Já sentiram isso?
Há dois filamentos de energia que saem de nós, que brotam em cada gene, que mergulham na ancestralidade humana, indo para antes da história, antes do mito, antes da lenda...
Somos a manifestação de todo esse poder.
Ser pagão(ã) é lembrar disso.
Não somos crias de um deus, somos emanações da ETERNIDADE.
Sondas avançadas de consciência, vivendo a ETERNIDADE.
ELA, vive em nós, nossa consciência é DELA, vem DELA, um dia voltará para ELA.
Enriquecemos a consciência DELA, pelo maravilhoso mistério do Existir.
Podemos realizar esse trabalho de harmonização da nossa ancestralidade com um rito, um rito simples.
Rito de harmonização com nossos ancestrais femininos e masculinos:
Um lugar tranquilo, certifique-se que não vai ser interrompido, de preferência a noite, vamos olhar para as cavernas gêmeas que trazemos em nós, uma caverna tem em si toda nossa ancestralidade feminina, outra toda nossa ancestralidade masculina.
Abrir o círculo, posicionar as quatro energias dos quadrantes.
Sentir as quatro colunas de energia nos quatro cantos do círculo, eu gosto de mentalizar os quatro poderes (terra, água fogo e ar) como vastas colunas do Elemento, vindo do Infinito e entrando até as profundezas da Terra.
Depois me foco como o ponto no centro do quadrado e do círculo.
Me sinto então indo para outra realidade, como numa pirâmide, os quatro cantos me apoiam e sou o ponto que vai para o alto da pirâmide.
Ao chegar ao alto o poder do círculo, que realizou a quadratura nos quatro pilares de energia se manifestam me apoiando para que possa então sentir a energia da Deusa, a Fonte de onde tudo emana e para onde tudo volta.
Ela se manifesta como uma constante brisa que sopra trazendo fina e sutil energia.
Deixe que os atributos tranquilos da Deusa lhe impregnem o ser e permita te sentires o mais profundamente tu mesmo.
O que tens de mais singular, mais teu, aquilo que é mesmo tua essência, deixe que se apresente aqui.
Nesta energia sutil evocar a presença de seus antepassados masculinos, depois das antepassadas femininas e se harmonizar com eles.
"Eu vos chamo além do tempo e do espaço, na beirada desse círculo mágico, vós, todos meus antepassados masculinos.
Eu sou o(a) que está aqui agora.
Meus olhos são, por vezes, janelas por onde olham para a existência.
Mas meus braços e minhas mãos, meu coração e meus pés minha língua e meu destino me pertencem, sou o (a) novo(a), sou quem está aqui agora, ficarei sempre grato(a) por seus conselhos e ajuda em momentos de grande necessidade, mas me respeitem e permitam que eu construa sabia e livremente minha vida."
"Eu vos chamo além do tempo e do espaço, na beirada desse círculo mágico, vós, todas minhas antepassadas femininas.
Eu sou o (a) que está aqui , agora.
Meus olhos são, por vezes, janelas por onde olham para a existência.
Mas meus braços e minhas mãos, meu coração e meus pés, minha língua e meu destino me pertencem, sou o (a) novo(a), sou quem está aqui agora, ficarei sempre grato(a) por seus conselhos e ajuda em momentos de grande necessidade, mas me respeitem e permitam que eu construa sabia e livremente minha vida".
Se encerra o ritual pedindo que cada poder que ali se apresentou retorne de onde veio, que o equilíbrio entre os mundos se restabeleça e faça sua forma pessoal de fechar o círculo.
Esse rito é muito profundo, se feito com uma preparação legal, num momento adequado, que a gente deve prestar atenção, tipo lunação, hora do dia, cada hora tem uma regência planetária. A gente pode alcançar um estado de muita harmonia com as forças ancestrais em nós.
Isso é trabalhar a sombra também, como disse acima temos poderosas forças que estão em nós, até a nível físico, em nossos genes.
Percebem que quando falamos a abordagem dos bruxos(as) e xamãs não tem nada a ver com a cristista não é que a gente está sendo radical, brigando e tal, é que não tem mesmo.
No paganismo a gente vai as questões com outro estado de espírito.
Sem medo, não somos pecadores com medo de um pai psicológico que pode nos condenar a infernos, castigar.
O que temos em nós são vivências e toda vivência plena tem seu valor.
No Paganismo temos outra realidade, vamos ao encontro da Deusa, de quem fomos apartados, como o galho quebrado da árvore vai sequioso à terra.
Já viram dessas plantas que a gente tira um galho, põe na terra e ele brota e se torna nova árvore?
Pois este me parece nosso caminho agora.
Um galho que se torna promessa de nova árvore.
Que vai puxar da terra uma certeza de vida e, então, o galho realiza uma magia profunda, se torna árvore.
Nós fomos podados da árvore da vida por um sistema tolo, que nos alienou de nós mesmos, que nos condicionou a chamar de realidade uma descrição de mundo totalmente tacanha.
Mas como galhos ainda com a VIDA podemos ousar nos conectar a DEUSA, a ELA, a TERRA e como árvores plenas renascermos.
E resolver a sombra, integrá-la é parte desse trabalho, pois é a sombra que ficará sob a Terra e que se transmutará de parte, de galho partido, em raiz...
A magia da sombra resolvida, dá chances ao galho que ia secar e ser queimado em algum forno da sociedade industrial, em tornar-se nova e vigorosa árvore.
Que tal magia se realize em nós...
Nuvem que Passa
4 comentários:
Esta questão da ancestralidade ainda é muito recente na minha vida consciênte digamos assim, e esta idéia de estar ligada a sombra nunca fez tanto sentido. uma coisa que não havia sacado mesmo. parece que quando resolvo e encaro projeção por projeção, ilusão por ilusão, tudo vai se tornando mais amplo. Mas ainda não me livrei da "perfeição". E estou descobrindo que minha necessidade em ser perfeita vem da ancestralidade. Quem sou eu para dizer o que é perfeito? Pura ironia arrogante. Mas se descuido, já me exigi mil coisas. Descobrir os ritmos da minha natureza, seu fluxo interno, me deixar submergir e encontrar com a sombra... cenas do próximo capítulo. Rsrs.
Ps: O comentário que você fez do sonho, tenho observado de maneira prática. Acredite, é um trabalho e tanto. rsrs.
Por quê é tão difícil reconhecer nossa essência divina e perfeita? Programas e memórias ancestrais repetindo em nossa mente subconsciente este permanente invalidar-se... São muitos,na sombra, os que lucram com isto. Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato!
Aloha, querida Daniele e querido Aldo!
É difícil reconhecer a divindade em nossa cultura porque nos foi ensinado uma divindade além do humano. É uma cultura muito contraditória que diz que somos feitos a imagem e a semelhança da Dividade e ao mesmo tempo somos pecadores expulsos do Éden pelo crime de querer conhecer. Tal conflito gera uma neurose que impede uma visão clara de quem nós somos. Ao mesmo tempo tal cultura proclama a vinda de um salvador, como se não pudéssemos assumir a responsabilidade pela nossa própria salvação, precisando sempre de uma ajuda externa a nós mesmos. Sem querer cair na armadilha da auto-importância, mas compreendendo a necessidade de valorizar a nossa auto-estima, temos que assumir 100% de responsabilidade pelo nosso destino. Esse é o nosso maior desafio. O legado cultural e ancestral do qual fazemos parte é um legado em que a idéia de responsabilidade total é relegado pela idéia de algo virá nos salvar. Compreender isso é a chave para a nossa mudança interior e a aceitação de nossa divindade.
No intento,
F.A.
Aloha,
"Temos que assumir 100% de responsabilidade pelo nosso destino.". Eu sempre tenho essa frase em mente, vejo que hoje a sociedade vive sem querer assumir a responsabilidade de lutar pela sua própria liberdade, pelo direito de ser feliz.
em paz!
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