quarta-feira, 15 de julho de 2026

Era da Revelação?


 


Está em voga a tal “Era da Revelação” desde que o governo estadunidense resolveu divulgar uma série de documentos até então sigilosos sobre a questão alienígena. Uma antiga promessa, tantas vezes descumprida, começa a se realizar. Será? Há motivos para duvidar de quem faz 80 anos mente e oculta informações sobre o tema. Por que agora, justamente quando o Império do Caos está em franco declínio tanto no campo político-econômico quanto no militar? O que está por trás da tal “Era da Revelação”? Se a fonte de tal revelação está poluída, manchada, contaminada por um passado de secretismo pode-se esperar algo de bom e verdadeiro decorrente dela?

A origem da palavra revelação vem do latim “revelatio” e significa mostrar, destapar, descobrir. O prefixo RE em revelação tem significado diferente do que possui em geral, tal como em rememorar, redescobrir ou reconhecer, pois em revelar o significado do RE é uma exceção semântica que indica oposição, assim revelar não é velar de novo, mas implica na retirada do véu. 


Os termos neste caso parecem não ser escolhidos ao acaso, a Era da Revelação tem também, no contexto ocidental, um tom profético, místico e religioso, já que revelação remete diretamente ao significado de Apocalipse, o último livro da Bíblia, que em sua introdução, 1:1, nos diz: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo;”

Pelo visto querem indicar com a expressão “Era da Revelação” um caráter místico, messiânico, transcendente para aquele que seria o porta-voz de tal revelação, no caso o presidente dos EUA, que seria assim revestido como tal atributo, no caso em questão uma liderança política sem nenhuma credibilidade, já que estaria na prática envolvida em escândalos diversos de corrupção, pedofilia, tráfico de influência, genocídio, assassinato de crianças, guerras imperiais, enfim, todas as características de um anti-cristo. Poderia a revelação nesse caso ser usada como espécie de água batismal para a purificação dos pecados de uma criatura corrompida ao extremo? Dizem que o discurso da revelação já está pronto e pode ser anunciado a qualquer momento, ainda neste ano de Nosso Senhor Jesus Cristo: 2026. Criando o contexto necessário a tal revelação temos o lançamento mundial do filme de Steven Spielberg, Dia D, e o documentário a Era do Desacobertamento, com a presença de figuras de alto escalão do governo do Império do Caos, sendo incensados pelo poder midiático da varinha mágica e manipuladora de Holly_wood.




A questão que se coloca aqui não é propriamente a da Revelação, mas de uma reedição da velha ordem, uma repaginação da Era da Enganação sob a capa da Revelação, com uma liberação controlada de informações que não coloque em xeque os interesses dominantes. Que interesses seriam estes? Podemos enumerar alguns.


1 - os interesses econômicos.


Inicialmente, quando vemos os registros feitos de naves ditas alienígenas que superam a tecnologia humana conhecida, observamos antes de tudo que elas são silenciosas, não-poluentes, não causam deslocamento de massa de ar, capazes de aceleração incrível, de manobras radicais e feitas de material extremamente leve e resistente. Ou seja, dispensam, por exemplo, o uso de combustível fóssil. Vamos ter acesso a tal tecnologia na dita Era da Revelação? Vai estar no pacote o acesso amplo e irrestrito a uma tecnologia que pode beneficiar a toda a humanidade sem que haja controle ou monopólio de patentes? Esse ponto realmente interessa à humanidade muito mais do que cenas, filmagens ou fotos de naves ou aliens, pois trata-se de algo com um benefício óbvio, concreto e pragmático não só para a humanidade como para o planeta inteiro em função do agravamento das mudanças climáticas.

2 - os interesses dos senhores da guerra: o complexo industrial militar.


Os senhores da guerra não vão querer manter o monopólio de uma tecnologia (alienígena, via engenharia reversa) tão poderosa e avançada?


3 - os interesses da ciência.

Quantos paradigmas científicos não serão quebrados se a dita revelação indicar que o homo sapiens não é o topo da cadeia alimentar, mas sim um recurso natural para usufruto de determinadas espécies alienígenas dentro da cadeia biológica universal e também um produto decorrente de modificação genética (OGM)?

4 - os interesses das instituições religiosas.


A mesma questão colocada para a ciência com as devidas adequações já que o ser humano não seria mais a joia da criação divina, mas apenas mais uma criatura dentro da hierarquia de seres criados.


5 - os interesses de grupos secretos.

Quantos segredos sujos e acordos espúrios não foram feitos onde a moeda de troca era a própria humanidade? Quantos crimes não foram cometidos contra a própria humanidade pela elite governamental? Isso fará parte do pacote da dita revelação ou ficaremos reduzidos a uma revelação seletiva baseada apenas em imagens de ovnis, fotos de seres alienígenas e documentos não indicativos dos crimes de lesa-humanidade perpetrados por sociedades secretas imiscuídas dentro do aparato estatal?

Quantas revelações já não ocorreram antes na História da Humanidade? Por que chamar justamente esse tempo de Era da Revelação? As tradições antigas das mais diferentes culturas já não indicaram amplamente tantas e tantas revelações, descobertas e mistérios? Revelação para quem, de quem e com que finalidade? Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas, diz o livro da revelação em Apocalipse 2, 17. E o que a humanidade fez a respeito dessas revelações luminosas, conhecimentos apresentados e arcanos desvelados? Qual a importância de tais revelações quando a atenção da humanidade em geral centra-se na sobrevivência ou numa Copa do Mundo? Bem, esse será o nosso próximo tema.

Modak






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