Ilusões

quinta-feira, 24 de outubro de 2013


"Um dia, o Buda estava em uma caverna, onde estava fresco. Ananda, seu assistente, estava praticando meditação caminhando perto da caverna, tentando interceptar as muitas pessoas que sempre vinham visitar o Buda, de forma que ele não recebesse convidados o dia todo. Neste dia, enquanto Ananda estava praticando, viu alguém se aproximando. Quando a pessoa chegou perto, Ananda reconheceu Mara.
Mara tentou o Buda na noite antes dele se tornar iluminado. Mara disse ao Buda que ele poderia se tornar um homem de grande poder – um político, um rei, um presidente, um ministro ou um bem sucedido homem de negócios com dinheiro e lindas mulheres – se ele desistisse de sua prática de plena consciência. Mara tentou duramente convencer o Buda, mas não funcionou.

Embora Ananda tenha se sentido desconfortável ao ver Mara, Mara já o tinha visto, portanto não poderia se esconder. Eles se cumprimentaram.

Mara disse: “Eu quero ver o Buda.”

Quando o líder de uma corporação não quer ver alguém, ele pede para sua secretária dizer: “Desculpe, ele agora está em uma conferência.” Embora Ananda quisesse dizer algo assim, sabia que estaria mentindo e ele queria praticar o Quarto Treinamento - não mentir. Portanto ele decidiu dizer o que estava em seu coração para Mara.

“Mara, porque o Buda deveria vê-lo? Qual o motivo? Você não lembra que foi derrotado pelo Buda sob a árvore de Bodhi? Como você ousa vê-lo de novo? Não tem vergonha? Porque ele deveria vê-lo? Você é seu inimigo.”

Mara não foi desencorajado pelas palavras do Venerável Ananda. Ele apenas riu enquanto ouvia ao jovem. Quando Ananda terminou, Mara riu e perguntou: “Realmente seu professor diz que tem inimigos?”
Isto fez Ananda ficar muito desconfortável. Não parecia correto dizer que o Buda tinha inimigos, mas ele disse! O Buda nunca disse que tinha inimigos. Se você não está concentrando muito profundamente ou plenamente consciente, pode dizer coisas que são contrárias ao que você sabe e pratica. Ananda estava confuso. Ele entrou na caverna e anunciou Mara, esperando que seu professor dissesse, “Diga a ele que não estou em casa!” ou “Diga a ele que estou em uma conferência.”

Para surpresa de Ananda, o Buda sorriu e disse: “Mara! Maravilha! Peça a ele para entrar!”

Ananda estava perplexo pela resposta do Buda. Mas ele fez o que o Buda disse e convidou Mara para entrar. E você sabe o que o Buda fez? Ele abraçou Mara! Ananda não podia entender isso. Então o Buda convidou Mara para sentar no melhor lugar da caverna e virando-se para seu amado discípulo disse: “Ananda, você poderia ir e nos preparar um chá de ervas?”

Como você deve ter adivinhado, Ananda não estava muito feliz com isso. Fazer chá para o Buda era uma coisa – ele poderia fazer milhares de vezes ao dia – mas fazer chá para Mara não era algo que ele queria fazer. Mas como foi o Buda que pediu, ele não poderia recusar.

Buda olhou amavelmente para Mara. “Querido amigo”, ele disse, “como tem passado? Está tudo bem?”
Mara respondeu: “Não, as coisas não vão bem, elas vão mal. Estou muito cansado de ser Mara. Quero ser outra pessoa, alguém como você. Onde quer que você vá é bem vindo e as pessoas te reverenciam. Você tem muitos monges e monjas com faces amáveis te seguindo e te oferecem bananas, laranjas e kiwis.”
“Onde quer que eu vá”, Mara continuou, “tenho que vestir a persona de um demônio – tenho que falar de uma maneira convincente e manter um exército de pequenos demônios maliciosos. Cada vez que expiro, tenho que respirar fumaça do meu nariz! Mas eu não ligo muito para essas coisas; o que me aborrece bastante é que meus discípulos, os pequenos Maras, começaram a falar sobre transformação e cura. Quando eles falam sobre liberação e budeidade, não posso suportar. É por isso que eu vim para te pedir se podemos trocar os papéis. Você pode ser Mara e eu serei Buda.

Quando o Venerável Ananda ouviu, ficou tão aterrorizado que pensou que seu coração poderia parar. Como ficaria se o Buda decidisse trocar papéis? Então Ananda seria o assistente de Mara! Ananda esperou que o Buda recusasse.

O Buda calmamente olhou para Mara e sorriu. “Você acha que é fácil ser um Buda?” Ele perguntou. “Pessoas estão sempre me entendendo mal, colocando palavras na minha boca. Eles constroem templos com estátuas minhas feitas de cobre, gesso, ouro e até mesmo esmeraldas. Grandes multidões me oferecem bananas, laranjas, doces e outras coisas. Às vezes sou carregado em procissão, sentando como um bêbado em cima de flores. Eu não gosto de ser esse tipo de Buda. Muitas coisas danosas foram feitas em meu nome. Portanto, você pode ver que ser um Buda é também muito difícil. Ser um professor e ajudar a prática das pessoas não é uma profissão fácil. Na verdade, eu não penso que você gostaria muito de ser um Buda. É melhor se ambos continuarmos a fazer o que estamos fazendo e tentar fazer o nosso melhor.

Se você estivesse lá com Ananda, e se estivesse plenamente consciente, poderia ter sentido que Buda e Mara eram amigos. Eles se complementam como dia e noite, flor e lixo vindo juntos. Este é um profundo ensinamento do Buda.

Agora você tem uma ideia de que tipo de relação existe entre Buda e Mara. Buda é como a flor, muito fresca e bonita. Mara é como o lixo – fedorento, coberto de moscas e desagradável de tocar. Mara não é de forma nenhuma agradável, mas se você sabe como transformar Mara, Mara se tornará o Buda. E se você não souber como tomar conta do Buda, ele se tornará Mara.

Nhat Hanh, Thich. Under the Rose-Apple Tree. ISBN 1888375043

Sobre o ego

terça-feira, 22 de outubro de 2013

- A fixação no ego é suicida. O maior exemplo de egolatria.

 - Mas como? Não contraria o próprio instinto de sobrevivência do eu?

 - Não, no fundo a pessoa só pensa em si mesma e no seu sofrimento.

O ego é uma força psíquica mortal e suicida.

 O instinto de sobrevivência pertence ao corpo, não ao ego.

Trata-se do canto do cisne da vaidade que não recebeu da vida tudo o que acha que deveria.

 Narciso foi um suicida, não?

 F.A.

O campo de batalha sou eu

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O campo de batalha sou eu
Foi isto que Deus me deu
No coração meu escudo
Na mente a lâmina
No corpo o templo
No olhar a chama
No sorriso o brilho
Do Dragão e do Anjo

Entre o pecado e a virtude,
vou seguindo, nem anjo, nem demônio,
apenas humano, sobretudo divino,
pois julgar não é amar, e num justo equilibrar
perceber a luz e a sombra, mas quem em mim percebe?
Nesta balança do Ser
O brilho da espada a resplandecer,
"Mil cairão ao lado, e dez mil à direita; mas tu não serás atingido", mas quem é este?
A espada, a balança, o trono e a luz que não pode ser vista.
Assim brilha o sol da eterna justiça.
Senhor da Luz, Senhor das Trevas
Senhor da Guerra, Senhor da Paz
Por isto Ele é o Senhor,
Domina sobre os opostos
Reconciliado em mim, em nós
Para a glória infinita de ser.
Deus em mim, Deus em nós.
O Exército da Voz
Eu sou, sou eu, somos Nós.

F.A.

Criança, a alma do negócio, pois a manipulação vem de berço.

sábado, 12 de outubro de 2013

Excelente documentário! Mais um motivo para você desligar a TV.

Um alerta para pais, educadores e para a sociedade em geral que não deve mais ser omissa com relação a esse tipo de manobra hipócrita. Dica do nosso amigo "OAnônimo". Como a inocência da criança é manipulada pela propaganda para ser transformada numa sedução consumista que visa atingir os pais:

Isto é "Criança, a alma do negócio".

Esse documentário deve ser passado em escolas e locais públicos, pois mostra de forma muito competente a crueldade sutil que se esconde através dos comerciais que sem pudor algum estupram a mente da criança para obter lucro, transformando o seu bebê num monstro voraz por toda sorte de besteiras, tendo a tv como veículo principal dessa violência mental travestida de propaganda. A propaganda tornou-se uma outra forma de pedofilia.

O absurdo é tão grande e estamos tão cegos e acostumados a ele que não nos damos conta que hoje em dia as crianças estão sendo alfabetizadas pelas marcas dos produtos! Duvida disso? Visite então uma escola. A própria escola tornou-se um local de treinamento de futuros consumidores que são preparados para a REALIDADE DO MERCADO. Assim a metáfora de Matrix, o filme, de que não passamos de pilhas revela-se como uma verdade para lá de incômoda.

Alquimia e Gnose

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A Alquimia do ponto de vista da Gnose, segundo Samael Aun Weor.



Documentário sobre Wilhelm Reich

"Os homens tem medo da vida dentro de si pois uma pessoa viva é uma pessoa questionadora"

 Documentário sobre a vida de um dos maiores gênios do século XX, perseguido e morto pelo Império Anglo-Americano e pelo sistema "capetalista", uma verdadeiro mártir pela causa da verdade, uma pesquisador da energia vital, que ele, Wilhelm Reich, chamou de ORGONE.


Minha vaidade predileta

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

De todas as minhas vaidades a que eu mais gosto é esta: querer mudar o mundo.

De Krishna até Gandhi tudo o que eu fiz até hoje não deu resultado, mesmo assim não desisto, insisto nesta Maha Lilah.

Eu mesmo terei mudado?

F.A.