não há mais dúvidas que podemos transformar, sob certas condições, metano em gás natural.

E podemos transformá-lo também em petróleo?

Algumas considerações sobre o petróleo. Com petróleo queremos dizer todas as formas de hidrocarbonetos, do gás até matéria sólida, de gás natural até piche, que se originam das rochas.

(Nota: a palavra petroleum vem do grego e significa óleo de pedra. Pétra = pedra, rocha e oleum = óleo. Palavras têm significados. Os gregos já sabiam de onde ele vinha?)

Petróleo é uma caracterização genérica. Se você me questiona sobre o petróleo bruto como é extraído, por exemplo, na Arábia Saudita, então minha resposta será, não, ainda não. Mas em nossas experiências, nós conseguimos uma mistura de hidrocarboneto parecida com gás condensado, ou seja, hidrocarboneto leve, algo como gasolina. No laboratório em Washington apareceu gás natural. Em nossas experiências, cujos resultados nós iremos publicar nos próximos meses, apareceram formações bem mais complexas. Nada de petróleo bruto, pelo menos ainda não!

Essa é uma afirmação bastante revolucionária. Com isso você diria ser possível que todo o petróleo do planeta seja originário de um processo químico abiótico? Ou você diz que o petróleo é originário de ambos, de um processo abiótico e de um processo biótico através dos fósseis?

Essa é a pergunta padrão. Eu não sou geólogo, mas sim um físico experimental. Eu confio somente nas experiências. Nós confirmamos simplesmente que produtos complexos do petroleum podem se originar sob condições especiais como aquelas que existem na parte superior do manto terrestre. Nunca existiu um experimento que provasse a origem de toda a cadeia de petróleo ou gás natural através de fósseis. Houve apenas estágios intermediários, que foram imitados. Mas ninguém no mundo publicou uma pesquisa que confirmasse todo processo, dos fósseis até o petróleo bruto.

Isso nunca foi provado?

Nunca foi através de um experimento!

Isso é interessante. Então toda a opinião acadêmica atual sobre a origem do petróleo se baseia somente numa afirmação?

Alguns estágios intermediários foram modelados, mas todo o processo, dos plânctons até o petróleo bruto, nunca.

Um dos argumentos para a origem abiótica do petróleo é que ele se encontra a uma profundidade muito grande, até 13 km. Isso é um argumento contra o combustível fóssil?

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O que nós dizemos é que diferentes produtos do petróleo podem aparecer a uma profundidade de 40, 50 ou 70 km. O que concerne à descoberta, a última descoberta de petróleo pela BP foi feita no Golfo do México. Eles perfuraram um poço bastante, muito profundo, até 10,5 km e encontraram lá depósitos de petróleo. Eu gostaria de lembrar que a teoria do aparecimento de petróleo biótico permite uma profundidade de 5, ou digamos 7 km. Porém, nós temos aqui 10,5 km. Como petróleo pode ser encontrado à profundidade de 10,5 km, isso ninguém pôde explicar ainda. Mas se nós supusermos que o petróleo provém de grandes profundidades, então tudo torna-se claro.

Como petróleo é mais leve que as rochas de seu entorno, ele se move para cima e não afunda.

Totalmente correto. Eu não digo que a teoria biótica seja totalmente falsa. O que eu digo é que permitam que façamos experiências. Deixem-nos entender todo o mecanismo, compreender todo o processo de formação do processo. Nós queremos apenas encontrar a verdade.

Naturalmente, essa é a verdadeira razão de ser da ciência e não se prender a afirmações que não foram comprovadas.

Sim, exato, não se trata de especulação, mas sim de pura experiência. Isto é o início e aqui o resultado. Então qualquer um pode tirar suas conclusões. Em todo caso, nós podemos comprovar que a produção de hidrocarbonetos a grandes profundidades é possível.

É correto que alguns poços de petróleo da Rússia se encheram novamente?

Claro que sim, e não apenas alguns. As últimas investigações no campo petrolífero de Romashkino, um dos maiores da parte européia da Rússia, mostram que se preencheram de novo com petróleo. E existe somente uma fonte para isso, a uma grande profundidade. Não é possível explicar este fato com a chamada "migração horizontal". Também não existe uma fonte orgânica para isso. Não há como duvidar, vem petróleo novo no campo petrolífero de Romashkino e ele provém das profundezas.

(Nota: o campo petrolífero de Romashkino na República de Tatarstan começou a funcionar em 1948 e já deveria ter-se extinguido há muito tempo, mas ele continua ainda extraindo petróleo.)

Nós não podemos ainda dizer de qual profundidade ele vem, todavia ainda não, mas sem dúvida alguma, trata-se de um novo petróleo profundo.

Quer dizer, se alcançarmos a equivalência entre extração e preenchimento, ou seja, a extração se reduzisse a um nível compatível com o preenchimento natural, então um campo petrolífero nunca se extinguiria?

Essa é uma excelente pergunta. Nossos experimentos mostram que todos os gigantescos campos petrolíferos têm essa fonte profunda para preenchê-los, e se pudéssemos calcular o quanto de petróleo flui anualmente, nós poderíamos desenvolver uma nova estratégia, como os grandes campos se esgotam. Nós teríamos que extrair a quantidade de petróleo equivalente àquela que flui para o campo. Neste caso não seria necessário o auxílio de injeção de água. Nós poderíamos utilizar os campos petrolíferos por toda eternidade, pelo menos algumas centenas de milhares de anos.

Uau, esse é um aspecto muito interessante.

Sim e toda extração do petróleo deve ser repensada devido a esta longa vida útil. Nós necessitamos tubos de aço nos buracos de prospecção que durem centenas de anos e não 40 como agora. Nós necessitamos equipamentos totalmente novos, os quais permaneçam em funcionamento por longo período. Nós não precisamos apenas repensar a estratégia de extração do petróleo dos campos, mas desenvolver toda a vida útil da infra-estrutura. O conjunto de toda a indústria de petróleo e gás natural deve ser iluminada dentro desta perspectiva.

Você poderia confirmar que petróleo tem origem principalmente onde existem fendas na Terra? Como a grande fenda africana que vai de Moçambique até Uganda, Sudão, Mar Vermelho, até o Iraque. Ao longo desta linha existe a maior reserva de petróleo do mundo. O petróleo sobe à superfície devido à fenda?

Petróleo e gás natural, como eu disse, são produzidos em grandes profundidades. Como eles aparecem então próximos à superfície? Somente através de canais de migração, ou seja, estradas que os levam ao topo. Isso está completamente esclarecido. São fendas profundas como você mencionou. Estas fendas profundas e os arredores são as novas regiões onde se deve explorar petróleo. Pois o petróleo vem das profundezas, procura um caminho em direção à superfície através das fendas e se distribui então na largura. Por isso não há necessidade em procurar petróleo por toda parte, mas sim somente no entorno dessas fendas.

Como se encontram estas fendas profundas? Através da refração sísmica profunda, que é bem cara, porém bastante precisa. Mas um outro método consiste em procurar petróleo onde caíram meteoritos, ou seja, em grandes crateras de meteoritos que se formaram há muito tempo atrás. E uma dessas crateras, bem conhecida, é a cratera do lago Siljan, na Suécia.

(Nota: a cratera do lago de Siljan tem um diâmetro de 55 km e a maior estrutura de impacto na Europa.)

Recentemente uma firma particular começou a perfurar na cratera de Siljan e eles encontraram gás natural em pequenas quantidades em centenas de locais. Eles me perguntaram se eu podia atuar como consultor para este projeto. Nós analisamos agora as características destes gases e também das camadas geológicas. Nosso objetivo é encontrar uma grande reserva de gás natural, que possa ser então aproveitada industrialmente.

Isso significa que se um grande meteoro atinge a Terra, esse tremendo impacto abre a crosta terrestre?

Correto. Este meteorito provoca uma fenda profunda e divide através da explosão, até 40 ou 50 km de profundidade. E os hidrocarbonetos, que repousam no manto terrestre, podem subir pela fenda.

(Nota: O golfo do México, que tem uma forma circular, apareceu provavelmente através de um grande impacto de meteorito. Lá é encontrado muito petróleo e gás natural e existe no fundo do mar o chamado asfalto vulcânico e um sem número de hidrato de metano.)

Isso significa que existe muito mais petróleo e gás natural do que até então se supunha. Pode-se achar essa fonte de energia praticamente por toda parte, ou não?

Eu não diria por toda parte, pois fendas profundas são resultados de placas tectônicas e crateras originadas por impactos são apenas uma pequena causa para as fendas. Detalhe é que estas zonas são um bom local para se tentar procurar por petróleo e gás natural.

Eu sei que você não quer adentrar numa discussão política, mas sim permanecer nos fatos científicos, mas isso terá enormes conseqüências, no que concerne uma discussão sobre a alegada crise energética, você não acha?

Sim, isso irá ocorrer. Minha opinião é que não importa qual será a solução final para isso. O caminho mais fácil seria continuar fazendo como tem sido feito até o presente e, digamos, usar o gás natural como principal fornecedor de energia para nosso planeta. O caminho mais difícil é desenvolver uma nova fonte de energia, como moinho de vento ou outro tipo de fusão, hidrelétrica etc. Minha opinião é que a solução com gás natural é a melhor e oferece segurança. Mas não importa como, em todo cenário a principal questão deveria ser a proteção ao meio ambiente.

Um pequeno exemplo: nos EUA temos mais de 600 milhões de veículos em trânsito e queimam petróleo. Isso é loucura. Dois terços do petróleo bruto são utilizados para o transporte. Por que os políticos não interferem e sobretaxam, por exemplo, a utilização do segundo, terceiro ou até do quarto veículo de um único orçamento doméstico? A principal questão que eu quero salientar, independente de qual estratégia seja adotada, como será resolvida a questão da proteção do meio ambiente?

Para mim são duas questões separadas, de onde vem o petróleo e qual conseqüência política teremos.

Isso está totalmente correto. Segundo nossas investigações, nós não precisamos nos preocupar com a quantidade de hidrocarboneto em nosso planeta, existe suficiente para um milhão de anos e eu logo vou provar isso. A questão, como utilizar esse recurso, é que me preocupa antes de tudo.

Existem informações de geólogos norte-americanos e suas pesquisas, que dizem que a quantidade total de metano como gás, em nosso planeta, é de X milhões de metros cúbicos. É uma quantidade conhecida que se pode obter na internet. Quanto gás natural nós utilizamos por ano? Isso também é conhecido. Quando se divide um valor pelo outro, vê-se que os depósitos são suficientes para milhões de anos.

Uau, você quer dizer que o hidrato de metano que está depositado no fundo dos oceanos foi formado do gás metano a alta pressão e baixa temperatura?

Sim, trata-se justamente disto. No momento nós não sabemos como devemos extraí-lo. Um metro cúbico de hidrato de metano fornece cerca de 170 metros cúbicos de metano. Mas é só uma questão de tempo até que seja desenvolvida uma extração rentável. Em todo caso, é bem simples desenvolver essa tecnologia, como uma completa alternativa ao sistema atual.

Se isso se confirma, então desapareceria a necessidade de conduzir guerra por causa do petróleo. É disso que se trata, ou?

Certo. Existe um livro que meu amigo Bill Engdahl escreveu, sobre a nova ordem mundial dos anglo-americanos. O que está lá é absolutamente correto (Mit der Ölwaffe zur Weltmacht - Chegar a potência mundial com a arma do petróleo).

Qual direção você tomará no futuro?

Eu apresentarei nos próximos meses o cenário do petróleo que espera nosso planeta. Acontece um grande congresso sobre energia na Europa, onde ministros, peritos e jornalistas se encontram e eu fui convidado a discursar. Eu irei apresentar de forma bastante simples o desenvolvimento do petróleo, referente ao consumo de energia em nosso planeta, inclusive a solução da questão ecológica, que deve ser tratada antes de tudo.

Minha opinião é que gás natural e petróleo são a solução para a produção de energia, pelo menos para os próximos séculos. Atualmente, cerca de 61% da energia provêm deles.

Existe ainda algo, uma mensagem, que você queira transmitir aos leitores? Como eles devem agir, por exemplo?

Nós vivemos no final do início da era do petróleo. Nós nem atingimos o meio.

Quer dizer que ainda não estamos no período do "Peak-Oil"?

Isso é uma idiotice total.

O que você diz, por um lado devemos nos preocupar com o meio ambiente, mas não precisamos nos preocupar com o final do petróleo e do gás natural.

Sim, nós temos petróleo e gás natural suficientes. Deixe-nos refletir como utilizar corretamente essa matéria-prima, para proveito de toda humanidade, mas ao mesmo tempo precisamos proteger nosso planeta.

Muito obrigado pela entrevista.

Publicada originalmente no site Alles Schall und Rauch, 31 de janeiro de 2010.

Os quatro inimigos

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

- Um homem de conhecimento - disse Don Juan - é aquele que seguiu honestamente as dificuldades da aprendizagem; um homem que sem se precipitar ou hesitar, foi tão longe quanto pôde para desvendar os segredos da sabedoria.

- O que é preciso para se tornar um homem de conhecimento?

- O homem tem que desafiar e vencer seus quatro inimigos naturais. Um homem pode chamar-se um homem de conhecimento somente se for capaz de vencer seus quatro inimigos.

- Mas há algum requisito especial que o homem tenha de atender antes de lutar contra esses inimigos?

- Não. Qualquer pessoa pode tornar-se um homem de conhecimento; muitos poucos o conseguem realmente, mas isto é natural. Os inimigos que um indivíduo encontra no caminho do saber para tornar-se um homem de conhecimento são realmente formidáveis; a maioria dos homens sucumbe a eles...

Quando eu estava me preparando para partir, tornei a lhe perguntar acerca dos inimigos do homem de conhecimento. Argumentei que ia passar algum tempo sem voltar, e que seria uma boa idéia escrever as coisas que ele tivesse a dizer e pensar a respeito enquanto estivesse fora. Hesitou um pouco, mas depois começou a falar.

- Quando um homem começa a aprender, ele nunca sabe muito claramente quais são seus objetivos. Seu propósito é falho; sua intenção, vaga.
Espera recompensas que nunca se materializarão, pois não conhece nada das dificuldades da aprendizagem. Devagar ele começa a aprender... a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes. E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo.


Aprender nunca é o que se espera.


Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder. Seu propósito torna-se uma batalha. "E assim ele depara com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro, e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rondando, à espreita. E se o homem, apavorado com sua presença, foge, seu inimigo terá posto um fim à sua busca."

- O que acontece com o homem se ele fugir com medo?

- Nada acontece a não ser que ele nunca aprenderá. Nunca se tornará um homem de conhecimento. Talvez se torne um tirano, ou um pobre homem apavorado e inofensivo; de qualquer forma, será um homem vencido. Seu primeiro inimigo terá posto fim a seus desejos.

- E o que pode ele fazer para vencer o medo?

- A resposta é muito simples. Não deve fugir. Deve desafiar o medo, e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte na aprendizagem, e o seguinte, e o seguinte.
Deve ter medo, plenamente, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recua. O homem começa a sentir seguro de si. Seu propósito torna-se mais forte. Aprender não é mais uma tarefa aterradora. Quando chega esse momento feliz, o homem pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimgo natural.

- Isso acontece de uma vez, Don Juan, ou aos poucos?

- Acontece aos poucos, e no entanto o medo é vencido de repente e depressa.

- Mas o homem não terá medo outra vez, se lhe acontecer alguma coisa nova?

- Não. Uma vez que o homem venceu o medo, fica livre dele o resto da vida, porque, em vez do medo, ele adquiriu clareza... uma clareza de espírito que apaga o medo. Então, o homem já conhece seus desejos; sabe como satisfazê-los.
Pode antecipar os novos passos na aprendizagem e uma clareza viva cerca tudo. O homem sente que nada lhe oculta. "E assim ele encontra seu segundo inimigo: a clareza! Essa clareza de espírito, que é tão difícil de obter, elimina o medo, mas também cega. Obriga o homem a nunca duvidar de si. Dá-lhe a segurança de que ele pode fazer o que bem entender, pois ele vê tudo claramente. E ele é corajoso, porque é claro; e não para diante de nada, porque é claro. Mas tudo isso é um engano; é como uma coisa incompleta. Se o homem sucumbir a esse poder de faz de conta, terá sucumbido ao seu segundo inimigo e tateará com a aprendizagem. Vai precipitar-se quando devia ser paciente, ou vai ser paciente quando devia precipitar-se. E taterá com a aprendizagem até ser incapaz de aprender qualquer coisa mais."

- O que acontece com um homem que é derrotado assim, Don Juan? Ele morre por isso?

- Não, não morre. Seu inimigo acaba de impedi-lo de se tornar um homem de conhecimento; em vez disso, o homem pode tornar-se um guerreiro valente, ou um palhaço. No entanto, a clareza, pela qual ele pagou tão caro, nunca mais se transformará de novo em trevas ou medo.
Será claro enquanto viver, mas não aprenderá nem desejará mais nada.

- Mas o que tem de fazer para não ser vencido?

- Tem de fazer o que fez com o medo: tem de desafiar sua clareza e usá-la só para ver, e
esperar com paciência e medir com cuidado antes de dar novos passos; deve pensar, acima de tudo, que sua clareza é quase um erro. E virá o momento em que ele compreenderá que sua clareza era só um ponto diante de sua vista. E assim ele terá vencido seu segundo inimigo, e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo. Isso não será um engano. Não será um ponto diante de sua vista. Será o verdadeiro poder. "Ele saberá a essa altura que o poder que vem buscando há tanto tempo é seu, por fim. Pode fazer o que quiser com ele. Vê tudo o que está em volta. Mas também encontra seu terceiro inimigo: o poder! O poder é o mais forte de todos os inimigos. E, naturalmente, a coisa mais fácil é ceder; afinal de contas, o homem é realmente invencível. Ele comanda; começa correndo riscos calculados e termina estabelecendo regras, porque é um senhor. Um homem nesse estágio quase nem nota que seu terceiro inimigo se aproxima. E de repente, sem saber, certamente terá perdido a batalha. Seu inimigo o terá transformado em um homem cruel e caprichoso."

- E ele perderá o poder?

- Não, ele nunca perderá sua clareza e seu poder.

- Então, o que o distingue de um homem de conhecimento?

-
Um homem que é derrotado pelo poder morre sem realmente saber manejá-lo. O poder é apenas uma carga em seu destino. Um homem desses não tem domínio sobre si, e não sabe quando ou como usar o poder.

- A derrota por algum desses inimigos é uma derrota final?

- Claro que é final. Uma vez que esses inimigos dominem o homem, não há nada que ele possa fazer.

- Será possível, por exemplo, que o homem derrotado pelo poder veja seu erro e se emende.

- Não. Uma vez que o homem cede, está liquidado.

- Mas se ele estiver temporariamente cego pelo poder, e depois o recusar?

- Isso significa que a batalha continua. Isso significa que ele ainda está tentando ser um homem de conhecimento. O indivíduo é derrotado quando não tenta mais e se abandona.

- Mas então Don Juan, é possível a um homem entregar-se ao medo durante anos, mas no fim vencê-lo?

- Não, isso não é verdade. Se ele ceder ao medo, nunca o vencerá, porque se desviará do conhecimento e nunca mais tentará. Mas se procurar aprender durante anos no meio de seu medo, acabará dominando-o, porque nunca se entregou realmente a ele.

- E como o homem pode vencer seu terceiro inimgo, Don Juan?

-
Também tem de desafiá-lo propositadamente. Tem de vir a compreender que o poder que parece ter adquirido na verdade nunca é seu. Deve controlar-se em todas as ocasiões, tratando com cuidado e lealdade tudo o que aprendeu. Se conseguir ver que a clareza e o poder, sem controle, são piores do que os erros, ele chegará a um ponto em que está tudo controlado. Então, saberá quando e como usar seu poder. E assim terá derrotado seu terceiro inimigo. "O homem estará, então, no fim de sua jornada do saber, e quase sem perceber, encontrará seu último inimigo: a velhice! Este inimigo é o mais cruel de todos, o único que ele não conseguirá derrotar completamente, mas apenas afastar. É o momento em que o homem não tem mais receios, não tem mais impaciências de clareza de espírito... um momento em que todo seu poder está controlado, mas também um momento em que ele sente um desejo irresistível de descansar. Se ele ceder completamente a seu desejo de se deitar e esquecer, se ele se afundar na fadiga, terá perdido a última batalha, e seu inimigo o reduzirá a uma criatura velha e débil. Seu desejo de se retirar dominará toda sua clareza, seu poder e sabedoria. Mas se o homem sacode sua fadiga e vive seu destino completamente, então poderá ser chamado de um homem de conhecimento, nem que seja no breve momento em que ele consegue lutar contra seu último inimigo invencível. Esse momento de clareza, de poder e conhecimento é o suficiente."


Trecho de livro "A Erva do Diabo" - (Don Juan / Carlos Castaneda) - 8 de abril de 1962


Auto-Hemoterapia: fortaleça seu sistema imunológico

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Hemoterapia: essa é mais uma técnica simples, poderosa e baratíssima para fortalecimento do sistema imunológico, prevenção e cura de uma série de doenças. Tal técnica precisa ser divulgada, estudada e pesquisada por todos. A seguir um vídeo de mais de duas horas, que é uma verdadeira aula de medicina, com um dos médicos responsáveis, o Dr. Luiz Moura, pela divulgação de tal técnica, que existe desde 1940!

Por favor, assistam, vocês vão receber uma informação preciosa.

Hacker prova que urna eletrônica é fraudável e é preso

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Poderia ser no Brasil, mas é na Índia que usa praticamente o mesmo sistema. Pois é, aqui não é diferente, é o mesmo discurso de invulnerabilidade do TSE - Tribunal Superior Eleitoral - para esconder a fraude que ocorre dentro da Justiça Eleitoral, é uma vergonha completa, é o coronelismo eletrônico, é a ditadura digital, é o golpe de estado operado pelos homens da toga, via computador. Há uma série de evidências sobre a fraude, que o TSE como réu e juiz, simplesmente, desconsidera. Como o TSE pode ser juiz de si mesmo? Vergonha! Se o TSE insiste no discurso da invulnerabilidade das urnas é apenas por uma razão: o medo da casa cair e o maior escândalo da República vir à tona. E ela cairá!

Altieres Rohr Especial para o G1

Hari Prasad é o principal pesquisador de segurança indiano envolvido com urnas eletrônicas.

Dez policiais invadiram a casa do ativista Hari Prasad, em Hyderabad , na Índia, neste sábado (21), em busca de informações sobre a fonte anônima que cedeu uma urna eletrônica para pesquisa realizada pelo hacker no início do ano. Prasad não revelou o nome da fonte e foi levado a Mumbai - uma viagem de 14 horas - e acabou preso. Os policiais admitiram estar “sob pressão”, de acordo com uma conversa por telefone de Prasad com o colega J. Alex Halderman, professor na Universidade de Michigan.

Prasad e Halderman trabalharam juntos em um estudo que mostrou como uma urna eletrônica indiana poderia ser modificada para fraudar uma eleição. Eles também conseguiram fazer com que a urna pudesse ser controlada remotamente por um celular. As modificações propostas pelos pesquisadores seriam difíceis de notar.

Halderman é o mesmo pesquisador que mostrou este mês ser possível instalar o jogo Pac-man em urnas usadas nos Estados Unidos.

A pesquisa foi realizada com uma urna enviada a Prasad por uma fonte anônima em fevereiro. As autoridades indianas não permitem testes com as urnas, alegando que elas são “invulneráveis”, apesar das suspeitas de fraudes nas eleições do país.

Os resultados deixaram políticos e cidadãos em dúvida a respeito do sistema de votação eletrônica indiano. Houve quem pediu que o projeto inteiro das máquinas fosse abandonado. Segundo os especialistas, 16 partidos políticos mostraram preocupação com o uso de sistemas eletrônicos para contabilizar os votos.

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/08/policia-prende-hacker-indiano-que-identificou-falha-em-urna-eletronica.html

Ver as notícias originais em inglês (incluindo vídeo) em:

http://www.freedom-to-tinker.com/blog/jhalderm/electronic-voting-researcher-arrested-over-anonymous-source

http://rop.gonggri.jp/?p=340


Fim do Mundo

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Algumas pessoas se preocupam com o fim do mundo sem se perceberem que a morte, venha da maneira como vier, é sempre um fenômeno individual. E como tal implica tão somente no fim do mundo da própria pessoa. Assim termos tais como fim do mundo, apocalipse e a data do momento 2.012 são apenas maneiras de alimentar uma fantasia, uma ilusão que esconde o fenômeno da própria morte como algo inteiramente pessoal e que pode ocorrer a qualquer instante, não pela colisão de um astro com a Terra, mas por um simples tropeço no paralelepípedo da esquina. Assim escapamos da nossa responsabilidade primordial, viver as nossas próprias vidas, aqui e agora, com toda a impecabilidade que nos é possível.

Cannabis: o poder erótico e espiritual da Erva

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A deusa egípcia Seshat representada com uma folha de marijüana sobre a cabeça. Seshat foi uma divindade protetora das bibliotecas, do conhecimento e da geomancia entre outras coisas.

DIR.: Bast, a Artemis grega, deusa da sabedoria. Entre os egípcios, zoomorfa meio-gato, meio-mulher, acreditava-se que dominava variados aspectos da vida civilizada: do Sol Nascente, como filha de Rá; e também deusa da iluminação [intelectual], do lar, do sexo, da fertilidade e do parto, dos prazeres físicos e, curiosamente, deusa das lésbicas que, no país do faraó, eram associadas à verdade, honestidade.
In CANNABIS PR-NTR-KTM

As origens do uso erótico/sexual da marijüana remonta ao surgimento dos ritos de fertilidade associados às primeiras práticas da agricultura - em uma época em que a ligação do homem com a terra, com os campos, era compreendida como uma relação religiosa. Entre comunidades primitivas de caçadores, os shamans usaram a magia "imitativa" ou magia simpática [de reprodução, representação da realidade] para obter sucesso na expedições de caça. Vestiam peles de animais, envergavam cabeças de grandes mamíferos em suas danças mágicas. Quando as comunidades fizeram sua transição da economia de caça-coleta para a economia agrária, a mesma lógica foi aplicada aos campos cultivados. Os ciclos das colheitas eram acompanhados de simbolismos e festas rituais.

Para estimular o bom desenvolvimento dos campos, os primeiros agricultores acreditavam na necessidade de renovar, periodicamente, o "matrimônio" entre a divindade da Terra e a divindade dos Céus. [Como na mitologia grega, Urano, o Céu, fecunda a Terra, Gaia]. O tema principal desses rituais, portanto, era o sexo, posto que era/é meio de fecundação. Orgias coletivas eram praticadas nos campos; orgias que, mais tarde, foram ritualizadas em cerimônias fechadas entre o rei e sua consorte ou entre sacerdotes e sacerdotisas.

A cannabis é considerada uma das culturas mais antigas da humanidade e a planta tem poderosas qualidades afrodisíacas. As práticas orgiásticas começaram precocemente justamente entre aquelas comunidades pioneiras no cultivo e uso da planta e uma das primeiras práticas religiosas da humanidade foi o coito ritual praticado nos campos.

Experiência Religiosa

O pesquisador da marijüana, Sula Benetowa, diz que a origem deste antigo culto, da cannabis, pode ser encontrada no Oriente Médio. No artigo Tracing Onde World Through Different Languages, ele escreve: "Tendo em conta o elemento matriarcal da cultura semita é possível afirmar que a Ásia Menor foi o centro de onde se propagou ambos os caracteres socioculturais: o matriarcalismo e o uso massivo do hashish [essência oleaginosa da maconha].

Um desses "elementos matriarcais" refere-se ao culto da deusa semita Asherah [em algumas tradições, dita consorte de Jehová], para quem era queimada a cannabis como incenso sagrado. Os corpos também eram "ungidos" com um o óleo da cannabis, o Santo Óleo, semelhante ao usado por Moisés e outros profetas e reis judeus da Antiguidade. [ver CC#5, Kaneh Bosm: the hidden story of cannabis in the old testament].


Objetos relacionados ao uso de cannabis foram encontrados em tumbas congeladas dos antigos Citas [Scythians] nas montanhas Altai, na fronteira entre a Rússia e a Mongólia. No sítio arqueológico também foram achadas sementes e restos dos "frutos" [berlotas] da planta. O Citas usavam a maconha reunindo-se em cabanas onde a erva era queimada e todos aspiravam seus vapores "mágicos" - um "efeito sauna". Essa prática de "repirar cannabis" foi mencionada por Herótodo e data de 500 a.C.. In Hallucinogenic Plants | EROWID.ORG

William Cole, em Sex and Love in The Bible, fala do culto a Asherah, enquanto cônjuge ou "aspecto feminino" do "deus" israelita Jehovah: "Era foi uma divindade da Natureza, simbolizando sexualidade e fertilidade. Em muitas passagens do Antigo Testamento existem referências a Asherah, representada [o] como um pilar de madeira, um objeto de devoção. Claramente, é um símbolo fálico, ocupando lugar similar ao Lingam hindu.

Cole também explica que muitos deuses e deusas antigos aparecem em pares de macho/fêmea, [uma referência aos Hermafroditas de Raças Antigas]. Tais deuses também são retratados criando o mundo/Universo através de uma cópula [ato sexual].

"Os devotos destas divindades, aparentemente acreditavam no dever religioso da magia imitativa na qual, homem e mulher copulavam no solo, misturando suas "sementes" e seus desejos com a terra que, assim, tornar-se-ia ou continuaria fértil, pela partilha do ato sexual praticado pelos humanos. As orgias envolviam o uso de psicotrópicos, substâncias alucinógenas ou relaxantes/excitantes além de atividade sexual intensa e heterodoxa como importante fator de eficiência "mágica".

Canção Erótica de Salomão

Uma passagem clássica de "erotismo bíblico", o Cântico dos Cânticos, atribuído ao rei Salomão, atualmente é amplamente aceita como um texto litúrgico-amoroso integrante dos culto ao deus/deusa da fertilidade na região do Oriente Médio. É fato histórico conhecido que o rei israelita Salomão foi iniciado em cultos estrangeiros diversos em virtude do íntimo contato com a cultura de suas numerosas esposas, provenientes de diferentes nações, como o culto a Astarte e a queima ritual do incenso de cannabis [1 Reis 11:3-5].

Não é surpresa, portanto, encontrar umas tantas referências bíblicas diretas à cannabis nos Cânticos de Salomão:

"O quanto é intenso o seu amor, minha irmã, minha noiva! Mais delicioso que o vinho é o teu amor e a fragrância de seu óleo [ungënto], mais deliciosa é que o aroma das especiarias. Seu corpo é um pomar de frutos abundantes, de romãs, de henna e nardos, nardos e açafrões, cannabis [Kaneh Bosm] e canela e todas as árvores de incenso" ... [Cântico dos Cânticos 4:8-14]. Outra passagem demonstra explicitamente a a simbologia sexual dentro da liturgia [cerimônia religiosa]:

Meu amor tocou-me a caverna
e meu ser fervia por ele
Eu me ergui e me abri para o meu amor
a minhas mãos gotejavam a mirra
A mirra escorrendo entre os dedos
sobre as mãos...
E eu abri minhas cadeias para o meu amor

Cântico dos Cânticos 5:4-6


Astarte foi adorada como filha e contraparte [aspecto] de Asherah e, tal como sua "mãe", seu culto era associado às práticas sexuais e ao uso da cannabis. Tanto o Cântico dos Cânticos quanto o Hino a Ishtar [outra divindade mesopotâmica] são narrativas de união conjugal. Cerimônias muito parecidas, que incluem o culto ao sexo e uso ritual da cannabis, são encontradas na Índia [ainda nos dias atuais].


O Festival das Carruagens, que data de época pré-Védica, ainda é realizado pelo culto Jagahath, em Puri. Nesta antiga festividade, carruagens com decoração elaborada, representando o "mundo em ação", saem em cortejo levando a figura velada do "Senhor do Universo" e sua noiva. Acredita-se que uma das figuras veladas é um lingam [pênis] gigante.


Durante o Festival de Jagganath, as "prostitutas do templo" desempenham o papel de "esposas do rei-deus" e mantêm relações sexuais com o "rei" ou sacerdotes a fim de obter abundantes chuvas de estação. O uso da cannabis faz parte dos rituais. O pesquisador do psicodelismo, Jonathan Ott, em seu livro Pharmacotheon, conta que os ingleses suprimiram, proibindo, esse ritual em toda a Índia e a atuação das devadasis, as prostitutas sagradas. A tradição desapareceu lentamente exceto em Puri.

Shiva & Kali


O uso da marijüana é parte do culto Tântrico Hindu de Shiva e Kali, duas das mais antigas divindades do mundo. O uso erótico ritual da cannabis também está inserido em no contexto da obtenção de fertilidade. A forte associação de Shiva com a cannabis está claramente demonstrada na antiga mitologia que envolve a planta bem como as minuciosos procedimentos dos devotos em relação aos campos sagrados.

Praticantes de tantra, seguidores de Shiva e Kali ainda usam marijüana como estimulante do sistema nervoso central capaz de ativar a energia chamada de kundalini, intimamente conectada com a energia sexual. É um costume milenar. Em The Woman's Encyclopedia of Myths and Secrets, a pesquisadora Barbara Walker explica:



Os principais fundamentos das práticas tântricas podem ser encontrados em tempos pré-históricos. Basicamente, é uma teosofia [pensamento religioso] que inclui o culto à Deusa-Mãe, às forças sexuais, à fertilidade, aos fenômenos naturais, tal como nos cultos animistas. Muitos dos símbolos usados no tantrismo contemporâneo, como os órgãos sexuais feminino e masculino, são semelhantes àqueles encontrados em cavernas paleolíticas, datando de 20 mil anos, em lugares tão diferentes quanto Europa Ocidental e China.

Sexo, Maconha e Energia


Os cultos à fertilidade, repletos de práticas sexuais, evoluíram ao longo das Eras e desenvolveram-se entre os estudiosos Gnósticos e os praticantes de Tantra. Tornou-se um "casamento sagrado" que acontece no plano mental dos praticantes. O ritual não se dedica mais à fecundidade da terra ou dos homens; antes, pretende proporcionar o encontro do indivíduo consigo mesmo e sua identificação com o Universo.

Ritos que usam o sexo e a cannabis buscam o despertar da kundalini e sua ascensão, ou seja, a ativação da energia sexual de modo tal que ela possa percorrer a coluna, alcançar a glândula pineal e atuar no cérebro como força criadora e re-generadora; e não mais e somente como força de geração física.

A glândula pineal é considerada a sede da alma, do espírito. É um órgão misterioso de funções praticamente desconhecidas mas para os praticantes do esoterismo, o uso da cannabis combinados com outras práticas, como relaxamento e meditação, produz uma ativação incomum da energia sexual. Nas palavras do místico Aleister Crowley, extremamente experiente quando o assunto é droga e sexo: "Quando você entende que Deus é meramente um nome para o instinto sexual não me parece tão difícil admitir que Deus está no sexo".

FONTE
Marijüana: the ultimate sex drug
CANNABIS CULTURE publicado em novembro | 1999
por Chris Bennett | tradução & adaptação: Ligia Cabús
http://jahmusic.vilabol.uol.com.br/rascultura/sexcannabis.htm

Steven Green: entrevista no Camelot Project

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Este homem, Steve Green, lidera um dos mais importantes projetos de informação e pressão social, política e cultural sobre o governo norte-americano no sentido de fazer com que este governo revele seus arquivos secretos sobre ETs, OVNIs, novas tecnologias. Ao mesmo tempo ele informa o público através de testemunhas fidedignas e documentos abalizados sobre tudo aquilo que vivenciou (eles vivenciaram) quando faziam parte do governo dos EUA e trabalhavam ligados a questão extra-terrestre e ao domínio de tecnologias que podem acabar com a miséria e trazer o reequilíbrio ecológico para nossa planeta.





Akrit Jaswal: o menino que irá curar o câncer

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Akrit Jaswal (nascido a 23 de Abril de 1993) é uma criança prodígio que ganhou fama na Índia, onde nasceu, como médico apesar de nunca ter feito o curso de medicina.

Esta criança génio avançou a fase de bebê e começou a andar. Ele começou a falar com 10 meses de idade. Com 5 anos já estava lendo um livro de Shakespeare, e aos 7 anos executou uma cirurgia em uma menina de 8 anos que ficou com os dedos colados após terem sidos queimados e ela foi realizada com sucesso.

Ele se tornou o mais jovem universitário da Índia e está estudando na Universidade de Punjab, em Chandigarh na Índia. Ele possui livros como "Gray's Anatomy" e manuais de cirurgia, anestesia, anatomia, fisiologia, câncer e outros. Akrit declarou tê-los dominado com o seu hábito diário de estudar uma hora.

Ele tem um Q.I. estimado em 146 através de um único teste[1]. Na sua localidade, Akrit Jaswal é considerado uma reencarnação. Ele é consultado pelos seus vizinhos e por pessoas de áreas adjacentes relativamente a doenças, receitas médicas e métodos de tratamento.

Ele declarou já estar trabalhando na cura do cancer há vários anos baseando-se em teorias de terapia genética oral - http://pt.wikipedia.org/wiki/Akrit_Jaswal.











Óleo de Cannabis cura câncer terminal

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Esse documentário me tocou profundamente. Tenho ciência que em parte foi por que minha mãe e meu pai morreram de câncer. Vários parentes também. Vários amigos e conhecidos. E muitas e muitas pessoas. E a cura é tão simples, tão fácil, encontra-se no óleo essencial de uma planta feita por Deus: Cannabis.

O óleo essencial da Cannabis cura câncer em estado terminal, e não só. Cura AIDs, diabetes, pressão alta, artrite, glaucoma, hemorróida e muitas outras doenças.

Rick Simpson, guerreiro canadense, que revela essa verdade verde ao mundo, nesse vídeo se pergunta que doença o óleo de Cannabis não é capaz de curar. Talvez a doença mental do preconceito. Como uma planta criada por Deus pode ser satanizada pelo homem?

Uma simples planta tem o poder de curar tantas doenças e desmontar toda a indústria do câncer e outras máfias da medicina. Entendem por que é proibida e entendem o por quê temos que lutar, divulgar, esclarecer? Temos que lutar para que nossos entes queridos não sejam sugados pelo câncer do lucro desvairado. A verdade e o amor é o que queremos. A Cannabis é o amor de Deus, é a cura divina, as provas e evidências estão aí, só não vê quem não quer, só não vê quem está tomado pela sede de lucro as custas do sangue dos seus irmãos.





http://www.youtube.com/watch?v=q4Vpq7oahJ8

http://www.youtube.com/watch?v=ejjnpmGXKHE

http://www.youtube.com/watch?v=9P3-wYqdovg

http://www.youtube.com/watch?v=5JeQLe9AJgI

Agradecimento a quem generosamente me indicou tais vídeos! Sou infinitamente grato!

A História dos Cosméticos

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

The Story of Cosmetics (Português) from Guilherme Machado on Vimeo.

Sakineh, Jane Burgermeister e a Cruz Celestial de 07 de agosto

domingo, 8 de agosto de 2010

Como escrevi no artigo de ontem, sobre a cruz no céu de 07 de agosto, temos mais uma mulher, mais uma verdadeira heroína sob ameaça das leis e da opressão do Estado dominado pela corporatocracia: Jane Burgermeister. Ela, em fevereiro de 2009, denunciou a contaminação da vacina contra a gripe suína pelo laboratório Baxter, na Áustria, e agora dia 12 de agosto irá ao tribunal de seu país falsamente acusada.

É bastante curioso que mulheres que vem a público para denunciar a ação opressora de grupos encastelados no Estado estejam sob ameaça nesse momento, quando no céu temos Saturno e Vênus em Libra e a Lua em Câncer com Plutão do outro lado em Capricórnio. Eis a tão famosa cruz celestial de 2010, que alguns chamaram de cruz do fim do mundo. A meu ver essas situações vividas por Sakineh, Jane Burgermeister e outras mulheres são indicadoras verdadeiras do significado de tal cruz astral. Eis o vídeo com Jane Burgermeister.



Agradecimentos à Célia, do Holos Gaia, pelo vídeo.

Uma mulher contra a Nova Ordem Mundial

Jane Bürgermeister, jornalista austríaca, recentemente apresentou acusações criminais junto ao FBI contra a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas (ONU), e vários altos funcionários governamentais e empresariais relativos ao bioterrorismo.

Jane criou um dossiê, entregue ao FBI, que mostra as evidências de que o virus da gripe suína foi criado em laboratório e usado para exterminar parte da populacao e forçar lei marcial.

"Evidências de que um sindicato internacional de criminosos corporativos, que se anexaram com altos oficiais do governo dentro dos Estados Unidos, estao levando adiante um genocídio em massa contra as pessoas dos Estados Unidos usando um vírus pandemico artificialmente (geneticamente) modificado, e um programa de vacinacao para causar morte em massa, ferimentos e despovoar os EUA de forma a trasferir o controle dos EUA para a OMS, a ONU e suas forcas afiliadas de seguranca (Tropas da UN e OTAN)"

Uma das acusações é contra a Baxter, que enviou 72 kilos de vírus da Áustria para vários países, como se fosse vacina. Jane cita também vários atos do governo e leis da ONU que dão poder ao governo, FEMA e a ONU para forçar vacinacao em massa, lei marcial e aprisionamento.

Jane foi despedida do seu emprego de correspondente européia para o site de energia renovável.



http://www.youtube.com/watch?v=Fdj8mA6EGUc - 2ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=OGGuTAQW7M0 - 3ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=Mv8VMYynyXc - 4ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=cGEuzs830N4 - 5ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=YDO2KgrZZrk - 6ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=2gcvXBYrn5c
- 7ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=9R9NxB6iops - 8ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=_qHg8mytAIc - 9ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=1uTx2AEnoR4
- 10ª parte

http://www.youtube.com/watch?v=y7idz1LyyLw - 11ª parte

Fontes:

Dossie (em ingles)
Bidflu666 - Blog de Jane
Infowars - Jornalista é despedida


A Cruz no céu de 07 de agosto e a cruz na Terra: Sakineh

sábado, 7 de agosto de 2010


Fiz um jogo de Tarot – cruz celta - para essa questão toda da cruz astral do dia 07 de agosto, tão falada, comentada e coisa e tal. A seguir coloco algumas impressões esparsas, que não vou aprofundar de todo.

Há nessa questão toda um anseio muito grande de que algo novo surja, nasça. Há uma necessidade muito grande de mudança e de busca pelo sentimento, pelo sentir, pelo amor, pelo afeto, pelo perdão. O ás de copas (1ª carta do Jogo) transborda sentimento, amor, desejo, esperança. É uma cornucópia de bons sentimentos. Cruzando o ás de copas temos a Rainha de Paus, representando a mulher, o feminino em seu aspecto mais aguerrido, ígneo, apaixonado. A questão toda envolve o sentimento e a mulher. No mapa do dia de amanhã com a famosa cruz astral temos a Lua e Vênus, então as questões femininas estão em alta.

Quando vejo essa cruz no céu me lembro de Jesus crucificado e de tantos outros mártires.

Hoje, em todas as manchetes, o (a) mártir é uma mulher: Sakineh, sujeita a ser apedrejada no Irã por ter cometido adultério. Lembremos que a cruz no céu tem de um lado Saturno e Vênus, de outro Júpiter e Urano. Saturno a querer castrar Vênus, as leis de um país como o Irã querendo apedrejar Sakineh. De outro lado nasce, surge um clamor mundial em favor de Sakineh representado por Júpiter, o grande benéfico, e Urano, o transgressor. No outro braço temos Lua de um lado e Plutão de outro. Plutão ou Hades foi quem raptou Perséfone causando a falência da Terra, Deméter, infeliz por ter a filha roubada. O apedrejamento de Sakineh corresponde, de certa forma, ao rapto de Perséfone, pois não se pode imaginar o inferno vivido por tal mulher. Sakineh encarna toda a violência cometida contra as mulheres ao longo do tempo – Vênus e Saturno.

Vênus e Saturno estão em Libra, casa da Justiça. De novo temos aí o julgamento de Sakineh. Me pergunto por que os céus apontam tão claramente para o caso de Sakineh. Talvez os deuses tenham se reunido em concílio escolhendo o caso Sakineh como referência para o que acontecerá com a humanidade daqui por diante. Se Sakineh for salva haverá ainda esperança para a humanidade, mas se não for então estaremos ferrados. Talvez. Certamente que isso politicamente pega mal para o Irã e dá mais gás aos desejos belicistas da aliança EUA-Israel. Diante de tal situação a mídia ofuscou os crimes recentes de Israel na faixa de Gaza e contra a frota humanitária que para lá se dirigia, transformando o Irã na bola da vez.

É um momento para, de fato, pedirmos, orarmos pela alma dessa mulher como representante de todas as mulheres, de toda a Terra, de todos os seres humanos que estão cansados de viver submetidos a regimes opressores, sejam eles o Irã, Israel, EUA ou outro qualquer, que transformaram o nosso mundo em algo que ele não deveria ser. Rezemos por Sakineh.

Me pergunto quantas Sakinehs não existem pelo mundo, sujeitas ao apedrejamento, em suas diversas formas, ao enforcamento, ao espancamento e as mais diferentes violências. Sakineh como mulher é uma expressão da própria Terra violentada pelo homem. Temos aí um estado teocrático, a religião perseguindo o feminino, a mulher. Mais uma vez o dragão apocalíptico persegue a mulher coroada por 12 estrelas.

O julgamento de Sakineh não será o julgamento de um estado de coisas que é inconcebível e que deve chegar ao fim?

Se é verdade que o que está em baixo e como o que está em cima, ao olhar para o alto e para nós mesmos podemos ter esperança? Tudo, talvez, dependerá do destino de Sakineh. Rezemos por ela, rezar por ela é como rezar por nós todos. Afinal, quem salva uma vida salva o mundo inteiro, palavras do Talmud.

Entre o fim do mundo, o fim de Sakineh, o fim do apedrejamento de Sakineh ou o fim de situações como essas, fico com as duas últimas, e sem a necessidade de mártires.

Fernando Augusto

obs: não aprofundei a análise do Jogo de Tarot, pois minha intuição me levou na direção do texto escrito, evitei falar do caso Sekinah e sobre certos detalhes astrológicos da cruz astral de 07 de agosto, pois há ampla informação pela rede, basta acessar os links disponíveis no post. Fica a música de Chico para esse momento. Será a cruz astral o Zepelim?


Saint Germain e Blavatsky

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Para mim, uma das figuras mais pitorescas, impressionantes e admiráveis na história moderna é o fazedor de maravilhas cujo nome intitula este artigo. O mundo não o vê como um recluso do deserto ou da selva, sujo, encarquilhado, cabeludo e vestido com farrapos, vivendo à parte de seus semelhantes e desprovido de simpatias humanas; mas como alguém que entre o esplendor das mais brilhantes cortes européias igualou-se aos maiores personagens que se movem no painel da história. Ele sobressaiu-se acima de todos eles – reis, nobres, filósofos, estadistas e homens de letras, na majestade de seu caráter pessoal, na nobreza de seus ideais e motivos, na consistência de seus atos e na profundidade de seu conhecimento, não só dos mistérios da Natureza, mas também da literatura de todos os povos e épocas. Lendo tudo o que eu pude encontrar sobre ele, incluindo os instrutivos artigos da Srª Cooper-Oakley no Theosophical Review (vols. 21 e 22), passei a amá-lo e também admirá-lo; amá-lo como amava H.P.B. [Helena Petrovna Blavatsky ]; e pela mesma razão – pois ele foi um mensageiro e agente da Loja Branca, cumprindo sua missão com altruística lealdade e fazendo para beneficiar os outros tudo o que cabe dentro do poder humano.

A recente leitura de uma memória biográfica sob a forma de um romance histórico, do famoso Souvenirs do Barão de Gleichen; de um interessante artigo no volume 6 do Le Lotus Bleu; do artigo sobre o Conde na Encyclopaedia Britannica, e noutras publicações, reavivou todas as minhas lembranças do que eu ouvira sobre ele, e, mais importante ainda, persuadiu-me de sua identidade com um dos mais encantadores dos Personagens Invisíveis que permaneceram por trás da máscara de H.P.B. durante a escrita de Ísis sem Véu. Quanto mais eu penso nisso, mais completamente me convenço da verdade desta suposição.

Antes de entrar nesses detalhes, contudo, será bom simplesmente dizer que um dia, no século XVIII, ele apareceu na França sob o nome mencionado acima. É dito que ele o havia tomado de uma propriedade comprada por ele no Tirol. A Srª Cooper-Oakley dá, baseada na autoridade da Srª. d’Adhémar, uma lista dos diferentes nomes sob os quais este fazedor de época foi conhecido, desde o ano 1710 até 1822. Cito os seguintes: Marquês de Montferrat, Conde Bellamare, Cavaleiro Schoening, Cavaleiro Weldon, Conde Soltikoff, Conde Tzarogy, Príncipe Ragoczy, e finalmente, Saint-Germain. A Srªa Oakley, com a ajuda de amigos, procedeu a uma industriosa pesquisa nas bibliotecas do Museu Britânico e noutras de diversos reinos europeus. Ela pacientemente reuniu, de várias fontes, fragmentos de história que identificariam o grande Conde com os personagens conhecidos sob estes diferentes títulos. Mas é aceito por todos os que escreveram sobre ele que o verdadeiro segredo de seu nascimento e sua nacionalidade jamais foi descoberto; todas as diligências das autoridades policiais de diferentes países resultaram somente em fracasso. Um outro fato de grande interesse é o de que nenhum crime nem intenção criminosa nem fraude jamais foram provados contra ele; seu caráter era inatacável, seus propósitos, sempre nobres. Embora vivendo no luxo e parecendo possuir uma riqueza inesgotável, ninguém jamais pôde saber de onde vinha seu dinheiro; ele não mantinha contas em banco, não recebia ordens de pagamento, não desfrutava de pensão de nenhum governo, recusou todas as ofertas de presentes e benefícios feitas a ele pelo Rei Luís XV e por outros soberanos, mas ainda assim sua generosidade era principesca. Aos pobres e miseráveis, aos doentes e oprimidos, ele era uma encarnação da Providência; entre outros benefícios públicos, fundou um hospital em Paris, e possivelmente outros em outros lugares.

Grim, em sua celebrada Correspondance Littéraire, que é descrita pela Britannica como "o mais valioso registro remanescente de algum período literário de importância", afirma que Saint-Germain era "o homem mais ilustrado que ele jamais vira". Ele conhecia todas as línguas, toda a história, toda a ciência transcendental; não aceitava presentes ou patrocínios, e recusava todas as ofertas disto, dava prodigamente, fundou hospitais, e trabalhava sempre, e sempre arduamente, pelo benefício da raça. Alguém poderia pensar que um homem como este poderia ter sido poupado pelo maledicente e pelo caluniador, mas não foi; enquanto ainda vivia e desde sua morte (ou antes desaparecimento) os mais reles insultos têm chovido sobre sua memória. Diz a Britannica que ele foi "um célebre aventureiro do século XVIII que assegurando ter descoberto alguns segredos extraordinários da natureza exerceu considerável influência em diversas Cortes européias. (...) Era dito comumente que ele obtinha seu dinheiro desempenhando as funções de espião para uma das Cortes européias".

A mesmíssima opinião sobre ele é ecoada por Bouilferet em seu Dictionnaire d’Histoire et de Geographie, e por diversos outros escritores. Temos várias descrições da aparência pessoal do Conde de Saint-Germain, e embora elas difiram um pouco nos detalhes, todas o descrevem como um homem de saúde radiante, e de inalterável cortesia e bom-humor. Suas maneiras eram a perfeição do refinamento e da graça. Ele parece ter sido um lingüista notável, falando fluentemente e usualmente sem sotaque estrangeiro as línguas correntes da Europa. Um escritor, assinando-se Jean Léclaireur, diz em um interessante artigo sobre O Segredo do Conde de Saint-Germain, no Lotus Bleu, vol. VI, 314-319, que ele estava familiarizado com o francês, inglês, italiano, espanhol, português, alemão, russo, dinamarquês, sueco e muitos dialetos orientais. Sua maestria nestes últimos fornece um dos pontos de semelhança que são tão extraordinários entre ele e H.P.B., pois Sua Alteza, o falecido Príncipe Emil de Sayn-Wittgenstein, Adido do Corpo Diplomático junto ao Imperador Nicolau e um antigo membro de nossa Sociedade, uma vez escreveu-me que quando ele conheceu H.P.B. em Tiflis, ela era famosa por sua habilidade de falar a maioria das línguas do Cáucaso – geórgio, mingreliano, abásio, etc, enquanto que nós mesmos a temos visto produzir literatura de qualidade superior em russo, francês e inglês. Mas quanto mais se lê sobre Saint-Germain e se conhece sobre H.P.B., mais numerosas e notáveis são as semelhanças entre os dois grandes ocultistas. A Srª Cooper-Oakley em sua cuidadosa compilação diz (Theosophical Review, vol. XXI, p. 428): "Era consenso quase universal que ele tinha uma graça e cortesia de maneiras encantadoras. Ele apresentava em sociedade, além disso, uma grande variedade de dons, tocava vários instrumentos musicais excelentemente, e às vezes demonstrava faculdades e poderes que beiravam o misterioso e o incompreensível. Por exemplo, um dia ele lhe tinha ditado os primeiros vinte versos de um poema, e os escreveu simultaneamente com ambas as mãos em duas folhas separadas de papel – e ninguém presente poderia distinguir uma folha da outra".

O Sr. Léclaireur, no artigo supracitado, sumarizou muitos pontos sobre o Conde de Saint-Germain que corroboram a citação e parecem ter sido cuidadosamente compilados da literatura sobre o assunto. Ele diz que "sua beleza era notável e suas maneiras esplêndidas; ele tinha um extraordinário talento para a elocução, uma educação e erudição maravilhosas. (...) Músico completo, ele tocava todos os instrumentos, mas agradava-o mais o violino; ele o fazia soar tão divinamente que duas pessoas que ouviram a ele e depois ao afamado mestre italiano Paganini colocaram ambos no mesmo nível". Aqui lembramos a soberba facilidade de H.P.B. como pianista, seu toque ligeiro, sua capacidade improvisativa e seu conhecimento da técnica. O Barão Gleichen cita-o dizendo assim:

"Vocês não sabem do que estão falando; só eu posso discutir este assunto, o qual já esgotei, como o fiz com a música, que abandonei porque nela não podia ir mais além". O Barão foi convidado à sua casa com o objetivo declarado de examinar algumas pinturas muito valiosas, e o Barão diz que "ele manteve a palavra, pois as pinturas que ele me mostrou tinham o caráter de singularidade ou de perfeição, que as fazia mais interessantes que muitas das pinturas de primeira linha, especialmente uma Sagrada Família, de Murillo, que igualava em beleza a de Rafael em Versalhes; mas ele me mostrou muito mais que isso, a saber: uma quantidade de gemas, especialmente diamantes, de cores, tamanho e perfeição surpreendentes. Eu pensei que estava contemplando os tesouros de Aladim. Dentre outras havia uma opala de tamanho monstruoso e uma safira branca tão grande quanto um ovo, que empalideceu todas as gemas que eu coloquei ao lado para comparar. Suponho ser um conhecedor de jóias, e declaro que o olho não poderia descobrir a menor razão para duvidar da qualidade destas pedras, ainda mais que não estavam engastadas".

Muitos anos atrás minha irmã, Srª. Mitchell, sentindo-se indignada pelas calúnias baixas que estavam circulando contra H.P.B. e mim mesmo, e desejando deixar registrado um relato de alguns dos fatos que foram observados por ela própria enquanto ocupava, com seu marido e filhos, um apartamento no mesmo edifício que o nosso, publicou em um jornal londrino um artigo no qual citava, entre outros, o seguinte incidente: "Um dia ela disse que me mostraria algumas coisas belas, e indo até uma pequena escrivaninha que ficava debaixo de uma das janelas, pegou dela muitas peças de soberba joalheria; broches, pregadores, braceletes e anéis, que estavam cravejados com todos os tipos de pedras preciosas, diamantes, rubis, safiras, etc. Eu as peguei e examinei, mas pedindo para vê-las no dia seguinte só encontrei gavetas vazias". Minha irmã pensou que elas deviam valer bem muitos milhares de dólares. Mas como aconteceu de eu saber que H.P.B. não tinha nenhuma coleção de pedras preciosas como esta, nem mesmo uma pequena parte delas, minha única inferência possível é a de que ela havia forjado para a visão de minha irmã uma daquelas ilusões ópticas que ela descrevia como truques psicológicos. Sou inclinado a acreditar que Saint-Germain fez o mesmo com o Barão Gleichen. Na verdade, estes fazedores de maravilhas podem ao bel prazer transformar uma ilusão em realidade e fazer as pedras sólidas e permanentes. Tomemos por exemplo meu "anel da rosa" (vide O.D.L., I, 96) que ela primeiro fez surgir a partir de uma rosa que eu segurava na mão, e, dezoito meses mais tarde, quando minha irmã o usava, fez com que três pequenos diamantes aparecessem engastados no ouro, em forma de triângulo. Muitas pessoas em diferentes países viram este anel, e algumas me viram escrever com ele sobre vidro, provando assim que as pedras são diamantes genuínos. O anel ainda está em meu poder, e durante estes trinta anos não mudou em nada suas características. Além disso, há os casos de sua duplicação de um diamante amarelo para o Sr. Sinnett em Simla, de safiras para a Srª.

Carmichael e outros amigos de diversos lugares, sua produção do seu místico anel de sinete, agora de posse da Srª. Besant, ao esfregar entre suas mãos meu próprio anel de sinete gravado; e as híbridas pinças para cubos de açúcar de prata, e, primeiro e último, muitos artigos de metal e pedra que, tendo sido devidamente descritos em meu O.D.L., não precisam ser recapitulados aqui. O leitor verá que os respectivos fenômenos de Saint-Germain e H.P.B. complementam-se e se corroboram mutuamente, e demonstram que entre os ramos da ciência oculta que são familiares aos adeptos e seus discípulos avançados deve ser incluído um conhecimento íntimo e controle do reino mineral. Saint-Germain contou a alguém que ele havia aprendido de um velho Brâmane hindu como "reviver" o carbono puro, isto é, como transmutá-lo em diamante; e Kenneth Mackenzie é citado como dizendo (na sua Royal Masonic Cyclopaedia, p. 644): "Em 1780, durante sua visita ao embaixador francês em Haia, ele despedaçou com um martelo um soberbo diamante que havia produzido por meios alquímicos; uma pedra gêmea desta, também feita por ele, vendeu-a a um joalheiro pelo preço de 5.500 luíses de ouro".Não temos em nenhum destes relatos evidência de se alguma das gemas feitas por ele permaneceram sólidas ou se se dissolveram de volta na luz astral de onde foram constituídas, exceto nos casos específicos onde a gema foi dada a algum indivíduo, ou neste em que a gema foi vendida a um joalheiro. Para mim é impensável que ele tenha vendido o diamante para conseguir 5.500 luíses, pois o fato de ele ter o aparente comando ilimitado sobre o dinheiro mostra que ele não poderia ter tido necessidade de uma soma tão pequena.

Falamos antes sobre a dissolução de uma gema criada magicamente. Se o leitor consultar o O.D.L., 197 e 198, verá que a primeira pintura do "Cavaleiro Louis", precipitada por H.P.B. em certa noite, havia-se desvanecido pela manhã, mas que quando ela a fez aparecer de novo, ao pedido da Srª. Judge, ela o "fixou" de modo que permanece inalterada até o momento deste escrito. Minha explicação disto é que depende inteiramente do adepto operador se ele fará uma precipitação efêmera da imagem-pensamento, deixando-a ser dissipada pela ação do espaço, ou se ao depositar o pigmento cortar a corrente que o conecta com o espaço e assim deixando-o como um depósito pigmentar permanente no papel ou noutra superfície. De fato eu aconselho encarecidamente a qualquer um que queira abordar os mistérios de Saint-Germain, Cagliostro e outros operadores de prodígios, ler em conexão a isto os vários relatos dos fenômenos de H.P.B. que têm sido publicados por testemunhas fidedignas. Tomemos por exemplo a citação feita pela Srª. Cooper-Oakley dos Souvenirs de Marie-Antoinette, da Condessa d’Adhémar, que havia sido amiga íntima da rainha e que faleceu em 1822. Ela dá um interessante relato de uma entrevista entre Sua Majestade, o Conde de Maurepas, ela mesma e Saint-Germain. Este último havia feito à Srª. d’Adhémar uma visita de importância momentosa em relação à família Real e a França, e havia ido embora, e o ministro, Sr. de Maurepas, havia entrado e estava ultrajando com injúrias a Saint-Germain, chamando-o de impostor e charlatão. Recém ele havia dito que o mandaria para a Bastilha, a porta se abriu e Saint-Germain entrou, para consternação do Sr. de Maurepas e a grande surpresa da Condessa. Andando majestaticamente em direção ao Ministro, Saint-Germain advertiu-o de que ele estava arruinando tanto a monarquia quanto o reino com sua incompetência e obstinada vaidade, e terminou com as palavras: "Não espere homenagem da posteridade, Ministro frívolo e incapaz! Sereis enfileirado entre aqueles que causam a ruína de impérios. (...) O Sr. de Saint-Germain, tendo falado isso num só fôlego, dirigiu-se para a porta novamente, fechou-a e desapareceu. (...) Todos os esforços de encontrar o Conde falharam". Compare-se isto com as diversas desaparições de H.P.B. nas grutas Karli e arredores, e noutros locais, e vejam como os dois agentes da Fraternidade empregaram meios idênticos de se fazerem invisíveis no momento crítico.

Ele vivia suntuosamente e aceitava convites para jantar de reis e outras personalidades importantes, mas sempre subentendendo-se que não se esperasse que ele comesse ou bebesse com o grupo; e, de fato, ele nunca o fez, dando a desculpa de que ele era obrigado a seguir um regime muito restrito e especial. Dizia-se que ele mantinha seu corpo forte, jovem e são tomando elixires e essências, cuja composição mantinha em segredo; alegava-se que sua dieta visível era somente o que poderíamos chamar de mingau de aveia, o qual também era preparado por ele mesmo. O Sr. Léclaireur diz que ele "freqüentemente se deitava muito tarde, mas nunca estava cansado; ele tomava grandes precauções contra o frio. Freqüentemente abandonava-se a um estado letárgico que durava de trinta a quarenta horas, durante o qual seu corpo parecia morto. Depois acordava, recuperado e rejuvenescido e revigorado por este mágico descanso, e assombrava os presentes relatando todas as coisas importantes que haviam transcorrido na cidade ou nos negócios públicos durante o intervalo. Suas profecias, assim como sua previsão, nunca falharam".

Isto lembra a história contada por Collin de Planey (Dictionnaire Infernal, vol. II, p. 233) sobre Pitágoras, que ao retornar de suas viagens ao plano astral "sabia perfeitamente de tudo que acontecera na Terra durante sua ausência".

Continuando nossa comparação entre os dois "mensageiros", amigos e colaboradores, vemos que H.P.B. não se limitava a mingau ou mesmo à dieta vegetariana, mas, como o Conde, também caía naqueles estados de letargia quando ficava inconsciente das coisas em seu redor, mas que voltava inteirada de tudo durante o intervalo de sua abstração física temporária. No primeiro volume do O.D.L. são descritos estes estados de "estudo obscuro" [brown study, no original – NT], e também suas alterações de humor e modos conforme um ou outro Mestre estivesse "em guarda". Também é registrado como a nova entidade entrante tinha de captar no cérebro do corpo o registro do que recém havia acontecido; algumas vezes cometendo erros palpáveis. Infelizmente não temos registro do efeito produzido em Saint-Germain de ser despertado subitamente de sua condição de transe recuperador, provavelmente porque ele sempre tomou precauções contra este tipo de ocorrência; mas no caso de H.P.B. descrevi o grande choque que ela experimentava quando súbita e inesperadamente era trazida de volta à consciência física; mais de uma vez ela colocou minha mão em seu peito para me fazer sentir o coração batendo como uma britadeira, e ela me disse que sob certas circunstâncias tal ocorrência poderia ser fatal. Não estou aludindo aos casos em que ela deixava o corpo uma ou mais horas para ser usado por um ou outro dos Mestres que supervisionavam a produção de Ísis sem Véu, mas somente àqueles breves deslocamentos do plano de consciência externo para o interno.

Em um outro ponto havia grande diferença entre os dois mensageiros. Saint-Germain amiúde, quando a conversa se voltava para qualquer período do passado, descreveria o que havia acontecido como se ele mesmo tivesse estado presente, e, como nos diz o Barão Gleichen, "descreveria as circunstâncias mais detalhadas, as maneiras e gestos dos personagens, e mesmo a sala e local que ocupavam, com uma minúcia e vivacidade que fazia pensar que estava-se ouvindo a um homem que realmente estivera presente. (...) Ele conhecia, em geral, a história com precisão, e criava a representação de quadros e cenas mentais com tamanha naturalidade, que nenhuma testemunha ocular o faria a respeito de fatos recentes como ele o fazia sobre aqueles de séculos passados". As revelações da psicometria tornaram perfeitamente fácil para nós entender como um adepto, como evidentemente o era Saint-Germain, poderia evocar das "galerias da luz astral os incidentes de qualquer época histórica dada, mesmo os detalhes da construção da casa, e a aparência, atos, falas e gestos dos habitantes; e espalhando em todas as direções seu poder de observação como uma teia de aranha, saberia de quaisquer fatos em andamento. Sem ter encarnado naqueles tempos remotos, mesmo assim se tornava em verdade uma testemunha ocular e auditiva daquele período em questão". Esta é a esplêndida potencialidade da descoberta de Buchanan, que marcou época. Não encontramos no Soul of Things de Denton listas de casos onde psicômetras treinados faziam a mesma coisa? E se os membros da família de Denton podiam fazer isso sem treinamento oculto prévio, por que não deveria um ser tão grandioso como Saint-Germain ter sido capaz de fazer muito mais?

Vimos acima que ele persistentemente mistificava aquelas pessoas curiosas de todas as classes – reis, nobres e plebeus – que tentavam penetrar o segredo de seu nascimento, nacionalidade e idade. Não temos visto H.P.B. pregando a mesma peça em seus fuxiqueiros importunos? Às vezes ela diria que tinha oitenta anos, às vezes que havia nascido no século XVIII, e temos registrado o testemunho de um correspondente da imprensa que, depois de observá-la durante toda uma noite, disse e escreveu que ela parecia em um momento ser uma velha e logo a seguir uma jovenzinha, enquanto que mais de uma pessoa viu sua aparência física mudar de um sexo para outro. Então temos o caso em que, quando ela e eu estávamos a sós na sala de nossa "Lamaseria" [apelido da casa onde moravam – NT] em Nova Iorque, ela atraiu minha atenção e eu vi surgir de seu corpo o de um Mestre com sua compleição indiana e cabelo negro, desvanecendo por um momento a mulher de tipo caucasiano, olhos azuis e cabelo claro que estava sentada à minha frente.

Léclaireur diz, como prova da memória prodigiosa do Conde, que "ele podia repetir exatamente e palavra por palavra o conteúdo de um jornal que apenas havia relanceado diversos dias antes; ele podia escrever com ambas as mãos ao mesmo tempo; com a direita um poema, com a esquerda um documento diplomático, freqüentemente da maior importância. Muitas testemunhas ainda vivas poderiam, no início deste século (XVIII), corroborar estas faculdades maravilhosas. Ele lia, sem as abrir, cartas fechadas, e mesmo antes chegarem a ele". Aqui, novamente, somos obrigados a lembrar dos feitos do mesmo tipo que H.P.B. operava em presença de testemunhas, incluindo eu mesmo. Ela, ainda, não apenas leria cartas fechadas antes de tocar nelas, mas também tomaria um lápis e escreveria seu conteúdo, como nos casos do Sr. Massey e outros em Nova Iorque, e o do Prof. Smith em Bombaim, cuja carta era interessante. Certa manhã Damodar [Damodar Mavalankar, do círculo Teosófico indiano – NT] recebeu quatro cartas por um correio, que continham adicionalmente mensagens dos Mahatmas, como constatamos ao abrí-las. Eram de quatro locais muito distantes entre si, e todas com o carimbo dos correios. Mandei todas ao Prof. Smith, assinalando que freqüentemente recebíamos tais escritos dentro de nossa correspondência, e pedi-lhe que gentilmente primeiro examinasse cada envelope para verificar se havia algum sinal de terem sido violados. Ao devolvê-las a mim com a declaração de que todas estavam perfeitamente regulares, até onde se podia averiguar, pedi a H.P.B. que as colocasse em frente à sua testa e visse se podia encontrar alguma mensagem dos Mahatmas em alguma delas. Ela o fez com as primeiras que chegaram, e disse que em duas havia tais mensagens. Então ela leu clarividentemente as mensagens e pedi ao Prof. Smith que as abrisse ele mesmo. Depois de as haver escrupulosamente examinado, ele cortou os envelopes, e todos nós vimos e lemos as mensagens exatamente como H.P.B. as havia decifrado pela visão clarividente.

Uma forma de fenômeno, entretanto, de que não encontramos relato em Saint-Germain, era o da interceptação de cartas no correio, que em minha opinião está entre as coisas mais notáveis que já testemunhei. Toda história está contada no O.D.L., Primeira Série, pp. 35-37, mas pode ser resumida em poucas palavras. Eu tinha vindo de Nova Iorque para Filadélfia para visitar H.P.B., enquanto tirava uma folga depois de ler o livro de Eddy, People from the Other World, não impresso. Tencionando ficar só dois ou três dias e não sabendo qual seria meu endereço em Filadélfia, não havia deixado instruções para o repasse de minha correspondência; mas ocorrendo de ela insistir que eu ficasse mais tempo, fui à Agência dos Correios de Filadélfia, dei o endereço de sua casa e solicitei que se algo chegasse para mim, deveria ser mandado para lá. Eu não estava esperando nada, mas algo ou alguma coisa me impeliu a agir assim. Na mesma tarde foram entregues na casa pelo carteiro cartas da América do Sul, da Europa e de alguns dos estados do leste da União, com o endereço da casa de H.P.B. escrito a lápis em cada envelope. Mas, e isto é que dá o selo de valor como evidência ao fenômeno, o endereço de Nova Iorque não foi anulado, nem o carimbo dos Correios de Nova Iorque aparece na frente dos envelopes, como prova de que eles teriam chegado no primeiro destino tencionado por meus diversos correspondentes. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento dos procedimentos postais verá a grande importância destes detalhes. Mas ao abrir as cartas que me chegaram deste modo durante minhas visitas noturnas à minha colega, encontrei dentro de muitas delas, se não de todas, algo escrito com a mesma caligrafia das cartas que eu havia recebido dos Mestres em Nova Iorque, o escrito tendo sido feito ou nas margens ou em qualquer espaço deixado em branco pelos que as escreveram. As coisas escritas eram ou algum comentário sobre as características ou motivações do correspondente, ou assuntos de interesse geral em relação aos meus estudos ocultos.

As histórias da época todas falam de Saint-Germain e do importante papel desempenhado por ele na política do momento de mais de um reino. Assim é dito que ele teve muito a ver com a ascensão da Imperatriz Catarina ao trono da Rússia. Ele foi amigo íntimo de Frederico o Grande da Prússia, de Luís XV da França, do Landgrave de Hessen, e de vários príncipes e de outros grandes nobres. Por muitos anos ocupou um grande lugar no pensamento público de várias cortes e nações, mas, de súbito, no ano de 1783, desapareceu da vista pública com o mesmo mistério cercando sua retirada de cena que cercara sua aparição. Não temos registro de seu destino, além da declaração de seu amigo, o Príncipe de Hesse-Cassel, de que ele falecera em 1783, durante alguma experiência química em Eckenford, perto de Schleswig. Não há absolutamente nenhum registro histórico da doença final ou morte deste homem que, por tantos anos, agitou as cortes européias, nem uma só palavra sobre a destinação de sua alegada fortuna colossal, em gemas e ouro, que ele sempre tinha consigo. Como diz Léclaireur: "Um homem que teve uma carreira tão brilhante não pode se extinguir tão subitamente de modo a cair no esquecimento".

Além disso, como o mesmo autor diz: "É relatado que ele teve uma entrevista com a Imperatriz da Rússia em 1785 ou 1786. É relatado que ele apareceu à Princesa de Lamballe quando ela estava diante do tribunal revolucionário, logo antes que cortassem sua cabeça, e para a amante de Luís XV, Jeanne Dubarry, enquanto ela esperava o golpe mortal, em 1793. A Condessa d’Adhémar, que morreu em 1822, deixou uma nota manuscrita, datada de 12 de maio de 1821, e presa com um alfinete ao manuscrito original, onde diz que "vira o Sr. de Saint-Germain diversas vezes depois de 1793, a saber, no assassinato da Rainha (16 de outubro de 1793); no 18 Brumário (9 de novembro de 1799); no dia seguinte à morte do Duque d’Enghien (i804); no mês de janeiro de 1813; e na véspera da morte do Duque de Berri (1820)". Deve ser observado paralelamente que estas últimas visitas à sua amiga, a Condessa, depois de seu desaparecimento de Hesse-Cassel e sua suposta morte, podem ter sido feitas da mesma maneira que a do Mestre a mim mesmo em Nova Iorque – no corpo astral projetado; pois temos, no artigo da Srª. Cooper-Oakley, uma citação das Memoirs de Grafer, a declaração de que Saint-Germain disse a ele e ao Barão Linden que deveria desaparecer da Europa por volta do final do século XVIII, e mudar-se para uma região dos Himalaias, acrescentando: "Vou descansar; eu preciso descansar. Exatamente em oitenta e cinco anos as pessoas novamente porão os olhos sobre mim. Adeus, eu vos amo". A data desta entrevista pode ser deduzida aproximadamente de um outro artigo no mesmo volume, onde é dito: "Saint-Germain esteve em Viena no ano de 1788, ou 1789, ou 1790, onde tivemos a inesquecível honra de encontrá-lo". Se tomarmos a primeira data, então oitenta e cinco anos nos trariam a 1873, quando H.P.B. veio a Nova Iorque para me encontrar; se tomarmos a segunda, então oitenta e cinco anos coincidem com nosso encontro em Chittenden; se a terceira, isso marca a data de fundação da Sociedade Teosófica e o início da escrita de Ísis sem Véu, em cujo trabalho, como já disse, estou persuadido de que Saint-Germain foi um dos colaboradores.

Assim, tracei brevemente, mas de boa fé, a relação entre estes dois personagens misteriosos, Saint-Germain e H. P. Blavatsky, mensageiros e agentes da Loja Branca, como acredito. Um foi mandado para auxiliar na condução das linhas de karma convergentes que ocasionariam o cataclismo político do século XVIII com todas as suas terríficas conseqüências, desencadeando o ciclone moral que haveria de purificar a atmosfera social do mundo; a outra veio numa época em que o materialismo iria encontrar seu Waterloo e o novo reino de elevado pensamento espiritual deveria ser anunciado através da atuação de nossa Sociedade.