Nós não temos a menor ideia do poder que temos, um poder infinito, a mestria do intento. Por isso o estudo do conceito fundamental do intento é essencial, estamos lidando com a pedra de toque do conhecimento ancestral dos xamãs.
A arte suprema dos xamãs, justo aquilo que não querem que nós saibamos, porque permitiria que aqueles que nos controlam perdessem o seu poder, um poder de manipular a consciência que não prima pela liberdade, mas pela condição escrava.
Assim intentar é a expressão prática da liberdade humana para além da própria razão, mas que não a dispensa, antes a supera.
Introdução ao Poder do Silêncio, de Carlos Castaneda.
Em várias ocasiões Don Juan tentou, para o meu proveito, dar nome ao seu conhecimento. Ele sentia que o nome mais apropriado era nagualismo, mas que o termo era obscuro demais. Chamá-lo simplesmente “conhecimento” tornava-o vago, e chamá-lo “bruxaria” seria rebaixá-lo. “A MESTRIA DO INTENTO” era muito abstrata, e “a busca da liberdade total” longa demais e metafórica. Finalmente, por ser incapaz de encontrar um nome mais apropriado, chamou-o “feitiçaria”, embora admitisse não ser realmente adequado.
DR
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