Estar atento e sintonizado para essas comunicações não verbais é a tarefa do aprendiz de Xamanismo. Tais comunicações não verbais expressam a linguagem silenciosa, a linguagem sem linguagem do Poder, do Intento, do Nagual.
O silêncio interior é a matrix deste conhecimento silencioso que exige do aprendiz uma condição física perfeita e uma mente estável para revelar os seus arcanos.
Aqui, na verdade, estamos diante de um outro sistema cognitivo, de uma nova epistemologia, de uma práxis da fenomenologia, como disse certas vez o nagual de 3 pontas, que nos permite transpor os limites kantianos e responder de forma prática à Schopenhauer, e, assim, o Xamanismo torna-se a ponte real e perceptiva que nos leva do fenômeno para o númeno, da representação para o real, da descrição para a coisa em si.
Um comentário:
Certa vez, um xamã me disse: "silêncio não significa ausência de pensamento."
A compreensão da própria natureza do silêncio não está ao alcance da minha mente ordinária, que o interpreta desde uma posição onde não está presente, portanto da subjetividade.
Quando estou ausente, o silêncio inunda como a água, as mais ínfimas fendas. Embora isso seja raro de acontecer.
Perdendo a forma humana, possivelmente estamos mais próximos do estado de silêncio. Assim é minha limitada percepção.
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